segunda-feira, 26 de março de 2018

XXIII Congresso Brasileiro de Ufologia

Vem ai : XXIII Congresso Brasileiro de Ufologia

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Astrônomo amador argentino flagra detonação de supernova em tempo real.

Por um golpe de sorte daqueles que fazem os ganhadores da Mega-Sena parecerem pessoas comuns, um astrônomo amador argentino apontou seu telescópio para uma galáxia exatamente no mesmo momento em que uma estrela explodiu por lá como supernova. O achado permitiu a raríssima oportunidade de estudar os primeiros momentos da detonação e assim explorar os detalhes de como ela se dá.

Aconteceu em 20 de setembro de 2016. Víctor Buso, de Rosário, na Argentina, estava testando uma nova câmera acoplada a seu telescópio com abertura de 40 centímetros, apontando-a na direção de uma galáxia espiral barrada chamada NGC 613, a cerca de 80 milhões de anos-luz de distância. (Isso, na prática, quer dizer que estamos vendo agora a luz que chegou até nós após 80 milhões de anos de viagem, o que quer dizer que estamos testemunhando o passado dessa galáxia.)

Enquanto fazia suas imagens de calibração, Buso percebeu que um novo astro brilhante apareceu na galáxia entre as primeiras e últimas imagens, feitas ao longo de apenas uma hora e meia. Ele havia flagrado, numa sequência sensacional de imagens, o antes e o depois de uma supernova.

Supernovas são novas só no nome — tratam-se de explosões de estrelas moribundas, ou mesmo de cadáveres estelares — e foram assim chamadas porque apenas parecem ser novidades no céu, uma vez que eram muito menos brilhantes antes da explosão.

No caso em questão, Buso rapidamente acionou colegas profissionais e foi possível fazer um estudo detalhado da supernova, classificando-a como do tipo IIb. Explicando: os tipos têm a ver com a assinatura de luz que elas apresentam. Todas as do tipo II têm traços de hidrogênio. Se esses traços se mantêm, elas entram nos tipos P, L ou n. Se os traços de hidrogênio desaparecem depois de um tempo, tornando-as mais parecidas como uma supernova de tipo I, elas são classificadas como IIb.

Tudo isso é astronomiquês, claro. Resumindo a ópera em português, o que Buso registrou foi uma estrela de alta massa, mas que já havia perdido a maior parte de sua camada mais externa de hidrogênio (provavelmente roubada pela gravidade de uma estrela vizinha), explodindo após terminar de esgotar seu combustível nuclear interno. Pelas estimativas dos pesquisadores ao estudar detalhadamente a detonação e contrastá-la com modelos teóricos, a estrela que originou a SN 2016gkg nasceu com cerca de 20 vezes a massa do Sol, mas já havia emagrecido para cerca de 5 massas solares no momento de sua explosão.

Foi um enorme golpe de sorte, que permitiu que os astrônomos modelassem com precisão todas as etapas que envolvem a colossal explosão, inclusive a inicial, da qual não se tinha informação precisa para este tipo de supernova. De acordo com a astrônoma Melina Bersten, do Instituto de Astrofísica de La Plata, na Argentina, a chance aleatória de tropeçar com um evento desses em algo como 1 a 10 milhões ou talvez até 1 em 100 milhões. (Caso você queira comparar com a chance de acertar as seis dezenas da Mega-Sena, é 1 em 60 milhões.)

Os resultados da descoberta e os dois meses subsequentes de observação foram publicados na edição desta semana da revista “Nature”.

Fonte: UOL/Mensageiro Sideral

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Saiba como a NASA planeja retomar a exploração da Lua em 2019

Em dezembro do ano passado, o presidente Donald Trump autorizou a NASA a enviar uma nova missão à Lua, depois de décadas em que nosso satélite natural foi deixado de lado na exploração espacial. E a agência já vem testando rigorosamente a cápsula Orion, sendo que a missão pode ser lançada já no ano que vem.

Se tudo ocorrer dentro do planejado, a Orion servirá como base para a criação de futuras naves espaciais que levarão seres humanos para outros destinos no espaço, podendo ser usada, também, na missão que levará o homem à Marte.

Na década de 1970, quando a NASA lançou as missões Apollo em direção à Lua, a agência usou o ônibus espacial para o transporte, mas esse programa foi encerrado em 2011. Desde então, astronautas norte-americanos que são enviados à Estação Espacial Internacional contam com foguetes russos e de empresas privadas, como a SpaceX, por exemplo, e a Boeing também está desenvolvendo sua própria cápsula de transporte.

Mas, até que a Orion tenha sua construção finalizada, ainda não existe uma cápsula de transporte para levar astronautas à Lua. Ela contará com o foguete Space Launch System, que também está em fase de desenvolvimento e testes no momento, mesmo com seus altos custos de produção e atrasos no cronograma. Mas, quando finalizado, o foguete será mais poderoso do que os construídos pela concorrência, incluindo o Falcon Heavy da SpaceX.

A nave Orion foi projetada com um escudo térmico capaz de suportar temperaturas de até quase 3 mil graus Celsius. E, na hora de descer ao planeta Terra após a missão lunar, a cápsula lançará pára-quedas para amenizar sua reentrada. Os astronautas serão despejados o mar, e mergulhadores da Marinha dos EUA criarão uma plataforma flutuante para recuperar os astronautas na água. Então, um guincho puxará a Orion para o convés do navio, para que ela possa ser reutilizada.

Neste momento, a NASA testa os processos de recuperação da Orion, usando um modelo com mesmo tamanho, formato e peso para tal. Equipamentos de apoio ao solo, escudo térmico, sistemas de pára-quedas, hardware e software também estão sendo testados.

A primeira missão da Orion
Dezembro de 2019 é o mês em que está previsto o lançamento da Orion em sua primeira missão, chamada Exploration Mission 1. A cápsula voará pela Lua e retornará à Terra depois de três semanas. No futuro, a Orion pode ser usada para ajudar astronautas a construir uma nova Estação Espacial, chamada Deep Space Gateway.

Mas a Orion também pode ser usada na missão da NASA que explorará Marte mais a fundo, o que pode não acontecer até a década de 2030. Sendo assim, o sucesso da primeira missão da Orion na Lua é essencial para futuras missões espaciais da NASA, não contando apenas com empresas privadas para a produção de equipamentos.

E, uma vez que essa primeira missão da Orion não será tripulada, ela servirá como base de testes quanto aos limites da nave, garantindo, ainda, que seus sistemas de comunicação funcionem devidamente. No futuro, a NASA pretende criar um ambiente a vácuo com temperaturas extremamente frias, simulando o espaço, para novos testes, a fim de enviar uma missão tripulada usando a mesma nave.

Fonte: Portal Terra

SpaceX lançará seu primeiro Falcon Heavy no dia 6 de fevereiro

O tão aguardado voo inaugural do mais pesado foguete da SpaceX, o Falcon Heavy, agora tem uma data para acontecer: o próximo dia 6 de fevereiro. Elon Musk, o fundador e CEO da agência espacial privada, confirmou a data em coletiva de imprensa no último sábado (27/01).

O lançamento se dará a partir do histórico Launch Pad 39A, o mesmo usado para as missões Apollo da NASA e os voos do ônibus espacial, no Kennedy Space Center da agência americana em Cabo Canaveral, Flórida. 

O anúncio de Musk se deu três dias após o primeiro teste dos 27 motores do Falcon Heavy. Apesar de ter confirmado o dia 6 de fevereiro como data de lançamento, em todo caso há outra janela reservada a SpaceX no dia seguinte, segundo informações da SpaceNews.

Com 70 metros de altura e composto por três núcleos Falcon 9, o Falcon Heavy é o foguete mais poderoso desde o Saturn V da NASA. Ele também foi projetado para retornar à Terra após o lançamento. O veículo tem capacidade para lançar cargas de até 57 toneladas, o dobro do seu rival mais próximo, o Delta IV Heavy da United Launch Alliance.

Ground control to major Musk
Entretanto a primeira carga do Falcon Heavy não será uma missão de reabastecimento da Estação Espacial Internacional, tampouco colocar um satélite na órbita da Terra, como o Falcon 9 vinha fazendo. O primeiro voo do Heavy terá uma ambição, no mínimo, excêntrica, tendo em vista que levará o Tesla Roadster de Musk ao espaço. O também CEO da Tesla informou que, se bem-sucedido, o lançamento colocará eventualmente o carro na órbita elíptica de Marte.

Em dezembro do ano passado, Musk publicou em sua conta no Instagram imagens do Tesla alocado no Falcon Heavy e explicou que levar um carro para as dependências da órbita de Marte seria uma forma de driblar os testes inaugurais de foguetes que costumam ser entediantes.

"Um carro vermelho para o planeta vermelho. Os voos de teste de foguetes novos geralmente contêm simuladores de massa sob a forma de blocos de concreto ou aço. Isso pareceu extremamente chato. Claro, qualquer coisa chata é terrível, especialmente para empresas, então decidimos enviar algo incomum, algo que nos faz sentir. A carga útil será um Tesla Roadster original", escreveu. Musk também sugere no post que o carro entrará na órbita de Marte tocando Space Oddity, de David Bowie.

O bilionário, no entanto, tentou em outras ocasiões diminuir as expectativas para o primeiro voo do grande foguete, dizendo que existe uma chance justa de que o lançamento possa falhar.

"Há muito que pode dar errado", disse Musk no ano passado. "Eu incentivo as pessoas a descerem a Cabo para ver a primeira missão do Falcon Heavy, ela será excitante de qualquer forma", completou.

Fonte: IDGNOW

'Estrela da Humanidade' pode ser perigosa: astrônomos indignam-se com novo satélite

Uma empresa norte-americana lançou um satélite chamado "Estrela da Humanidade", provocando reações indignadas entre os astrônomos. Feito de fibra de carbono, o satélite, em forma de bola brilhante, foi lançado em 21 de janeiro na Nova Zelândia pela empresa privada Rocket Lab. 

Batizado da "Estrela da Humanidade", o satélite está coberto com 65 painéis refletores de luz e gira muito rápido. Segundo a ideia dos criadores, este deve se tornar o objeto mais brilhante no céu.

"Onde quer que estejam e o que quer que aconteça em suas vidas, todos poderão ver a 'Estrela da Humanidade' no céu noturno", afirmou Peter Beck, o fundador da Rocket Lab.

O engenho deverá permanecer em órbita por nove meses, devendo se desintegrar e queimar na atmosfera aproximadamente em outubro. Até então, a "estrela" poderá ser vista pelos habitantes da Terra a olho nu ao amanhecer ou à noite.

De acordo com Beck, a "estrela artificial" no céu tem um sentido simbólico — atrair a atenção das pessoas para o espaço.

No entanto, nem todos gostaram da ideia de Beck, especialmente os astrônomos.

Caleb A. Scharf, diretor do Centro de Astrologia da Universidade Columbia (EUA), acredita que o lançamento do satélite afeta o espaço ao redor da Terra, que já está cheio de satélites e fontes artificiais de luz, o que prejudica as observações astronômicas.

Atualmente, na órbita da Terra estão vários milhares de satélites, aumentando a cada ano. Em particular, há um ano, a Índia colocou em órbita 104 satélites de uma vez.

Outros cientistas compararam a "Estrela da Humanidade" com uma esfera de discoteca, lixo espacial ou grafíti espacial.

"O que irrita mesmo neste satélite é que foi desenhado especialmente para ser o mais brilhante e nada mais. É como se alguém pendurasse uma publicidade de neon perto da janela de seu quarto", opinou Jonathan McDowell, astrofísico do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian.

A "Estrela da Humanidade" se tornou o primeiro objeto de seu gênero lançado ao espaço "apenas para satisfazer as ambições de seu criador", afirma um artigo do portal Gazeta.ru, acrescentando que não deverá ser o último. Em 6 de fevereiro, o bilionário norte-americano e diretor executivo da SpaceX, Elon Musk, planeja lançar o foguete superpesado Falcon Heavy, com um carro esportivo Tesla a bordo, em direção a Marte.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Nasa quer estudar vida em Saturno e amostra de cometa.

Duas ambiciosas missões robóticas concorrem a um lugar na agenda de novos desafios da Nasa. Um dos projetos pretende dedicar-se à coleta de amostras de cometas; o outro, ao desenvolvimento de um drone helicóptero que explorará a vida extraterrestre e locais para um pouso em Titã, a maior lua de Saturno. As equipes que idealizaram os programas, escolhidos entre 12 candidatos, receberão cerca de US$ 4 milhões ao longo do ano que vem para ajustar seus planos. Em julho de 2019, a agência espacial americana anunciará sua decisão final — e o cofre dos cientistas vencedores pode ser abastecido até chegar a US$ 850 milhões. O lançamento da missão está previsto para meados da década de 2020.

— Este é um gigantesco passo adiante no desenvolvimento de nossa próxima missão de descoberta científica — comemorou ontem Thomas Zurbuchen, administrador da Diretoria de Missões Científicas da Nasa, durante o anúncio das propostas. — São investigações tentadoras que buscam responder a alguns dos nossos maiores questionamentos sobre o Sistema Solar.

A missão batizada de Caesar, liderada por pesquisadores da Universidade Cornell, vai procurar uma amostra do núcleo rochoso do cometa Churyumov-Gerasimenko, trazendo-a para a Terra até 2038. O 67P, como também é conhecido o cometa, foi escolhido por já ter sido explorado em 2004 por uma sonda da missão Rosetta, conduzida pela Agência Espacial Europeia. Com o material coletado, espera-se conhecer mais sobre a origem dos oceanos e da vida na Terra.

— Os cometas são os blocos de construção mais primitivos dos planetas — explicou Steve Squyres, que comanda a missão. — Eles carregam gelos voláteis que não podem ser encontrados em qualquer lugar do Sistema Solar. Portanto, é possível obter materiais que datam da formação do nosso sistema, ou até mesmo de antes disso. A amostra chegaria à Terra no dia 20 de novembro de 2038. Marquem em seus calendários.


INGREDIENTES PARA A VIDA
Já o drone helicóptero Dragonfly, criado pela Universidade Johns Hopkins, explorará condições de vida e as propriedades químicas de dezenas de localidades na lua Titã, de Saturno, conhecida pela sua enorme reserva de hidrocarbonetos. A órbita do planeta foi estudada por 13 anos pela sonda Cassini, cuja missão foi encerrada em setembro, com um mergulho na atmosfera do gigante gasoso.

— A lua Titã é um mundo oceânico único, com lagos e mares de metano e rios que fluem pela superfície — descreveu a líder da missão Dragonfly, Elizabeth Turtle, acrescentando que o drone chegaria à lua em 2034 e que o trabalho duraria vários anos. — Sabemos que este é um ambiente com ingredientes para a vida.

O projeto selecionado será o quarto da New Frontiers, da Nasa, uma série de investigações científicas planetárias de baixo de custo de desenvolvimento — por “baixo custo”, leia-se até US$ 1 bilhão.

A primeira da série foi a New Horizons, lançada em 2006, que estudou Plutão e suas cinco luas. Agora, a sonda está a caminho do Circuito de Kuiper, uma região além da órbita de Netuno, onde chegará em 2019.

Em 2011, foi lançada a missão Juno, que estuda Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar. O trabalho será encerrado no ano que vem.

A “caçula” da série é a missão Osiris-Rex, iniciada no ano passado para investigar o asteroide Bennu, que regularmente se aproxima da Terra. Há, inclusive, uma chance extremamente remota de ele colidir com nosso planeta no próximo século, o que lhe rendeu o apelido de “asteroide da morte”. A expectativa é que amostras cheguem à Nasa em 2023.

Outras duas propostas foram selecionadas ontem para um desenvolvimento tecnológico adicional: o Enceladus Life Finder, que procuraria marcadores de atividade biológica nas plumas de gêiseres que saem das luas de Saturno, e análises químicas de Vênus — seria a primeira exploração aprofundada do planeta pela Nasa em quase 30 anos.

Fonte: O Globo

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Trump vai enviar americanos para a Lua e para Marte.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve assinar um documento com o objetivo de enviar norte-americanos de volta para a Lua e finalmente para Marte.

As informações foram anunciadas nesta segunda-feira (11) por Hogan Gidley, porta-voz da Casa Branca.

Segundo Gidley, Trump vai ordenar que a Nasa (Agência Espacial Americana) lidere "um inovador programa de exploração espacial para enviar astronautas americanos para a Lua e, eventualmente, Marte".

"Ele vai mudar a nossa política nacional de voos espaciais humanos para ajudar a América a se tornar a força motriz da indústria espacial, a obter novos conhecimentos sobre o cosmos e impulsionar tecnologia incrível", disse Gidley, em nota.


Voos para a Lua cancelados

Todos os seis voos que levaram seres humanos para a Lua foram realizados pela Nasa. O último deles ocorreu em dezembro de 1972, com a missão Apollo 17.


Por serem considerados caros e pelo arrefecimento das tensões da Guerra Fria, as missões lunares foram interrompidas. Tanto os EUA quanto a União Soviética passaram a concentrar suas missões espaciais tripuladas na órbita terrestre, com estações como o Skylab (americano) e a MIR (soviética).

A partir do final dos anos 1970, ambicionando cortes de custos, a Nasa desenvolveu um programa de ônibus espaciais, veículos maiores e capazes de realizar diversas missões, ao contrário dos módulos antigos, que duravam apenas uma viagem.

O projeto falhou, no entanto, em reduzir os gastos da agência, dada a complexidade dos aparelhos. O último voo de um ônibus espacial aconteceu em 2011, 30 anos depois da implementação do primeiro veículo do tipo - sendo que dois dos cinco aparelhos construídos pela Nasa foram perdidos em acidentes que terminaram com todos os ocupantes mortos: a Challenger, em 1986, que explodiu minutos após o lançamento; e a Columbia, que se desintegrou ao reentrar na atmosfera, em 2003.

Atualmente, todos os astronautas americanos são lançados ao espaço em missões russas. A Nasa havia estimado retomar voos espaciais tripulados dos EUA em 2017, por meio de projetos com empresas privadas, como a Boeing e a SpaceX. Atrasos no planejamento, contudo, jogaram a previsão para 2019.

Fonte: Globo.com