domingo, 27 de maio de 2012

Sonda marciana faz foto da própria sombra.

Ele ainda não tem Instagram, mas o jipe-robô marciano Opportunity já sabe os macetes para ter uma foto de sucesso. Na borda da cratera Endeavour, a sonda tirou uma foto da própria sombra. Para deixar o efeito mais bonito, alterou as cores da imagem com a ajuda de filtros. A fotografia foi divulgada pela agência espacial americana (Nasa). 

O Opportunity chegou a Marte em janeiro de 2004. Sua missão ia até abril, mas ele continuou trabalhando e não parou até agora. Já são oito anos no planeta vermelho - sete anos e nove meses a mais do que o previsto. Seu jipe irmão, o Spirit, parou de funcionar em 2010.

Fonte: Globo.com

sábado, 26 de maio de 2012

Via Láctea pode ter planetas "nômades", sugere estudo.

Para quem vive na Terra, no conforto da luz e do calor do Sol, é difícil imaginar um planeta que não gire ao redor de uma estrela. Mas os planetas “nômades” existem, segundo um estudo publicado pela revista científica “Monthly Notices of the Royal Astonomical Society”, e podem ser um fenômeno bastante comum.

O artigo estima que haja até 100 mil desses corpos celestes para cada estrela da Via Láctea. Como há entre 200 bilhões e 400 bilhões de estrelas na galáxia, o número de planetas “nômades” pode chegar à casa dos quatrilhões.

Com tantos planetas do tipo na galáxia, os cientistas afirmam que eles teriam um papel importante na dinâmica da Via Láctea. Eles poderiam, por exemplo, ser uma forma de transportar vida, mesmo sem a luz e o calor de uma estrela próxima.

“Se a Terra como é hoje se tornar um planeta nômade, a vida na Terra não vai acabar”, afirmou Dimitar Sasselov, professor de Astronomia na Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

“Isso nós sabemos. Não é especulação nesse ponto. Já identificaram um grande número de micróbios e até dois tipos de nematódeos (vermes) que sobrevivem inteiramente do calor que vem de dentro da Terra”, apontou o pesquisador.

Fonte: Globo.com

Cientistas afirmam que Marte tem elementos básicos da vida.


Novas evidências encontradas em meteoritos sugerem que elementos básicos para o surgimento de vida estão presentes em Marte.

O estudo descobriu que carbono encontrado em 10 meteoritos, que abrangem mais de quatro bilhões de anos da história marciana, se originou no planeta e não foi o resultado de contaminação na Terra.

Detalhes do estudo foram publicados na revista "Science".

Mas a pesquisa também mostra que o carbono de Marte não veio de formas de vida.

Uma equipe de cientistas baseada na Carnegie Institution for Science, com sede em Washington, encontrou "carbono reduzido" nos meteoritos e diz que o elemento foi criado por atividade vulcânica no Planeta Vermelho.

O carbono reduzido é o carbono que está ligado quimicamente ao hidrogênio ou entre si.

Química orgânica
Eles argumentam que isso é uma evidência "de que Marte realizou química orgânica durante a maior parte de sua história".

Líder do estudo, o Dr. Andrew Steele disse à BBC: "Nos últimos 40 anos, procuramos uma piscina do chamado 'carbono reduzido' em Marte, tentando descobrir onde e se está lá, perguntando se, de fato, existia".

"Sem o carbono, os elementos de construção da vida não podem existir (...) Então, é o carbono reduzido que, com hidrogênio, oxigênio e nitrogênio, compõe as moléculas orgânicas da vida".

Ele diz que a nova análise respondeu à primeira pergunta.

"Esta pesquisa mostra que, sim, o carbono reduzido existe em Marte. E agora estamos nos movendo para o próximo conjunto de perguntas".

"O que aconteceu com ele [o carbono reduzido], qual foi seu destino, será que deu o próximo passo de criar vida em Marte?", indagou.

O cientista espera que a próxima missão a pousar no Planeta Vermelho -- a Mars Science Laboratory, também conhecida como missão Curiosity -- lance mais luz sobre a grande pergunta.

"A questão se estamos sós tem sido um grande condutor da ciência, mas ela se relaciona com a nossa própria origem. Se não há vida em Marte, qual a razão? Isso nos permite traçar uma hipótese mais clara sobre por que há vida aqui".

Então, será que Steele acha que houve, ou há, vida em Marte?

Ele ri: "Tragam-me algumas pedras de lá e eu vou te responder".

Fonte: Globo.com

Astrônoma deixa de procurar ETs para arrecadar fundos.

A astrônoma americana Jill Tarter, famosa por explorar durante décadas os céus em busca de sinais de vida em outras partes do cosmo - e cujos esforços inspiraram o filme "Contato" - deixará a pesquisa para se dedicar à arrecadação de fundos.

Tarter anunciou na terça-feira que deixará o cargo de diretora do Instituto SETI (acrônimo em inglês para "busca de inteligência extraterrestre"), centro de pesquisas sem fins lucrativos, localizado no norte da Califórnia, para se concentrar na arrecadação de recursos para a instituição.

A trajetória de 35 anos de Tarter será homenageada no SETIcon, segunda reunião anual de cientistas, artistas e membros da indústria do entretenimento, que será celebrada no coração do Vale do Silício, em junho.

Os oradores da homenagem a Tarter, prevista para 23 de junho, incluem a astronauta Mae Jemison, o ator Robert Picardo, da série de TV "Star Trek: Voyager", e Frank Drake, autor da Equação de Drake, que estima o número de civilizações extraterrestres detectáveis na Via Láctea.

Tarter, de 68 anos, começou a trabalhar no programa SETI, da Nasa, na década de 1970, integrando uma pequena equipe de cientistas que desenvolviam formas de buscar sinais alienígenas com ondas de rádio. A astrônoma continuou os esforços de busca no Instituto SETI após a retirada da Nasa do programa, em 1993.

Tarter foi incentivada em seus objetivos pelas descobertas do telescópio Kepler, da Nasa, que descobriu milhares de novos sistemas planetários. "É muito emocionante, depois de todo esse tempo, saber onde procurar", disse a astrônoma.

"Todos estamos na expectativa com relação ao terra 2.0, um planeta parecido à Terra", continuou. "Todo mundo tem esta sensação de que está ali na esquina, quase de pode sentir". O astrofísico Gerry Harp assumirá o cargo de diretor do Instituto SETI.

Fonte: Portal Terra

Astrônomo brasileiro dá novo rumo à busca pelo Planeta X.

A busca por evidências da existência do Planeta X - o misterioso planeta hipotético no limite de nosso sistema solar - tomou um novo rumo graças aos cálculos de um astrônomo brasileiro. Rodney Gomes, astrônomo do Observatório Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro, afirma que as órbitas irregulares de pequenos corpos gelados além de Netuno implicam que um planeta quatro vezes maior que a Terra está girando em volta do nosso sol nas bordas do sistema solar. As informações são do site do jornal britânicoDaily Mail.

Gomes mediu as órbitas de 92 objetos do cinturão de Kuiper - pequenos corpos e planetas anões - e afirmou que seis desses objetos pareciam ser arrastados para fora de curso em comparação com suas órbitas esperadas.

Na terça-feira, Gomes contou aos pesquisadores da Sociedade Americana de Astronomia que, provavelmente, a razão para essas órbitas irregulares fosse um companheiro solar de massa-planetária - um corpo distante do tamanho de um planeta que é poderoso o bastante para mover os objetos do cinturão de Kuiper. Ele sugere que o planeta seria quatro vezes do tamanho da Terra - quase do tamanho de Netuno - e estaria 1,5 mil vezes mais longe do sol do que o nosso planeta.

Mesmo estando em cima do muro, outros astrônomos aplaudiram os métodos utilizados pelo brasileiro. Rory Barnes, da Universidade de Washington, falou à National Geographic que Gomes "traçou um caminho para determinar como um planeta seria capaz de 'esculpir' partes do nosso sistema solar". "Por enquanto, a evidência ainda não existe. Eu acho que o principal ponto que ele demonstrou é que há maneiras de encontrar essas evidências. Mas não acho que haja provas de que o planeta realmente está lá", afirmou Barnes.

"Para mim, é surpreendente que um companheiro solar tão pequeno quanto Netuno possa ter os efeitos que ele Rodney Gomes vê. Mas eu conheço Rodney e tenho certeza de que ele fez os cálculos corretos", disse Hal Levison, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste em Boulder, Colorado.

Fonte: Portal Terra

terça-feira, 22 de maio de 2012

Maior telescópio solar da Europa é inaugurado na Espanha.

O maior telescópio solar da Europa, chamado Gregor, foi inaugurado nesta segunda-feira no Observatório do Teide (Tenerife) para auxiliar a observação e compreensão dos processos solares produzidos na maioria das estrelas do universo.

Durante a inauguração de Gregor, promovido por um consórcio alemão, o diretor do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC), Francisco Sánchez, explicou que esta infraestrutura é uma prova de cooperação que ajuda o desenvolvimento conjunto.

Os custos deste telescópio e de seus primeiros instrumentos são de aproximadamente 12,85 milhões de euros, custeados em grande parte pelo consórcio alemão, que inclui o Instituto de Astrofísica de Potsdam-Leibinz e o Instituto de Pesquisa Solar Max Planck em Katlenburg-Lindau, como parceiros.

O Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC), assim como o Instituto de Astrofísica de Göttingen e o Instituto Astronômico da Academia de Ciência da República Tcheca, também participam deste projeto.

O telescópio solar Gregor ajudará a compreender melhor os processos físicos que são produzidos na maioria das estrelas do universo, além de resolver questões sobre como a atividade solar afeta e danifica os satélites e as redes de energia da Terra.

O novo satélite também permitirá uma observação da atmosfera solar com uma resolução nunca vista até agora. Isso porque, o Gregor possui uma abertura de 1,5 metros, um número superior ao do resto dos telescópios solares instalados nos observatórios do IAC.

A resolução espacial, espectral e temporal permite que os pesquisadores possam seguir os processos físicos na superfície do Sol em escalas menores - como 70 quilômetros, por exemplo.

Ao contrário do que ocorre com o resto de telescópios solares, o desenho do Gregor é totalmente aberto, já que sua cúpula é substituída por um teto retrátil. Esse mecanismo evita o superaquecimento da estrutura e dos espelhos.

Fonte: Portal Terra

Cinzas de ator de Star Trek e de astronauta vão para o espaço.

As cinzas do ator James "Jimmy" Doohan, o Scotty de Star Trek (Jornada nas Estrelas) foram para o espaço, junto com o foguete Falcon 9 e a cápsula Dragon, da empresa privada SpaceX. No total, foram lançadas cinzas de 308 pessoas, incluindo as do astronauta Gordon Cooper, que participou das missões Mercury. Doohan morreu em 2005, aos 85 anos, e Cooper, em 2004, aos 77.

A relação entre a série de TV e de filmes e a exploração espacial já é longa. Foi por insistência dos fãs que o primeiro ônibus espacial se chamou Enterprise - o nome das naves que aparecem nos seriados e no cinema. Além disso, as cinzas do criador de Star Trek, Gene Roddenberry, e de sua mulher Majel Barrett também foram lançadas ao espaço.

A SpaceX e a Celestis, empresa que faz "enterros espaciais", entraram em acordo para o lançamento que, segundo a primeira, ocorreu em um dos estágios do foguete - as cinzas não estavam na cápsula. Mas não é barato. A segunda empresa cobra quase U$S 3 mil por cada grama na órbita da Terra e US$ 12,5 mil para maiores distâncias. A Dragon é a primeira nave privada enviada para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Fonte: Portal Terra