quarta-feira, 17 de abril de 2019

Nasa e SpaceX firmam parceria para teste de defesa da Terra contra possíveis asteroides.

A Nasa e a SpaceX, do executivo Elon Musk, firmaram recentemente uma parceria para que a empresa forneça serviços de lançamento para a missão DART (Teste de Direcionamento de Duplo Asteroide), a primeira a demonstrar a capacidade de desviar um asteroide colidindo com ele uma espaçonave em alta velocidade.

O custo total para a Nasa lançar o DART é de aproximadamente US$ 69 milhões (quase R$ 270 milhões), o que inclui o serviço de lançamento e outros custos relacionados à missão. O anuncio foi feito pela agência espacial norte-americana por meio de um comunicado em seu site oficial.

A missão está prevista para junho de 2021, quando o foguete o Falcon 9, da SpaceX, será lançado da Base Aérea de Vandenberg, na Califórnia. Usando a propulsão elétrica solar, a espaçonave interceptará e colidirá com a pequena lua do asteroide Didymos em outubro de 2022, quando o asteroide estará a 11 milhões de quilômetros da Terra, segundo a agência espacial americana. 

A SpaceX tornou-se referência no mercado espacial por conta de seus foguetes reutilizáveis. A companhia frequentemente consegue recuperar partes dos propulsores utilizados em seus lançamentos, o que proporciona uma grande economia em custos operacionais. Na quinta-feira passada (11), a empresa realizou o primeiro lançamento comercial de seu foguete pesado Falcon Heavy para colocar um satélite saudita em órbita e, pela primeira vez, conseguiu recuperar os três propulsores da aeronave na Terra.

Fonte: CLICRBS

sexta-feira, 12 de abril de 2019

O que aconteceu com a sonda israelense que falhou ao tentar pousar na Lua.

A tentativa israelense de enviar uma sonda à Lua fracassou no último momento ao cair na superfície lunar após sofrer uma falha de motor durante o processo de alunissagem.

— Não conseguimos, mas definitivamente tentamos — disse o impulsor do projeto, Morris Kahn, em um vídeo desde o centro de controle perto de Tel Aviv.

Se a alunissagem desta sonda, a primeira desenvolvida por uma organização privada, tivesse sido concretizada, Israel teria se tornado o quarto país a conseguir isso, após Rússia, Estados Unidos e China.

—Acredito que a conquista de ter chegado aonde chegamos é realmente tremenda, acredito que podemos estar orgulhosos — disse Kahn.

Durante a transmissão, foi possível escutar o pessoal de controle dizendo que os motores para desacelerar a descida da nave e permitir um pouso suave tinham falhado e o contato com a sonda havia sido perdido.

— Se você não consegue de primeira, tente de novo — disse o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, na sala de controle, onde observou o processo junto com o embaixador dos Estados Unidos em Israel, David Friedman.

Denominada Bereshit (Gênesis, em hebraico), esta sonda que se parecia com uma enorme aranha de cinco patas, de 585 kg, se tornou um motivo de orgulho para Israel.

A sonda foi realizada por uma organização privada, SpaceIL, que trabalhou associada com a empresa aeroespacial israelense Aerospace Industries (IAI), uma das maiores grandes empresas de defesa israelenses.

O aparelho foi lançado em 22 de fevereiro da base americana de Cabo Canaveral, na Flórida, com um foguete Falcon 9 da empresa americana SpaceX, fundada pelo empresário Elon Musk.

Para Israel, a alunissagem era a missão principal, embora um instrumento científico tenha sido enviado para medir o minúsculo campo magnético lunar, cuja origem é diferente da do campo terrestre.


"Um grande passo para Israel"

A sonda continha uma cápsula com discos digitais que armazenavam desenhos de crianças, canções e imagens de símbolos israelenses, lembranças de um sobrevivente do Holocausto e uma Bíblia.

— É um grande passo para Israel, e é um grande passo para a tecnologia israelense — declarou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante o lançamento, parafraseando Neil Armstrong, primeiro humano a caminhar na Lua.

— Os verdadeiros combustíveis deste aparelho são a audácia e o gênio israelenses — afirmou. E apesar do pequeno tamanho de Israel, país de pouco mais de 8 milhões de habitantes, "somos gigantes", completou.

No projeto participavam outros sócios internacionais: SpaceIL se comunicava com a sonda graças às antenas de uma empresa sueca, a Swedish Space Corporation.

A Agência espacial americana, a Nasa, pôs à disposição sua Deep Space Network para enviar à Terra dados recolhidos por Bereshit e instalou um retrorrefletor laser na sonda para testar sua utilização para a navegação espacial.

O projeto começou no âmbito do Google Lunar XPrize que, em 2010, queria recompensar com US$ 30 milhões o primeiro aparelho privado que alunissasse antes de março de 2018.

Nenhum candidato fez isso a tempo, mas a equipe israelense continuou o processo e comprou um lugar no foguete SpaceX.

Previsto inicialmente em US$ 10 milhões, o custo foi finalmente de US$ 100 milhões, mas "é o aparelho menos caro" com o qual se tentou este tipo de missão, insistiu o grupo IAI.

O empresário e filantropo Morris Kahn financiou o desenvolvimento do robô.

Fonte: CLICRBS

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Astrônomos revelam a primeira imagem já registrada de um buraco negro.

Um anel de fogo, esta é a aparência do buraco negro. A imagem da estrutura foi revelada pela primeira vez na manhã desta quarta-feira (10), em Bruxelas, na Bélgica. O anel brilhante está no centro da galáxia Messier 87 (M87), a cerca de 50 milhões de anos-luz da Terra, e é formado a partir da luz que se dobra na gravidade em torno do buraco, que é 6,5 milhões de vezes mais massivo do que o Sol. Para se ter uma ideia, este corpo celeste tem 40 bilhões de quilômetros de diâmetro, ou seja, aproximadamente 3 milhões de vezes o tamanho da Terra, afirmaram os cientistas envolvidos na descoberta. 

A captura da imagem foi possível graças ao trabalho conjunto de pesquisadores de diversos países. Por meio do projeto Event Horizon Telescope (EHT), uma rede interconectada de oito telescópios ao redor do mundo foi instaurada. Os instrumentos envolvidos foram o Alma e o Apex, ambos no deserto do Atacama (Chile); o Iram, em Serra Nevada (Espanha); o James Clerk Maxwell (JCMT) e o Submillimeter Array (SMA), no Havaí (EUA); o Submillimeter Telescope (SMT), no Arizona (EUA); o Large Millimeter Telescope (LMT), no México; e o South Pole Telescope (SPT), na Antártida.

Este é o instrumento de maior resolução da história da astronomia já usado para tentar registrar a imagem de um buraco negro a 55 milhões de anos-luz de distância. Um dos pesquisadores da EHT, Avery Brodericjk, afirmou em coletiva de imprensa que este "é um momento extraordinário na ciência". 


Avanços para a ciência

O astrônomo e professor de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Luiz Augusto da Silva, explica que, com esta fotografia, a Teoria da Relatividade, desenvolvida por Albert Einstein, fica ainda mais fortalecida. 

— A M87 é uma galáxia gigante. É chamada, inclusive, de canibal porque ela engoliu as que eram menores do que ela e boa parte do material absorvido por ela acabou parando em seu núcleo. Isso fez com que a massa deste buraco negro aumentasse mais. Com uma massa tão concentrada, nada escapa do seu centro gravitacional, não há velocidade que consiga vencê-lo, nem mesmo a velocidade da luz — diz o professor. 

Fonte: CLICRBS

terça-feira, 9 de abril de 2019

Live do Neus no Youtube


Live do Neus no Youtube = Hoje as 22:00.

terça-feira, 2 de abril de 2019

Live do Neus no Youtube

Live do Neus no Youtube = Hoje as 22:00.

terça-feira, 26 de março de 2019

Nasa cancela 1ª caminhada espacial exclusivamente feminina por falta de roupas adequadas.

A missão histórica da Nasa marcada para 29 de março, na qual as astronautas Christina Koch e Anne McClain fariam a primeira caminhada espacial exclusivamente feminina, foi cancelada. O motivo é o vestuário: a agência espacial norte-americana não será capaz de produzir uma roupa de tamanho adequado a tempo.

Em comunicado divulgado na segunda-feira (25/03), a Nasa informou que Anne McClain foi substituída pelo astronauta Nick Hague. Há apenas uma parte superior do tronco dos trajes espaciais que cabe em Christina e Anne. Diante disso, foi decidido que somente Christina faria parte da caminhada.

A tarefa que seria cumprida pelas astronautas era sair da Estação Espacial Internacional, para instalar novas baterias em um par de painéis solares.

A próxima caminhada espacial de Anne está agendada para 8 de abril, com o astronauta David Saint-Jacques, da agência espacial canadense.

Segundo o Business Insider, já foram feitas mais de 210 caminhadas espaciais nos 18 anos de história da estação espacial, mas essa seria a primeira operação realizada exclusivamente por mulheres.

segunda-feira, 11 de março de 2019

Brasil e EUA fecham acordo sobre base de Alcântara.

WASHINGTON - Brasil e Estados Unidos concluíram na semana passada as negociações do novo Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST), que permite o uso comercial da base de Alcântara, no Maranhão. O tema é debatido pelos dois países desde 2000, quando o governo Fernando Henrique Cardoso assinou o acordo, rejeitado na sequência pelo Congresso Nacional. Em entrevista ao Estado, o embaixador do Brasil nos EUA, Sérgio Amaral, revelou parte das mudanças no novo texto. Para ele, as negociações reduziram a ingerência americana no Brasil e atenderam, dessa forma, críticas levantadas anteriormente pelo Congresso.

Essa negociação encerra quase 20 anos em que estamos tentando lançar da base de Alcântara mísseis de maior capacidade, de maior porte e que podem ser utilizados no uso comercial sobretudo de lançamento de satélite", afirma Amaral. Depois de 2002, quando o AST fracassou no Congresso, o Brasil ensaiou outras vezes uma nova negociação com os EUA, mas as rodadas de conversa sobre o tema deslancharam em maio do ano passado. Os parlamentares brasileiros alegaram nos anos 2000 que o AST fere a soberania nacional.

O acordo de salvaguardas tecnológicas prevê a proteção de conteúdo com tecnologia americana usado no lançamento de foguetes e mísseis a partir da base de Alcântara. Atualmente, 80% do mercado espacial usa tecnologia americana e, portanto, a ausência de um acordo de proteção limita o uso da base brasileira. O texto também é um acordo de não proliferação de tecnologias de uso dual - quando as tecnologias podem ser usadas tanto para fins civis como militares, caso do lançamento de mísseis.

Além dos recursos, o embaixador afirma que o acordo abre portas para uma série de parcerias empresariais no setor e coloca o país, com mais força, no debate sobre cooperação espacial.

"Não se trata de uma simples revisão de linguagem ou redação do acordo de 2000. É um novo acordo, que incorpora cláusulas de outros acordos como o da Índia e o da Nova Zelândia, e sobretudo teve por objetivo atender as críticas feitas no Congresso Nacional e que levaram à rejeição do acordo de 2000."

O novo acordo não prevê, por exemplo, a segregação de uma área na base de Alcântara, e sim a restrição de acesso. "Não é apenas mudança de linguagem, tem um sentido claro. Segregação é um conceito espacial, como se existisse um pedaço do território cedido ao governo americano. Não é disso que se trata. Teremos em Alcântara um espaço para proteção de tecnologia americana, mas continua sendo espaço de jurisdição brasileira. Não é cessão de território para ninguém, é um espaço que foi transformado em área de acesso restrito", afirma o embaixador. A entrada é restrita a pessoas credenciadas pelos dois governos ou consulta pelo governo americano ao brasileiro.

"São questões que reduzem substancialmente o caráter unilateral, o caráter intrusivo dos EUA", diz. "Os americanos terão acesso ao espaço em que estará essa tecnologia mas isso não quer dizer que não teremos qualquer avaliação sobre as pessoas que entram, tudo será decidido de comum acordo." Também houve redução da ingerência exclusiva americana desde transporte até a guarda e uso tecnologia. O escopo do acordo também ficou mais restrito. Antes, a previsão era de proteção de toda tecnologia usada. Agora, ela é limitada a mísseis, foguetes, artefatos e satélites só quando tiverem tecnologia ou equipamentos americanos.

Uma das questões controvertidas na discussão sobre o acordo é com relação ao uso de recursos obtidos da exploração comercial do lançamento de satélites. Os recursos poderão ser usados em qualquer etapa do Programa Espacial Brasileiro, mas não no desenvolvimento de veículo lançador.

Segundo Amaral, isso ocorre porque parte da política de não proliferação e da legislação americana proíbe os EUA de entrarem em acordos em que, de uma forma ou outra, promova transferência, desenvolvimento de tecnologia ou financiamento do desenvolvimento de foguetes lançadores. Para ele, contudo, a cláusula é inócua, porque nada impede que toda a receita obtida financie o Programa Espacial Brasileiro e o Tesouro Nacional arque só com o desenvolvimento de foguetes lançadores. O novo acordo inclui uma cláusula que estabelece que nada no AST pode prejudicar o desenvolvimento autônomo do programa espacial brasileiro.

"É uma parceria com os Estados Unidos na exploração comercial do centro espacial de Alcântara." Em razão de sua localização geográfica, é possível economizar até 30% no combustível para lançamento de satélites a partir de Alcântara. O acordo dura um ano e pode ser revisado. As negociações estão concluídas, e o acordo passa por revisão de tradução dos dois lados e última análise jurídica. A ideia dos governos é encerrar os trâmites a tempo de os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump assinarem o acordo no encontro que terão na Casa Branca, em Washington, no próximo dia 19.

Fonte: Portal Terra