domingo, 1 de dezembro de 2019

O que a descoberta de açúcar em meteoritos revela sobre a origem da vida.

"É extraordinário que uma molécula tão frágil quanto a ribose possa ter sido encontrada em uma matéria tão antiga".

A declaração é de Jason Dworkin, pesquisador do Centro Goddard da Nasa, agência espacial americana, um dos autores do novo estudo que confirma algo sem precedentes: a descoberta de açúcares essenciais para a vida em meteoritos.

A descoberta reforça a tese de que reações químicas em asteroides, dos quais muitos meteoritos se originam, são capazes de produzir um dos principais "ingredientes" para nossa existência.

Se a hipótese estiver correta, o bombardeio de meteoritos nos primórdios da Terra pode ter contribuído para a origem da vida a partir do fornecimento de elementos básicos.


Açúcares

Os cientistas descobriram a ribose e outros açúcares essenciais, incluindo a arabinose e xilose, em dois meteoritos ricos em carbono chamados NWA 801 (encontrado em 2001 no Marrocos) e Murchison (que caiu em 1969 na Austrália).

A ribose é um componente essencial do ácido ribonucleico (ARN).

O ARN tem a função de uma molécula mensageira, que leva as informações genéticas do DNA (ácido desoxirribonucleico) até os ribossomos, as "fábricas" das células, que vão ler as instruções do ARN para produzir proteínas.

"Outros componentes importantes da vida já foram encontrados em meteoritos, incluindo aminoácidos (componentes das proteínas) e nucleobases (componentes do DNA e do ARN)", afirmou Yoshihiro Furukawa, pesquisador da Universidade de Tohoku, no Japão, e principal autor do estudo.

"Mas o açúcar era a peça que faltava entre os principais componentes básicos da vida."

"A pesquisa oferece a primeira evidência direta de ribose no espaço e da chegada desse açúcar na Terra. O açúcar extraterrestre poderia ter contribuído para a formação do ARN na Terra prebiótica que possivelmente levou à origem da vida", acrescentou a Nasa em comunicado.

Os pesquisadores descobriram os açúcares ao analisar amostras de pó dos meteoritos usando a técnica de espectrometria de massa por cromatografia gasosa, que identifica moléculas pela sua massa e carga elétrica.

A abundância de ribose e outros açúcares variou de 2,3 a 11 partes por bilhão no NWA 801, e entre 6,7 e 180 partes por bilhão no Murchison.

Os cientistas também consideraram a possibilidade de que os açúcares nos meteoritos sejam simplesmente produto da contaminação da vida na Terra.

Mas argumentam que a variedade de carbono no açúcar extraterrestre é diferente da encontrada na biologia terrestre.


Antes do DNA?

O estudo, publicado na revista científica americana Proceedings of the National Academy of Sciences, respalda a teoria de que o ARN coordenava a engrenagem da vida antes do DNA.

De acordo com a Nasa, um dos grandes mistérios sobre a origem da vida é como a biologia emergiu de processos químicos não biológicos.

O DNA é o "modelo" da vida, que carrega instruções sobre como construir e operar um organismo vivo.

Mas o ARN também contém informações, e muitos cientistas acreditam que ele se desenvolveu antes e foi substituído posteriormente pelo DNA.

Isso se deve, de acordo com a Nasa, ao fato de que as moléculas de ARN têm capacidades que o DNA não possui.

O ARN pode fazer cópias de si mesmo sem a ajuda de outras moléculas e também é capaz de iniciar ou acelerar reações químicas como catalisador.

"O açúcar do DNA (2-desoxirribose) não foi encontrado em nenhum dos meteoritos analisados ​​neste estudo", declarou Danny Glavin, do Centro Goddard da Nasa.

Os cientistas planejam agora analisar mais meteoritos para obter informações sobre a abundância de açúcar extraterrestre.

"Os resultados deste estudo vão guiar nossa análise de amostras primitivas dos asteroides Ryugu e Bennu, que serão trazidas para a Terra pela missão Hayabusa2 da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (Jaxa) e pela espaçonave OSIRIS-REx da Nasa", disse Dworkin.

A expectativa é de que a sonda Hayabusa 2 retorne à Terra no fim de 2020, e a OSIRIS-REx em 2023.

Fonte: Globo.com

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

E.T.: O Extraterrestre e Elliott se reúnem em comercial especial.

E.T.: O Extraterrestre e Elliott se reuniram em um comercial especial da Xfinity, empresa de telecomunicações americana. Com pouco mais de quatro minutos, o vídeo mostra a criatura reencontrando um Elliott (interpretado novamente por Henry Thomas) já adulto e com seus próprios filhos na época de Natal. 

Lançado em 1982 e dirigido por Steven Spielberg, E.T.: O Extraterrestre conta a história de como o jovem Elliott fez uma grande amizade com um alienívena inofensivo que está longe de seu planeta. A produção tem ainda Drew Barrymore no elenco e se tornou um clássico do cinema.

Fonte: OMELETE

Cientistas identificam buraco negro tão grande que "nem deveria existir" na Via Láctea.

Astrônomos descobriram na Via Láctea um buraco negro tão grande que desafia todos os modelos existentes de como as estrelas evoluem. O LB-1 fica a 15 mil anos-luz da Terra e tem uma massa 70 vezes maior do que a do Sol, segundo um estudo publicado na revista Nature.

Estima-se que na Via Láctea haja 100 milhões de buracos negros estelares, mas o LB-1 é duas vezes mais maciço do que o que os cientistas pensavam ser possível, disse Liu Jifeng, professor do Observatório Astronômico Nacional da China, que liderou a pesquisa.

— Buracos negros com essa massa nem deveriam existir em nossa galáxia, de acordo com a maioria dos modelos atuais de evolução estelar — acrescentou.

Os cientistas em geral acreditam que existem dois tipos de buracos negros. Os buracos negros estelares mais comuns — até 20 vezes mais maciços do que o Sol — se formam quando o centro de uma estrela muito grande entra em colapso. Buracos negros supermaciços são pelo menos 1 milhão de vezes maiores do que o Sol e suas origens são incertas.

Os pesquisadores acreditam, contudo, que estrelas típicas da Via Láctea liberam a maior parte de seu gás a partir dos ventos estelares, impedindo o surgimento de um buraco negro do tamanho do LB-1, disse Jifeng.

— Agora, os teóricos terão que aceitar o desafio de explicar sua formação — afirmou, em comunicado.

Os astrônomos ainda estão começando a entender "a abundância de buracos negros e os mecanismos pelos quais eles se formam", disse à AFP David Reitze, físico do Instituto de Tecnologia da Califórnia, que não está envolvido na descoberta.

O Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory (Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser), supervisionado por Reitze, havia detectado até agora algumas ondas de espaço-tempo sugerindo a possibilidade da existência de buracos negros em galáxias distantes muito maiores do que se acreditava possível.

Buracos negros estelares geralmente são formados após as supernovas, explosões de estrelas extremamente grandes no final de suas vidas. A grande massa do LB-1 cai dentro de um intervalo conhecido como "instabilidade de pares", no qual as supernovas não deveriam tê-lo produzido, conforme Reitze.

— Isso significa que este é um novo tipo de buraco negro, formado por outro mecanismo físico — acrescentou.

O LB-1 foi descoberto por uma equipe internacional de cientistas por meio do sofisticado telescópio LAMOST, da China. Imagens adicionais de dois dos maiores telescópios ópticos do mundo — o espanhol Gran Telescopio Canarias e o telescópio Keck I, nos Estados Unidos — confirmaram o tamanho do LB-1, que o Observatório Nacional Astronômico da China disse que "não é nada menos que fantástico".

Até agora, para descobrir buracos negros, os cientistas detectavam os raios-x que eles emitem. Esse método, porém, demonstrou seus limites, porque apenas alguns buracos negros que têm sua estrela em órbita muito próxima emitem raios-X detectáveis, explicou Liu Jifeng em entrevista coletiva.

A equipe que descobriu o LB-1 utilizou outro método, buscando detectar os movimentos de "um grande número de estrelas por um longo período de tempo" antes de identificá-lo graças ao movimento de sua estrela.

Segundo Liu Jifeng, este método havia sido usado por décadas sem muito sucesso, devido aos limites dos equipamentos disponíveis. Mas o telescópio LAMOST, construído entre 2001 e 2008 na província de Hebei (norte da China), agora permite que cientistas detectem até 4 mil estrelas simultaneamente a cada observação, o que o torna um dos telescópios terrestres mais poderosos do mundo.

Liu Jifeng explicou à AFP que o método que descobriu o buraco negro LB-1 poderia ajudar os cientistas a identificar muito mais buracos negros no futuro. Dos 100 milhões de buracos negros que se acredita existirem em nossa galáxia, apenas 4 mil "emitem raios-X que podemos detectar", segundo o cientista.

Fonte: GAÚCHAZH

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Submarino "caçador" de aliens é testado pela Nasa na Antártida.

Um dos principais focos da busca por vida alienígena atualmente está nos oceanos abaixo do gelo de luas de planetas do nosso Sistema Solar, como Europa e Enceladus. E aí há um desafio: como buscar por formas biológicas nesses locais? A resposta começou a ser encontrada pela Nasa (agência espacial norte-americana), com um robô subaquático que pode ser chamado de espécie de "submarino caçador de aliens". 

O JPL (Jet Propulson Laboratory, ou Laboratório de Propulsão a Jato) da Nasa anunciou nesta semana que o pequeno robô está sendo enviado para testes na Antártida. O equipamento vai passar este mês tendo sua resistência testada na estação de pesquisa Casey, da Austrália, em preparação.

"As camadas de gelo que cobrem esses oceanos distantes servem como uma janela para os oceanos abaixo e a química do gelo pode ajudar a alimentar vida dentro desses oceanos. Aqui na Terra o gelo que cobre nossos oceanos nos polos tem um papel semelhante e nosso time está particularmente interessado no que está acontecendo no local em que a água se encontra com o gelo", aponta Kevin Hand, cientista líder da missão no JPL, ao site do laboratório. 

Para a Nasa, as águas da Antártida são a analogia mais próxima que podemos achar na Terra de uma lua congelada, o que as tornam um local ideal para os testes do robô que tem um metro de comprimento e é equipado com duas rodas que podem rolar pelo gelo.


O que tem no robô 

De nome Bruie (Buoyant Rover for Under-Ice Exploration, ou robô flutuante para exploração sob o gelo, na tradução livre), a espécie de submarino vai contar com inúmeros sensores e instrumentos científicos para medir parâmetros relacionados à vida, como oxigênio dissolvido, salinidade da água, pressão e temperatura. 

O rover é construído com a mentalidade de ser um explorador resistente capaz de navegar sozinho por oceanos extraterrestres que estão abaixo do gelo. O gelo que protege esses oceanos pode ter espessura de 10 km a 19 km, de acordo com a Nasa. 

O robô é desenvolvido para captar dados e tirar fotos da região em que a água se encontra com o gelo, e é isso que fará na Antártida. Ele é feito especialmente para que consiga ficar preso a essa região chamada de "interface”. 

"A vida normalmente se desenvolve nesses locais de encontro e muitos submersíveis têm trabalho para investigar essa área, já que as correntes do oceano podem ocasionar acidentes ou eles podem perder muita energia mantendo a posição. O Bruie usa flutuabilidade para permanecer ancorado contra o gelo e é impermeável para a maioria das correntes", diz Andy Klesh. 

O novo investigador da Nasa ainda pode ser desligado, sendo ligado novamente apenas quando precisar realizar alguma medida. Isso faz com que ele possa passar meses observando o ambiente da água sob o gelo. 

Durante os testes de campo na Antártida, ele ficará ligado à superfície enquanto os engenheiros do projeto testam os conjuntos do instrumento, incluindo as duas câmeras ao vivo de alta definição. 


Futuras missões 

É claro que não temos ideia do que há, realmente, em outros planetas. O veículo será capaz de detectar formas de vida similares às da Terra, então micróbios muito diferentes podem ser mais difíceis de reconhecer.

O robô já foi testado anteriormente no Alasca e no Ártico, mas é a primeira vez que vai para a Antártida. A Nasa já está construindo o Europa Clipper, orbitador previsto para ser lançado em 2025 para estudar Europa, uma das luas de Júpiter. Essa missão preparará o terreno para outra futura que pode procurar por vida abaixo do gelo. 

Fonte: UOL / NASA

terça-feira, 19 de novembro de 2019

REDE DE UFÓLOGOS GAÚCHOS

Caros...

Comunicamos a criação da Rede de Ufólogos Gaúchos. 

Com a crescente divulgação de fakenews nas redes e a falta de critério nas matérias de casos, tidos ufológicos, alguns grupos e ufólogos independentes estão se organizando com o propósito de disseminar a boa e séria pesquisa ufológica, ganhando força de expressão nas redes sociais e outros veículos de comunicação. 

A Rede de Ufólogos Gaúchos não é um grupo, um clube, agremiação ou movimento. É a união de pesquisadores que hoje estão ativos no combate ao engano e devaneios que permeiam o teatro de operações ufológicas nacionais e internacionais, criando uma rede de informações mútua no que tange a investigação de campo, pesquisa de dados, emissão contundente de veredictos e opiniões a respeito dos casos e relatos ufológicos. 

Todo aquele que pesquisa a ufologia via técnicas científicas, baseado em fatos sólidos é bem-vindo. Trataremos de todos os casos com o devido respeito as várias vertentes da ufologia.

Para participar é só entrar em contato com a gente via whatsapp. Ou no grupo do Facebook.

Um abraço a todos. Olho no céu e pé no chão.

Rede de Ufólogos Gaúchos

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

1º ENCONTRO UFOLÓGICO DE GUARAPUAVA (PR).


UFO SUMMIT - PORTO ALEGRE - AMANHÃ 19/11/2019