terça-feira, 14 de março de 2017

China planeja enviar sondas espaciais a 3 asteroides.

As autoridades da China planejam enviar sondas espaciais para estudar os movimentos de três asteroides e aterrissar em um deles para recolher amostras, informou no início do mês a imprensa oficial do país asiático.

O pesquisador do Observatório Montanha Púrpura da Academia Chinesa de Ciências Ji Jianghui revelou esses planos, com os quais os cientistas pretendem conhecer melhor as características dos asteroides e estudar seu formação e evolução para compreender as origens do sistema solar e da vida na Terra.

"O plano dos especialistas é que uma sonda voe perto de um asteroide, voe junto a outro asteroide durante um tempo, e aterrisse em um terceiro para realizar análise de amostras da superfície", disse Ji, em declarações citadas por vários veículos de imprensa oficiais.

A prioridade dos cientistas nessas missões será detectar asteroides próximos da Terra para calcular as probabilidades de colisão com nosso planeta.

"A China enviará a sonda lunar Chang E-5 à Lua e trará outra vez amostras este ano. Se esta missão tiver sucesso, significaria que a China, assim como o Japão, seria capaz de recolher amostras de asteroides para estudá-las em laboratórios na Terra", disse Ji.

A China espera enviar outra sonda ao hemisfério oculto da Lua em 2018 e também deve realizar em 2020 sua primeira missão de exploração de Marte, que aterrissará no planeta vermelho e recolherá amostras geológicas no terreno, que depois serão trazidas à Terra.

Além disso, as autoridades do país asiático planejam que, para 2022, sua própria estação espacial permanente esteja operacional.

Fonte: Portal Terra

XVIII CONGRESSO BRASILEIRO DE UFOLOGIA...

Está chegando o dia .... do início do XVIII CONGRESSO BRASILEIRO DE UFOLOGIA..

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Os 3 fenômenos astronômicos que ocorrem simultaneamente entre sexta e sábado

É a de tirar do armário binóculos e telescópios porque entre a noite desta sexta-feira e a madrugada de sábado três fenômenos astronômicos vão ocorrer quase que simultaneamente: um eclipse lunar parcial, uma Lua de Neve e a passagem do cometa 45P.

O eclipse lunar ocorre quando a Terra fica entre a Lua e o Sol. Este alinhamento faz com que a sombra da Terra seja projetada sobre a Lua.

O que poderá ser observado neste fim de semana é conhecido como eclipse lunar penumbral: a Lua cheia vai perder um pouco do seu brilho intenso, como se houvesse um filtro ou véu na frente do disco lunar.

Segundo a Nasa, a agência espacial americana, o eclipse vai poder ser visto esta noite na Europa, África, oeste da Ásia e no leste das Américas do Sul e do Norte.

No Brasil, o fenômeno poderá ser observado de 20h34 às 24h53, pelo horário de Brasília de acordo com a Nasa.

Agora ou daqui a 5 anos
E o que é a Lua de Neve?

Este é o nome dado no hemisfério norte à primeira Lua cheia de fevereiro, época das tempestades de neve.

Entre algumas tribos indígenas da América do Norte, a Lua de Neve também é chamada de Lua da Fome, porque nesta época do ano é difícil caçar e conseguir alimentos.

Poucas horas depois do eclipse, será a vez do cometa 45P passar a cerca de 12 milhões de quilômetros da Terra - a menor distância desde 2011.

Descoberto em 1948, este cometa aparece a cada cinco anos e tem estado visível desde dezembro, de acordo com os astrônomos.

Quem quiser observá-lo esta noite vai notar uma luz tênue se movendo no céu. Se perder a chance, só em 2022...

Fonte: Portal Terra

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Área vulcânica da Etiópia dá pistas para a busca de vida extraterrestre.

No calor seco e opressivo um odor de enxofre e cloro toma conta do ar. A paisagem rochosa revela superfícies verde-limão e amarelas que se parecem com ovos mexidos gosmentos.

Piscinas de água ácida quase fervente borbulham entre estranhas formações de rochas e minerais: montinhos de sal branco em forma de colmeia, treliças amarelo-gema de crosta sulfúrica, detritos vermelho-arroxeados. Perto dali, rochas ricas em ferro têm o formato de cogumelos achatados. Sob o chão, um som oco ressoa e emite um chiado de líquido borbulhante. Cones e pequenas chaminés minerais balbuciam sussurros alienígenas.

Embora essa pareça uma cena extraterrestre, a paisagem pertence à Depressão de Danakil, na remota região de Afar, no nordeste da Etiópia, perto da divisa com a Eritreia.

Cerca de cem metros abaixo do nível do mar, a Depressão de Danakil é um dos lugares mais baixos do mundo. Trata-se também de um dos lugares mais quentes da Terra, com uma média de temperatura diária 34,4 graus Celsius e apenas 100 milímetros de chuva por ano.

Essa região vulcânica é conhecida como uma maravilha geológica. De fato, uma das poucas áreas minimamente estudadas da Depressão de Danakil envolve sua fantástica geologia, não sua biologia. Agora, os cientistas a pesquisam para entender as possibilidades de vida em outros planetas e luas, apesar da volatilidade política da região e os episódios esporádicos de violência entre a Etiópia e a Eritreia.

Este mês, uma equipe de astrobiólogos da Europlanet, um consórcio de órgãos de pesquisa e empresas que realizam pesquisas planetárias, voltou ao local para estudar a geologia, a mineralogia e especialmente a biologia da depressão, como um análogo da superfície de Marte.

Felipe Gómez Gómez do Centro de Astrobiologia de Madri liderou a primeira expedição da equipe no ano passado para estudar os extremófilos de Danakil, micróbios que vivem em condições extremas. Os pesquisadores de Madri, da Universidade de Bolonha e da Escola Internacional de Pesquisa em Ciências Planetárias, ambas na Itália, acompanhados por cientistas da Universidade de Mekelle, na Etiópia, estão isolando e identificando as bactérias que resistem a esse ambiente hostil de calor, acidez e salinidade elevados.

O objetivo é "tentar saber quais são os limites da vida e a possibilidade de subsistência dessas espécies em outros planetas, como Marte", afirmou Gómez, que é membro da equipe científica da Curiosity, a sonda de exploração da NASA que pousou em Marte há mais de quatro anos.

Ele também estudou outros extremófilos, tais como os micróbios que sobrevivem no Rio Tinto, ácido e rico em ferro, no sudoeste da Espanha. Para essa pesquisa, ele e os colegas expuseram um acidófilo a uma simulação das condições de Marte, descrita em um artigo de 2010 na revista científica Icarus.

Missões de Marte
As novas informações de Danakil poderiam ser aplicadas às missões de Marte. Estudar os micróbios de Danakil é "uma maneira de nos treinar para identificar diferentes formas de vida para a exploração astrobiológica", afirmou Gómez. Embora Marte atualmente tenha temperaturas baixíssimas, sua origem é vulcânica e pode ser similar aos primórdios da Terra.

Um dos objetivos é explorar formas de identificar sinais de vida em ambientes extremos. "O que é vida? Quais são seus limites? Os cientistas não concordam com uma definição. Se encontrarmos vida em Marte, seríamos capazes de reconhecê-la? Acredito que não", afirmou Gómez.

A Depressão de Danakil, uma fossa tectônica que se estende do vulcão de Dallol, na Etiópia, até as planícies salinas do Lago Assal, no Djibuti, se encontra na convergência de três placas tectônicas que se separam lentamente. À medida que a superfície se distancia e afina ao longo de milênios, a terra afunda ainda mais.

Há milhares de anos, o grade Deserto de Danakil fazia parte do Mar Vermelho. Entretanto, erupções vulcânicas formaram barreiras rochosas e criaram um mar continental que, com o passar do tempo, evaporou com o intenso calor. Vastas salinas e lagos de água salgada continuam a existir na região e ainda são explorados pelas tribos nômades de Afar, que transportam o sal de Danakil por meio de caravanas de camelos.

Dallol, que significa desintegração no idioma afar, é a área que abriga essas formações coloridas e extraterrenas. Aqui, o magma aquece a água do lençol freático, que sobe à superfície e dissolve o sal, a potassa e outros minerais quando emerge por meio de fontes termais. A salmoura evapora, deixando crostas coloridas por minerais, ferro e algas halófilas que vivem no sal, criando essa paisagem multicolorida.

Água a 90°C
Algumas piscinas de água chegam a 90 graus Celsius. A combinação de calor, acidez elevada e grande concentração de enxofre leva à formação de chaminés amarelas. Outras piscinas de água termal chegam a 40 graus Celsius e adquirem uma tonalidade turquesa, graças aos sais de cobre.

No ano passado, pesquisadores da Europlanet colheram amostras de água das chaminés de sal, das piscinas azuis e vermelhas, e das crostas marrons e amarelas. Embora halófilos – micróbios que sobrevivem em condições salinas – tenham sido identificados em Dallol, essa nova pesquisa é a primeira a se concentrar em micróbios que vivem em condições de acidez e calor extremos, além de alta salinidade, afirmou Gómez.

Os pesquisadores estão isolando bactérias e seu DNA e também realizam sequenciamento genético para identificar bactérias. Entre elas estão as quimiolitótrofas – micro-organismos que obtêm energia de compostos inorgânicos –, que são encontrados em águas termais e chaminés minerais. Esses microorganismos não precisam de luz do sol para obter energia e geralmente são encontrados em ambientes extremos como fontes hidrotermais no solo oceânico.

Primeiras bactérias da Terra
Esses organismos simples podem sobreviver como "uma minúscula bateria" e provavelmente estão entre as primeiras bactérias a surgir na Terra, afirmou Gómez, acrescentando que "é isso que os torna tão interessantes do ponto de vista astrobiológico".

Quimiolitótrofas podem usar compostos inorgânicos reduzidos – como sulfeto, enxofre elementar, hidrogênio e amônia – como fonte de energia, e são capazes de crescer sem compostos orgânicos e luz. Os cientistas creem que esse tipo de metabolismo ocorre apenas com procariotas, micróbios sem núcleo.

O enxofre é abundante em Dallol porque a área era coberta por oceanos no passado. Aqui, o vapor de enxofre sai de chaminés no chão. Nas obscuras profundezas marinhas, o enxofre pode ser a principal fonte de energia para determinados tipos de bactérias que vivem longe da luz solar. Em Dallol, as fontes de enxofre estão ao alcance da superfície da Terra.

Os cientistas ainda estão estudando as primeiras amostras de Danakil, mas "sabemos que há vida", afirmou Gómez.

A recente expedição vai se concentrar no relacionamento das bactérias com a atmosfera. Os pesquisadores vão estabelecer estações ambientais para registrar vento, temperatura, umidade, etc., "para estudar o ambiente por completo, como o que a Curiosity faz em Marte", afirmou Gómez.

Porém, nesse caso, os cientistas não precisarão sair da Terra.

Fonte: UOL

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

XVIII CONGRESSO BRASILEIRO DE UFOLOGIA

Vem ai ....


Bombardeio de meteoritos não estimulou biodiversidade marinha na Terra.

A explosão de vida oceânica há 471 milhões de anos não foi provocada por um bombardeio de meteoritos, revela um estudo divulgado nesta terça-feira (24), desafiando a teoria predominante sobre o evento.

Sem oferecer uma explicação alternativa para o que é conhecido como o Grande Evento de Biodiversificação do Ordoviciano (GOBE), pesquisadores da Suécia e da Dinamarca disseram que a expansão de criaturas começou dois milhões de anos antes do bombardeio de rochas espaciais.

A conclusão foi baseada na datação de sedimentos de meteoritos na Suécia.

"Este estudo mostra que os dois fenômenos não estão relacionados", escreveram os pesquisadores na revista científica Nature Communications.

Para o coautor do estudo Anders Lindskog, da Universidade de Lund na Suécia, os dados mostraram que "não há influência 'extraterrestre' mensurável na biodiversidade" nos oceanos da Terra.

O GOBE, que expandiu enormemente a diversidade da vida marinha, começou cerca de 70 milhões de anos após a primeira explosão de vida na Terra, durante o período Cambriano, há cerca de 540 milhões de anos.

Alguns cientistas afirmam que o evento do Ordoviciano foi provocado por uma colisão de objetos no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter, fazendo chover fragmentos no nosso planeta.

Tal bombardeio pode ter mudado o ambiente justo o suficiente para estimular a diversificação da vida existente, segundo a teoria.

A questão do que causou essa diversificação continua em aberto, mas Lindskog especula que se tratou provavelmente de uma combinação de eventos e processos.

"É razoável que os níveis muito altos do mar que prevaleceram durante o Ordoviciano (...) simplesmente ofereceram mais espaço para a vida prosperar", disse à AFP.

"Combinando esse fator com a presença de muitos pequenos continentes (permitindo mais faunas endêmicas) e as mudanças climáticas benéficas (provavelmente resfriamento), temos uma boa 'receita' para a biodiversificação", afirmou o pesquisador por e-mail.

Fonte: Globo.com

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Sonda Juno captura imagens da sétima 'pérola de colar' de Júpiter.

A câmera da sonda Juno capturou a sétima “pérola do colar” de Júpiter, segundo divulgou a Nasa. O planeta tem oito “pérolas” - tempestades no sentido anti-horário que aparecem na superfície em forma oval branca.

Desde 1986, essas tempestades variam de número - de seis para nove. Hoje, são oito visíveis. A imagem da sétima delas foi feita em 11 de dezembro, às 12h27 (15h27, horário de Brasília), no terceiro voo rasante da sonda Juno. A nave estava a cerca de 24.600 quilômetros do planeta.

A missão Juno
Após 5 anos de viagem, a sonda Juno chegou à órbita de Júpiter no dia 5 de julho deste ano.

A sonda se aproximou sobre o pólo-norte do planeta, mostrando uma perspectiva inédita do sistema de Júpiter - incluindo as suas quatro grandes luas. Um laboratório da Nasa localizado em Pasadena, na Califórnia, administra a missão Juno, chefiado pelo pesquisador Scott Bolton, que também ajudou a levar uma sonda a Saturno.

Lançada em 5 de agosto de 2011, a sonda percorreu 716 milhões de quilômetros - quase 18 mil voltas na Terra - até o planeta. Se nada der errado, a missão deve ser encerrada em fevereiro de 2018.

Fonte: Globo.com