quinta-feira, 15 de julho de 2010

Átomo de detector de fumaça pode fornecer energia para sondas espaciais






Um elemento químico usado normalmente em detectores de fumaça na Terra poderá logo ser usado como fonte de energia em missões para outros planetas.

O plutônio-238 foi bastante usado como fonte de energia em missões anteriores. Mas esse isótopo radioativo está acabando.

Os EUA pararam de produzir a substância nos anos 80, e a Nasa (agência espacial americana) já usou quase toda a sobra daquele período. O Congresso americano recusou-se a aprovar nova produção, considerada muito cara. E a Rússia, embora tenha algumas reservas que poderiam ser vendidas, ainda não mostrou interesse forte em uma negociação.

A falta do combustível pode afetar uma missão conjunta da Nasa com a ESA (agência espacial europeia). Planejada para 2020, a missão tem como destino Júpiter e sua lua congelada, Europa.


PESO

Em vista disso, a ESA pretende aumentar seus suprimentos de amerício-241. O elemento radioativo é usado em detectores de fumaça. Seu decaimento cria íons que fazem o alarme disparar quando ligados a partículas de fumaça.

"Não conhecemos outra forma de gerar eletricidade para uma viagem tão longe no Sistema Solar", disse David Southwood, diretor de ciência e exploração robótica da ESA.

"O amerício-241 decai mais lentamente que o plutônio-238, podendo alimentar missões mais distantes", diz Ralph McNutt, da Universidade Johns Hopkins, em Maryland (EUA), coautor de um relatório sobre a falta de plutônio-238 nos EUA.

A desvantagem do amerício-241 é que será preciso uma maior quantidade do elemento para gerar a mesma energia que o plutônio, o que é um problema para missões espaciais, que precisam manter o menor peso possível. 

Fonte: UOL

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