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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

'Estrela da Humanidade' pode ser perigosa: astrônomos indignam-se com novo satélite

Uma empresa norte-americana lançou um satélite chamado "Estrela da Humanidade", provocando reações indignadas entre os astrônomos. Feito de fibra de carbono, o satélite, em forma de bola brilhante, foi lançado em 21 de janeiro na Nova Zelândia pela empresa privada Rocket Lab. 

Batizado da "Estrela da Humanidade", o satélite está coberto com 65 painéis refletores de luz e gira muito rápido. Segundo a ideia dos criadores, este deve se tornar o objeto mais brilhante no céu.

"Onde quer que estejam e o que quer que aconteça em suas vidas, todos poderão ver a 'Estrela da Humanidade' no céu noturno", afirmou Peter Beck, o fundador da Rocket Lab.

O engenho deverá permanecer em órbita por nove meses, devendo se desintegrar e queimar na atmosfera aproximadamente em outubro. Até então, a "estrela" poderá ser vista pelos habitantes da Terra a olho nu ao amanhecer ou à noite.

De acordo com Beck, a "estrela artificial" no céu tem um sentido simbólico — atrair a atenção das pessoas para o espaço.

No entanto, nem todos gostaram da ideia de Beck, especialmente os astrônomos.

Caleb A. Scharf, diretor do Centro de Astrologia da Universidade Columbia (EUA), acredita que o lançamento do satélite afeta o espaço ao redor da Terra, que já está cheio de satélites e fontes artificiais de luz, o que prejudica as observações astronômicas.

Atualmente, na órbita da Terra estão vários milhares de satélites, aumentando a cada ano. Em particular, há um ano, a Índia colocou em órbita 104 satélites de uma vez.

Outros cientistas compararam a "Estrela da Humanidade" com uma esfera de discoteca, lixo espacial ou grafíti espacial.

"O que irrita mesmo neste satélite é que foi desenhado especialmente para ser o mais brilhante e nada mais. É como se alguém pendurasse uma publicidade de neon perto da janela de seu quarto", opinou Jonathan McDowell, astrofísico do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian.

A "Estrela da Humanidade" se tornou o primeiro objeto de seu gênero lançado ao espaço "apenas para satisfazer as ambições de seu criador", afirma um artigo do portal Gazeta.ru, acrescentando que não deverá ser o último. Em 6 de fevereiro, o bilionário norte-americano e diretor executivo da SpaceX, Elon Musk, planeja lançar o foguete superpesado Falcon Heavy, com um carro esportivo Tesla a bordo, em direção a Marte.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Objetos misteriosos achados por satélite intrigam cientistas


O telescópio espacial americano Kepler, lançado em março de 2009 para encontrar planetas fora do nosso Sistema Solar, encontrou dois objetos misteriosos que intrigaram os cientistas da Nasa, agência espacial americana. Os astrônomos informaram que os corpos celestes são quentes demais para serem planetas e muito pequenos para serem estrelas. As informações são da agência AP.
As formações, segundo os cientistas, orbitam em torno de estrelas e têm um tamanho semelhante ao do planeta Júpiter. Bill Borucki, chefe da missão do Kepler, explicou que os objetos são milhares de graus mais quentes do que as estrelas que orbitam, o que significa que provavelmente não são planetas. "O universo continua fazendo coisas mais estranhas do que podemos imaginar", disse Jon Morse, diretor de astrofísica da Nasa.
As novas descobertas não se encaixam em nenhuma definição de objetos astronômicos conhecidos e até agora têm classificação própria. Detalhes sobre os objetos misteriosos foram apresentados nesta segunda-feira durante uma reunião da Sociedade Astronômica Americana, em Washington.
Jason Rowe, o autor da descoberta, batizou os objetos de "companheiros quentes" pelo fato de que o calor em seu interior pode atingir 14,4 mil °C - temperatura suficiente para derreter ferro.
Fonte: Portal Terra