É notório que os objetos voadores presentes nos relatos ufológicos apresentam comportamentos e movimentos impossíveis e curiosos. Dezenas de casos expõem artefatos realizando manobras inacreditáveis de serem realizadas comparadas com o que dispomos de nossa tecnologia conhecida. Podemos apontar como exemplo 5 (cinco) movimentos que chamam a atenção em muitos relatos: 1) Movimento Pendular (ou folha seca), 2) Movimento de voo lateral (ou de lado), 3) Movimento de curva em ângulo reto de 90º, 4) Movimento em zig-zag e por último o 5) Movimento em espiral).
1) Movimento Pendular (ou folha seca/morta).
Como o próprio nome informa o objeto quando executa este movimento descreve seu deslocamento como sendo um pendulo, com oscilações laterais em torno de um eixo ou deslocamento alternado para direita e esquerda. Muitas pessoas em seus relatos comparam o movimento ao de uma folha de uma arvore quando cai e inicia seu movimento de queda, sendo denominado como um movimento de folha seca ou morta. Em alguns casos ele pode ser confundido com o movimento em zig-zag porem ambos tem suas características distintas. Geralmente no movimento pendular o objeto fica parado no mesmo local apenas fazendo os movimentos laterais. No zig-zag o objeto não está parado, está se deslocando. Podem ocorrer grande variedade de movimentos ao mesmo tempo. O movimento de pendulo pode ser observado em alguns casos como, por exemplo, o caso ocorrido em 22 de novembro de 1954, sobre o aeroporto de Santa Maria, onde o radiotelegrafista da Varig, Arquimedes Fernandes, observou, as 21h45m, sobre um bosque de eucaliptos próximo, um disco escuro que ficou sobre a copa das árvores executando movimentos de um lado para outro. O objeto também foi observado por outras testemunhas em outros pontos da cidade. A noticia foi publicada no jornal local "A Razão", na revista "O Cruzeiro" e mais alguns boletins ufológicos.
Menção do caso no livro do pesquisador gaúcho Felipe Machado Carrion.
Um outro caso ocorrido na noite de 19 de março de 1998, as 20:30, sobre o aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre. Dois homens, pai e filho, moradores próximos do aeroporto, estavam observando a movimentação dos pousos e decolagens pela janela de seu apartamento. Repentinamente avistaram uma esfera luminosa branco leitosa que vinha em alta velocidade escondida nas nuvens. O pai, com mais de 32 anos de experiência na aviação comercial, estimou o tamanho do objeto em aproximadamente 7 metros e voando em altitude não superior a mil metros. Em determinado momento o objeto executou um movimento de descida na vertical e quando parou começou a realizar o clássico movimento pendular. Posteriormente começou a subir acelerando em altíssima velocidade fazendo as testemunhas o perderem de vista. O caso foi publicado na edição nº 58 da Revista UFO, no mês de maio de 1998.
2) Movimento de voo lateral (ou de lado).
Este comportamento de voo foge do que é tradicionalmente conhecido no imaginário popular sobre discos voadores. Ao invés do objeto executar seu deslocamento no sentido eixo horizontal, ele se posiciona na vertical ou quase na vertical oscilando sua posição entre 30 e 90 graus. A obra em quadrinhos "Le dossier des soucoupes volantes" de Jacques Lob e Robert Gigi, publicada pela editora Gargaud em 1972, traz uma ilustração mostrando o movimento dos discos voadores voando na vertical.
Durante a grande onda de 1954, em 26 de outubro, na Base Aérea de Gravataí (atual Canoas), no Rio Grande do Sul, o Capitão Antônio Pyrrho de Andrade observou um objeto em forma circular voando na posição vertical a grande velocidade e altitude. O registro foi feito em relatório junto com outros oficiais da base. Naquela semana de outubro mais precisamente no dia 24 vários oficiais testemunharam dois objetos pairando sobre o local. A noticia repercutiu e foi aberta uma investigação com depoimentos das testemunhas.
Imagem ilustrativa gerada por IA.
Em 02 de março de 1978 uma pequena "onda" ocorreu na região sul e central do Rio Grande do Sul. Avistamentos e abduções foram relatadas. Um avistamento feitos por dois policiais de Pelotas relata a observação de um objeto na posição vertical. O relato está publicado no boletim da SBEDV nº 132/135 de jan/ago 1980.
Fragmento do boletim da SBEDV mencionando o caso de 1978.
Outro caso bem famoso serve de exemplo para ilustrar esse tipo de movimento. Em 05 de outubro de 1996 o empresário e piloto de acrobacias Haroldo Westendorff retornava a Pelotas, em seu avião particular, de uma rápida viagem a Porto Alegre. Quando estava sobrevoando a Ilha da Sarangonha, ao sul da Lagoa dos Patos, quase chegando ao seu destino, se deparou com um colossal objeto, que nas palavras de Westendorff era do tamanho de um campo de futebol. O caso do pelotense é um clássico brasileiro e conhecido mundialmente. No final da observação de Haroldo ele presenciou 3 discos voadores saírem na posição vertical de uma abertura do topo do objeto. Uma ilustração famosa feita com base no relato do piloto mostra esse momento. A imagem foi publicada na edição nº 48 da Revista UFO, de dezembro de 1996.
Quando mencionamos movimentos impossíveis na casuística a execução de curvas em ângulos de 90º pode ser considerado um dos movimentos mais radicais baseado no que conhecemos na nossa física clássica. Um caso ocorrido em 01 de março de 1970, também investigado pelo grupo de Carrion, um astrônomo amador, Jair Nunes Vieira, observou, um objeto, junto com sua esposa, realizando os mais diversos movimentos, inclusive pendulares. Nos movimentos pendulares Vieira mencionou um fato curioso. No momento de cada evolução pareciam ocorrer pequenos "relâmpagos" em volta do objeto. O caso foi publicado no jornal Correio do Povo de Porto Alegre, no livro de Carrion e em diversos boletins ufológicos do exterior.
Desenho publicado no Correio do Povo de Porto Alegre, em 18/04/1970, sobre observação do astrônomo amador e esposa.
Em janeiro de 1974, em Aiguafreda, município da província de Barcelona, na Espanha, a família Ferrer testemunhou a presença de "uma luz branca", muito intensa, que se movia sobre as montanhas. Em determinado momento a luz mudou de cor para uma cor de chama azulada e diminui de tamanho, passando a executar movimentos de curvas em ângulos retos. Durante a movimentação o objeto parecia emitir pequenos "fogos de artificio" segundo as testemunhas que se assemelhavam a uma "aranha" com pernas longas. Um desenho apresentado no boletim francês "Phénomènes spatiaux", nº 39, de março de 1974, publicado pelo antigo grupo GEPA, atual GEIPAN, ilustrava o movimento oscilatório do objeto conforme imagem abaixo:
4) Movimento em zig-zag.
Este é um dos movimentos mais conhecidos e reportados nos relatos de avistamentos por testemunhas. Casos clássicos como a Operação Prato, documentado pela Força Aérea Brasileira, detalham objetos executando essas manobras. Entre os registros disponíveis no Sistema de Informações do Arquivo Nacional (SIAN), destacam-se o incidente na Rodovia PA-17 (Santo Antônio do Tauá) em 02 de setembro de 1977, e o avistamento na Baía do Sol (Mosqueiro) em 26 de outubro de 1977, ambos os casos descrevendo objetos realizando trajetórias em zig-zag.
Trecho do documento referente ao caso de 02 de setembro de 1977.
Trecho do documento referente ao caso de 26 de outubro de 1977.
5) Movimento em espiral.
O "movimento espiral" é uma característica relatada com frequência na casuística ufológica mundial e brasileira, descrevendo OVNIs que se deslocam em espirais ascendentes, descendentes ou circulares, muitas vezes mudando drasticamente de direção, o que desafia as leis da física conhecidas. O Caso Cussac, ocorrido em 29 de agosto de 1967 é um dos episódios mais intrigantes da ufologia francesa, envolvendo dois irmãos que avistaram quatro pequenas figuras humanoides pretas e uma esfera metálica em um pasto em Cussac. Ao notarem as crianças, os seres flutuaram para dentro do objeto, que decolou em espiral deixando um forte odor de enxofre e marcas na vegetação confirmadas pela polícia. Investigado oficialmente pelo GEIPAN (órgão da agência espacial francesa), o evento permanece sem explicação convencional e é classificado como um fenômeno aeroespacial não identificado de alta credibilidade. No boletim da A.P.R.O. de agosto/setembro de 1968 uma desenho demonstra o fato.
Desenho publicado no boletim da A.P.R.O.
Em 21 de maio de 1968, no quilômetro 189 da estrada que vai de Pelotas a Camaquã, na região de São Lourenço do Sul, Rio Grande do Sul, dois cidadãos, residentes em Tapes, voltavam à noite de Pelotas quando um deles chamou a atenção do outro para uma estranha estrela descendo do céu em um movimento espiral. Esta “estrela” continua descendo até se transformar em um objeto intensamente luminoso, parecendo estar indo em direção ao carro. Tomado de pânico, o motorista para o carro que permanece do outro lado da estrada. Foi então que ambos viram um Volkswagen fusca a uns 15 metros de distância, que disparou em alta velocidade. Um carro parecia fugir quando objeto apagou suas luzes, aparentemente pousando no lado da estrada. Os dois viajantes decidiram perseguir o Volkswagen para ter mais uma testemunha do objeto. Eles forçaram a velocidade de seu carro ao máximo, mais até sua chegada em Camaquã nada encontraram. O fato teria sido publicado no periódico "Jornal da Semana" de Porto Alegre, em 11.10.1970. Foi registrado nos boletins franceses "Phénomènes spatiaux", nº 26 de dezembro de 1970 e no "Lumières Dans La Nuit", nº 116 de fevereiro de 1972.
Boletim da "Lumières Dans La Nuit" com a menção do caso.
Fonte: Fenomenum, AFU , REVISTA UFO, Portal Vigilia. SIAN.













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