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segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Precisamos proteger a Terra (e o espaço) de invasores interplanetários.


A Terra precisa estar pronta para a invasão de outros planetas, advertiram os cientistas, mas o perigo não é tanto alienígenas inteligentes e malévolos que vêm nos conquistar. Em vez disso, o perigo que enfrentamos está mais na forma de micróbios que podem causar doenças para as quais nós, e tudo o mais na Terra, não temos imunidade. Da mesma forma, precisamos cuidar de nossos próprios organismos pedindo carona em missões espaciais para ameaçar qualquer vida que possa existir nos mundos que visitamos.

A ideia de guerra biológica interplanetária remonta pelo menos à Guerra dos Mundos , de HG Wells . No entanto, o Dr. Phill Cassey e o Dr. Andrew Woolnough , da Universidade de Adelaide, argumentam em BioSciences que é hora de mudarmos das páginas de ficção científica para tratar o problema como uma preocupação séria.

“Além das missões espaciais lideradas pelo governo, a chegada de empresas privadas como a SpaceX significou que agora há mais participantes na exploração espacial do que nunca”, Cassey. disse em um comunicado . “Precisamos agir agora para mitigar esses riscos. Os riscos com baixa probabilidade de ocorrência, mas com potencial para consequências extremas, estão no cerne da gestão da biossegurança. Porque quando as coisas vão mal, vão mesmo mal. ”

É possível que o resto do Sistema Solar esteja sem vida, sem nada para nos ameaçar ou ser ameaçado. No entanto, se houver vida em (ou em) Marte , Europa ou Enceladus , enfrentaremos o que os economistas podem considerar o maior problema de externalidade de todos os tempos. Se a missão de qualquer país ou empresa ao espaço voltasse carregando um vírus mortal (conhecido como contaminação reversa), as consequências seriam sentidas por todos. No entanto, atualmente os custos da prevenção recaem apenas sobre aqueles que realizam a missão, criando um enorme incentivo financeiro para economizar na esterilização ou conter qualquer coisa que seja trazida de volta.

Da mesma forma, se alguma futura exploração corporativa de Marte carrega bactérias baseadas na Terra que acabam deslocando as formas de vida locais (contaminação direta) com elas , a perda é para todos nós, mas o preço da evasão cai apenas para os exploradores.

Para ilustrar os perigos, os autores apontam a maneira como os humanos espalharam organismos para alguns dos lugares mais remotos e hostis da Terra. Eles observam que são os ecossistemas isolados com pouca experiência do mundo exterior - ou, neste caso, o Sistema Solar - que são mais vulneráveis ​​a novas chegadas.

A Austrália, tendo sofrido desastres auto-infligidos, como a chegada de coelhos e sapos-cururus, tem muitas lições valiosas para ensinar ao mundo sobre biossegurança, argumentam os autores. “É muito mais barato prevenir a contaminação biológica implementando protocolos na Terra do que em Marte, por exemplo”, disse Casey.

No entanto, o Comitê Internacional de Proteção Planetária de Pesquisa Espacial ainda precisa contar com a experiência de biólogos de invasão, australianos ou não, levantando a questão de quais conhecimentos eles consideram útil.

Fonte: IFLS / SCIMEX

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

EUA anunciam a criação de sua 'Força Espacial"

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (09/08) a criação de sua "Força Espacial", um sexto braço de suas forças armadas idealizada pelo presidente Donald Trump para garantir que seu país "domine o espaço".

Quem fez este anúncio foi o vice-presidente Mike Pence falando ante os militares no Pentágono.

"Chegou o momento de escrever o próximo grande capítulo da história de nossas forças armadas, de se preparar para o próximo campo de batalha, para onde serão convocados os melhores e os mais corajosos americanos para dissuadir e vencer uma nova geração de ameaças ao nosso povo, à nossa nação", afirmou pence.

"A Força Espacial está a caminho!", festejou Trump no Twitter, pouco depois do discurso de seu vice.

Além disso, a Casa Branca emitiu um comunicado.

"O presidente Trump sabe que o espaço é parte integral de nossa forma de vida e prosperidade econômica nos Estados Unidos, e é um domínio vital para a defesa nacional".

Em 18 de junho, Trump ordenou ao Pentágono a criação dessa nova "Força Espacial", prometendo o "domínio americano" na exploração da Lua e de Marte, mas também em uma eventual guerra pelo espaço.

"Os Estados Unidos serão sempre os primeiros no espaço", disse Trump durante um discurso na Casa Branca.

Após o anúncio, a criação dessa força deve ser aprovada pelo Congresso, onde enfrentará o ceticismo de legisladores e funcionários da Defesa, que se opõem firmemente ao custo e burocracia que a iniciativa envolve.

Consciente disso, Pence disse que o processo será feito em etapas e que a intenção do governo é converter a Força Espacial em realidade em 2020, ano em que Trump finaliza seu mandato.

Domínio do espaço
"Para defender os Estados Unidos, uma simples presença no espaço não é suficiente, devemos dominar o espaço", enfatizou Pence.

O vice-presidente assinalou que estão trabalhando nos preparativos para fazer com que a Força Espacial seja o sexto braço das Forças Armadas americanas, junto com Exército (US Army), a Força Aérea (US Air Force), a Marinha (US Navy), o Corpo de Marines (fuzileiros) e a Guarda Costeira, como propôs o presidente dos Estados Unidos.

Atualmente, é a Força Aérea que se ocupa do espaço.

Mas, segundo Pence, uma força independente é essencial para contra-atacar o "trabalho agressivo da China e da Rússia" em suas capacidades de desestabilizar satélites.

"China e Rússia estão realizando atividades altamente sofisticadas em órbita que poderão permitir que manobrem seus satélites muito perto dos nossos, apresentando perigos sem precedentes para nossos sistemas espaciais", explicou o vice-presidente.

Na terça, o Pentágono enviou um relatório ao Congresso detalhando os passos para cumprir a ordem de Trump.

Entre eles, afirmou Pence, está a criação do Comando Espacial dos Estados Unidos, um novo organismo administrativo que incluiria membros das demais forças militares existentes.

"O espaço mudou fundamentalmente em uma geração", disse Pence. "Hoje, outras nações estão buscando atrapalhar nossos sistemas baseados no espaço e desafiar a supremacia americana como nunca antes".

E o vice-presidente citou o lançamento em 2007 pela China de um míssil que detectou e destruiu um de seus próprios satélites, o que Pence chamou de "uma demonstração altamente provocativa da capacidade crescente da China de militarizar o espaço".

Também mencionou os projetos russos de laser e mísseis aéreos destinados a destruir os satélites americanos.

"Nossos adversários já transformaram o espaço em um campo de batalha", destacou.

O secretário de Defesa Jim Mattis disse, por sua vez, concordar plenamente que o Pentágono deva criar um novo comando dedicado ao espaço, apesar de antes ter se manifestado contra a execução do projeto.

Mattis, que não se pronunciou na sessão desta quinta no Pentágono, no ano passado se mostrou cético sobre a necessidade de criar uma Força Aérea.

Em uma carta ao Congresso, indicou que "não gostaria de acrescentar um serviço em separado que provavelmente teria uma concepção mais restrita das operações no espaço", acrescentando que isso criaria uma nova burocracia e que seria muito caro.

Mas, na terça passada, diante de jornalistas, declarou-se a favor da criação do novo comando militar para o espaço, sem, no entanto, apoiar a ideia de que venha a ser um sexto ramo das forças armadas.

"Precisamos pensar no espaço como uma área em desenvolvimento de luta e, certamente, um comando militar é uma das coisas que se pode criar", concluiu ele.

Fonte: Diário Catarinense