Mostrando postagens com marcador VIA LÁCTEA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador VIA LÁCTEA. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de junho de 2016

Astrofísicos conseguem escutar sons das estrelas mais antigas da Via Láctea.

Um grupo de astrofísicos da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, conseguiu registrar os sons de algumas das estrelas mais antigas da Via Láctea, segundo os resultados de um estudo divulgado nesta segunda-feira pela Real Sociedade Astronômica.

A equipe de pesquisadores afirmou que detectaram as oscilações acústicas ressonantes em M4, um das acúmulos de estrelas mais antigos conhecidos da Via Láctea, com uma antiguidade calculada de 13 bilhões de anos.

Graças aos dados da missão Kepler/K2 da Nasa (agência espacial dos Estados Unidos), iniciada em 2014, os especialistas estudaram a oscilações ressonantes das estrelas para o que usaram a astrossismologia.

Dita técnica estuda as oscilações periódicas das superfícies das estrelas, que são objetos fluidos, que vibram com certos períodos naturais.

Essas oscilações criam mudanças diminutas e pulsos na luminosidade, que são causados pelo som registrado dentro das estrelas. Medindo os tons dessa "música estelar" é possível determinar a massa e a idade de uma estrela.

Esta descoberta abre a porta para o uso da astrossismologia para o estudo da história mais recente de nossa galáxia.

"Da mesma forma que os arqueólogos podem revelar o passado escavando na terra, nós podemos usar o som do interior das estrelas para realizar arqueologia galáctica", comparou o professor Bill Chaplin.

A diretora do estudo, Andrea Miglio, da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Birmingham, confirmou o entusiasmo da equipe por ser "capaz de escutar algumas das relíquias estelares de Universo", segundo um comunicado da instituição.

As estrelas estudadas constituem "realmente fósseis viventes que datam da época em que se formou nossa galáxia e esperamos agora poder revelar os segredos de como as galáxias em espiral, como a nossa, se formaram e evoluíram", acrescentou Miglio.

Outro dos autores do estudo, Guy Davies, afirmou que esta conquista proporcionou a prova de que a "astrossismologia pode dar as idades precisas das estrelas mais idosas da galáxia".

Fonte: Portal Terra

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Pesquisa sugere canto da Via Láctea como melhor aposta para buscar vida fora da Terra.

Aglomerados antigos e repletos de estrelas encontrados em um canto da Via Láctea são uma boa aposta na busca por vida extraterrestre inteligente (Seti, na sigla em inglês), de acordo com uma pesquisa apresentada no encontro da Sociedade de Astronomia americana.

Devido à abundância de estrelas, esses "aglomerados globulares" sempre foram um dos queridinhos do campo.

Mas tentativas recentes de esmiuçar o espaço em busca de planetas orbitando estrelas não tiveram sucesso em aglomerados globulares.

Agora, porém, dois astrônomos dizem que há bons motivos para continuar a busca.

Rosanne Di Stefano, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos Estados Unidos, e Alak Ray, do Instituto de Pesquisa Fundamental, na Índia, descreveram o que chamaram de "oportunidade do aglomerado globular".

Com uma idade média de 10 bilhões de anos (muito superior à do Sol, com 4 bilhões), aglomerados globulares não têm muitas estrelas jovens, ricas em elementos metálicos necessários para fazer planetas.

Mas durante participação no 227º encontro da Sociedade de Astronomia americana, Di Stefano disse que pesquisas recentes haviam descoberto exoplanetas (planetas que orbitam outras estrelas que não o Sol) - especialmente os pequenos e rochosos, parecidos à Terra - em torno de estrelas muito menos ricas em metal que nosso Sol.

E se isso aconteceu uma vez...

"Quando as pesquisas sobre vida alienígena começaram, nos anos 1950 e 1960, ainda nem sabíamos se havia exoplanetas" disse ela.

"Agora podemos usar a informação que reunimos de outras descobertas de planetas - e há mais de 2 mil planetas conhecidos hoje - para perguntar se é provável que eles estejam em aglomerados globulares."

Di Stefano usou o exemplo do PSR B1620-26 b, às vezes chamada de "Methuselah". É o único exoplaneta identificado até o momento que orbita uma estrela - ou, no caso, duas - em um aglomerado globular.

"Acho que a maior parte de nós diria que a descoberta desse planeta indica que deve haver outros planetas naquele aglomerado", disse.

Além disso, Di Stefano e Ray identificaram um "ponto ideal" nas dimensões de aglomerados globulares.

Como a maioria das estrelas são velhas, anãs vermelhas e frias, qualquer planeta habitável teria que orbitar muito perto delas para manter água líquida.

Se manter molhado, porém, não é o único desafio para um planeta em que a vida seja viável em um aglomerado globular. Uma bola com um milhão de estrelas a apenas 100 anos-luz de distância é um forte tumulto de forças gravitacionais que poderiam desintegrar o Sistema Solar.

Mas há uma região nesses aglomerados, segundo Di Stefano, onde as estrelas não estão tão grudadas a ponto de planetas rochosos e pequenos serem arrancados de suas estrelas - mas que, apesar disso, as estrelas estão perto o suficiente para que uma civilização alienígena possa conseguir ir de uma estrela para outra.

Especulação divertida
"Nessa grande região (...) sistemas planetários podem sobreviver, e ela ainda é densa o suficiente para facilitar viagens interestelares."

Ela acrescentou que esses planetas - se eles existirem - podem durar até mais do que a idade atual do Universo, deixando tempo suficiente para que florescessem vida inteligente e uma ambição interestelar.

Outros pesquisadores na conferência concordaram que essas são observações interessantes, mesmo se a noção de civilizações antigas saltando de estrela em estrela tenha sido, obviamente, uma especulação provocativa.

"(A tese) se sustenta", disse Jessie Christiansen, do Instituto Científico de Exoplanetas da Nasa, na Universidade Caltech. "É muito especulativa, mas eu gosto da ideia de que como aglomerados globulares são antigos, eles tiveram mais tempo."

"Formas de vida simples e unicelulares podem se desenvolver rápido, mas formas de vida complexas - isso para não falar de vida inteligente - parece levar muito tempo", acrescentou, citando a história natural da Terra como um exemplo limitado. "Então talvez sejam necessários dezenas de bilhões de anos."

Alan Penny, astrônomo da Universidade de St Andrews, na Escócia, e coordenador da rede de pesquisas sobre vida inteligente alienígena do Reino Unido, disse acreditar que a pesquisa "dá esperanças sobre os aglomerados globulares, na busca por alvos onde procurar".

Mas eles continuam sendo alvos muito difíceis, acrescenta.

"Eles ainda estão muito, muito longe. O aglomerado globular mais próximo está a milhares de anos-luz."

Fonte: Globo.com

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Astrônomos alemães divulgam imagem de 46 bilhões de pixels da Via Láctea.

Uma grande variedade de tons de verde sobre um fundo negro estrelado chama a atenção em um primeiro olhar da maior imagem já registrada da Via Láctea, com 46 bilhões de pixels, resultado de cinco anos de observações astronômicas.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Bochum, na Alemanha, liderada pelo professor Rolf Chini, recopilou as imagens e criou uma ferramenta online (http://gds.astro.rub.de) para poder "navegar" pela Via Láctea por meio da enorme fotografia.

Durante o período, os astrônomos fizeram um acompanhamento da nossa galáxia na busca de objetos com resplendor variável, segundo um comunicado divulgado pela Universidade de Bochum.

Esses objetos poderiam ser, por exemplo, estrelas em frente aos planetas que passavam ou sistemas múltiplos nas quais estrelas orbitam entre si, por isso obscurecem umas às outras.

Os astrônomos fizeram imagens do céu com os telescópios que a universidade mantém no Deserto do Atacama, no Chile, e localizaram 50 mil novos objetos de resplendor variável que não tinham sido registrados até o momento.

A área que os especialistas observaram é tão grande que eles tiveram que dividi-la em 268 seções. Imagens de cada uma delas foram feitas com intervalos de vários dias e, através da comparação, o grupo foi capaz de identificar os objetos de resplendor variável.

A equipe uniu as imagens individuais de cada uma das partes estudadas para formar uma imagem global. Após um período de cálculo de várias semanas, criaram um arquivo 194 gigabytes no qual foram introduzidas fotos capturadas com diferentes filtros.

Assim, as imagens divulgadas pela universidade mostram pequenas seções da Via Láctea, nas quais podem ser vistas a estrela Eta Carinae, situada na constelação Quillla, ou da nebulosa MB 8, onde se destaca uma grande paleta de tons de verde.

A ferramenta online permite que os internautas busquem objetos celestes concretos para obter visões gerais da Via Láctea ou até mesmo dar "zoom" em áreas específicas.

Fonte: Portal Terra