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sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Fragmentos de asteroide derrubam teoria de como a vida floresceu na Terra.

Materiais encontrados em asteroide reforçam teoria de que a vida na Terra tem origem extraterrestre.

O surgimento da vida na Terra — há bilhões de anos — pode ser resultado de eventos extraterrestres. É o que indicam dois estudos publicados na revista científica Nature na quarta-feira (29), que identificaram no asteroide Bennu cinco nucleobases que formam o RNA e DNA de todos seres vivos que habitam a Terra. Mais informações aqui.

Fonte: Clicrbs / Nature / Metrópoles

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Equipe constrói base no deserto de Israel para simular Marte

No último dia 10, o Fórum Espacial Austríaco (OeWF, na sigla em inglês) deu início à Mars Analog Mission (AMADEE-20), uma missão que simula os desafios aguardados pelas futuras viagens tripuladas a Marte. A unidade análoga está localizada no deserto de Negev, em Israel, e uma equipe de seis pessoas permanecerá em isolamento até 31 de outubro, trabalhando como se estivessem no Planeta Vermelho.

A matéria completa pode ser lida no CANALTECH.

Fonte: Canaltech / OEWF

terça-feira, 11 de maio de 2021

OSIRIS-REx deixa asteroide Bennu.

A espaçonave OSIRIS-REx está voltando para casa. Depois de quase cinco anos no espaço, a nave retorna com amostras de rochas e poeira do asteroide Bennu. OSIRIS-REx ligou os motores a todo vapor por sete minutos e pegou a estrada de quase 300 milhões de quilômetros às 17h23 (horário de Brasília) desta segunda-feira (10).

A matéria completa pode ser lida aqui, site Olhar Digital.

Fonte: OLHAR DIGITAL / Wikipédia

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Cientistas identificam buraco negro tão grande que "nem deveria existir" na Via Láctea.

Astrônomos descobriram na Via Láctea um buraco negro tão grande que desafia todos os modelos existentes de como as estrelas evoluem. O LB-1 fica a 15 mil anos-luz da Terra e tem uma massa 70 vezes maior do que a do Sol, segundo um estudo publicado na revista Nature.

Estima-se que na Via Láctea haja 100 milhões de buracos negros estelares, mas o LB-1 é duas vezes mais maciço do que o que os cientistas pensavam ser possível, disse Liu Jifeng, professor do Observatório Astronômico Nacional da China, que liderou a pesquisa.

— Buracos negros com essa massa nem deveriam existir em nossa galáxia, de acordo com a maioria dos modelos atuais de evolução estelar — acrescentou.

Os cientistas em geral acreditam que existem dois tipos de buracos negros. Os buracos negros estelares mais comuns — até 20 vezes mais maciços do que o Sol — se formam quando o centro de uma estrela muito grande entra em colapso. Buracos negros supermaciços são pelo menos 1 milhão de vezes maiores do que o Sol e suas origens são incertas.

Os pesquisadores acreditam, contudo, que estrelas típicas da Via Láctea liberam a maior parte de seu gás a partir dos ventos estelares, impedindo o surgimento de um buraco negro do tamanho do LB-1, disse Jifeng.

— Agora, os teóricos terão que aceitar o desafio de explicar sua formação — afirmou, em comunicado.

Os astrônomos ainda estão começando a entender "a abundância de buracos negros e os mecanismos pelos quais eles se formam", disse à AFP David Reitze, físico do Instituto de Tecnologia da Califórnia, que não está envolvido na descoberta.

O Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory (Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser), supervisionado por Reitze, havia detectado até agora algumas ondas de espaço-tempo sugerindo a possibilidade da existência de buracos negros em galáxias distantes muito maiores do que se acreditava possível.

Buracos negros estelares geralmente são formados após as supernovas, explosões de estrelas extremamente grandes no final de suas vidas. A grande massa do LB-1 cai dentro de um intervalo conhecido como "instabilidade de pares", no qual as supernovas não deveriam tê-lo produzido, conforme Reitze.

— Isso significa que este é um novo tipo de buraco negro, formado por outro mecanismo físico — acrescentou.

O LB-1 foi descoberto por uma equipe internacional de cientistas por meio do sofisticado telescópio LAMOST, da China. Imagens adicionais de dois dos maiores telescópios ópticos do mundo — o espanhol Gran Telescopio Canarias e o telescópio Keck I, nos Estados Unidos — confirmaram o tamanho do LB-1, que o Observatório Nacional Astronômico da China disse que "não é nada menos que fantástico".

Até agora, para descobrir buracos negros, os cientistas detectavam os raios-x que eles emitem. Esse método, porém, demonstrou seus limites, porque apenas alguns buracos negros que têm sua estrela em órbita muito próxima emitem raios-X detectáveis, explicou Liu Jifeng em entrevista coletiva.

A equipe que descobriu o LB-1 utilizou outro método, buscando detectar os movimentos de "um grande número de estrelas por um longo período de tempo" antes de identificá-lo graças ao movimento de sua estrela.

Segundo Liu Jifeng, este método havia sido usado por décadas sem muito sucesso, devido aos limites dos equipamentos disponíveis. Mas o telescópio LAMOST, construído entre 2001 e 2008 na província de Hebei (norte da China), agora permite que cientistas detectem até 4 mil estrelas simultaneamente a cada observação, o que o torna um dos telescópios terrestres mais poderosos do mundo.

Liu Jifeng explicou à AFP que o método que descobriu o buraco negro LB-1 poderia ajudar os cientistas a identificar muito mais buracos negros no futuro. Dos 100 milhões de buracos negros que se acredita existirem em nossa galáxia, apenas 4 mil "emitem raios-X que podemos detectar", segundo o cientista.

Fonte: GAÚCHAZH

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Sonda Voyager 2 chega ao espaço interestelar.

A Voyager 2 se juntou à sua "irmã mais velha", a sonda Voyager 1. Em 2012, a primeira versão da nave espacial ultrapassou a heliosfera – região do universo com influência dos ventos solares. Nesta segunda-feira (4), um novo estudo publicado na “Nature Astronomy” aponta que a segunda versão também passou para o meio interestelar.

A história das naves Voyager tem mais de 40 anos. Elas são destinadas a estudar os planetas do Sistema Solar. Como diz o colunista de astronomia do G1, Cássio Barbosa, elas são "icônicas": por mais de 20 anos, quando se falava em explorar o nosso sistema, lembrava-se das duas sondas.

O projeto é financiado pela agência espacial norte-americana (Nasa).

A Voyager 1 chegou perto do que seria a "fronteira" do Sistema Solar em 2010. Ela havia sido lançada há 33 anos e estava a 17,4 bilhões de quilômetros de casa - o objeto feito pelo homem mais distante da Terra. Em 12 de setembro de 2013, os cientistas confirmaram a chegada ao espaço interestelar, que ocorreu em 2012.

A irmã mais nova, a Voyager 2, atingiu o mesmo feito em 5 de novembro de 2018, mas a confirmação chegou apenas em pesquisa publicada nesta segunda-feira. Um instrumento observou uma mudança definitiva na densidade do plasma, descrita em pesquisa dos cientistas da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos.

Don Gurnett faz pela segunda vez o comunicado de chegada ao espaço interestelar. Professor do departamento de física e astronomia da universidade americana, ele também foi o autor do estudo publicado na revista Science em 2013 que confirmou a saída da Voyager 1.

"A velha ideia de que os ventos solares são reduzidos gradualmente à medida que avançamos em direção ao espaço interestelar não é verdadeira", disse Gurnett. "Mostramos com a Voyager 2, e antes com a Voyager 1, que existe um limite. É simplesmente surpreendente como plasmas formam limites".

Os ventos solares são um fluxo de partículas que sai constantemente do Sol. Essas partículas, basicamente prótons e elétrons, têm uma energia cinética (velocidade) muito grande. Os cientistas ainda têm muitas dúvidas sobre o assunto e, por isso, enviaram a missão Parker Solar Probe em agosto de 2018 até o Sol.

A Voyager 2 ultrapassou o limite do nosso Sistema a 18 bilhões de quilômetros do Sol. As naves foram lançadas com uma diferença de poucas semanas em 1977, mas chegaram ao espaço interestelar em uma distância basicamente igual, de acordo com a pesquisa.

"Isso mostra que a heliosfera [região com a influencia do Sol] é simétrica, pelo menos nos dois pontos onde as sondas cruzaram", disse Bill Kurth, co-autor do estudo.

Além das descobertas científicas incontáveis – Urano e Netuno, por exemplo, nunca mais foram visitados – as sondas também carregam mensagens para uma possível vida inteligente. Discos de ouro foram lançados ao espaço e levaram mais de 100 fotografias, músicas e informações sobre a Terra e a humanidade.

Fonte: Globo.com

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

BURACO NEGRO SUPERMASSIVO DA NOSSA GALÁXIA PRODUZ MISTERIOSO CLARÃO BRILHANTE.

Localizado no coração da Via Láctea, o buraco negro supermassivo Sagitário A* é considerado bastante calmo. Os níveis de atividades registradas ao longo dos anos são considerados baixos, com flutuações mínimas em seu brilho. No entanto, um misterioso clarão brilhante chamou a atenção de cientistas dos Estados Unidos e da Europa.

O astrônomo Tuan Do e seus colegas, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), passaram quatro noites estudando o Sagitário A* e relataram uma fonte luminosa irradiando um brilho 75 vezes maior que o convencional. “Fiquei bastante surpreso no começo e depois muito animado” disse Tuan Do.

“O buraco negro era tão brilhante que inicialmente eu confundi com a estrela S0-2, porque eu nunca tinha visto Sagitário A* tão brilhante”, completou o astrônomo. Porém, ainda não se pode explicar totalmente o que causou o flash, que foi registrado por mais de duas horas.

É provável que a mudança seja causada por um aumento na quantidade de gás sendo sugado para o buraco negro. O ano passado foi o período que a estrela S0-2 passou mais perto de Sagitário A*, cerca de 17 horas-luz, o que pode ter afetado a forma como os gases fluem para dentro do buraco. Essa ação pode levar a uma variação maior de atividades e a uma menor previsibilidade deles.

A única maneira de entender — ou tentar entender — o que causou o show de luzes celestes, é coletando mais dados do ocorrido. A equipe aguarda por informações de outros telescópios, incluindo o Spitzer e o Chandra, para compreender o fenômeno ocorrido em Sagitário A*. “Talvez nossos modelos precisem ser atualizados. Ainda não temos dados suficientes para uma explicação física definitiva”, concluiu Tuan Do.

Fonte: AH/UOL

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Novo estudo mostra que nem a Via Láctea é plana.

Nossa galáxia, a Via Láctea, é "torta" e "retorcida", e não plana como se pensava anteriormente. A conclusão é de um estudo publicado na prestigiada revista Science.

A análise das estrelas mais brilhantes da galáxia mostra que elas não estão em uma reta plana, como se costuma mostrar em textos acadêmicos e livros de ciências para o público leigo.

Astrônomos da Universidade de Varsóvia especulam que ela pode ter sido distorcida por interações passadas com galáxias próximas.

As representações criadas por artistas são, portanto, aproximações da forma mais verdadeira de nossa galáxia, de acordo com a pesquisadora Dorota Skowron, da Universidade de Varsóvia, na Polônia.

"A estrutura interna e a história da Via Láctea ainda estão longe de serem compreendidas, em parte porque é extremamente difícil medir as distâncias das estrelas nas regiões mais externas de nossa galáxia", disse ela.


Novo mapa tridimensional

Para obter uma imagem mais precisa, Skowron e seus colegas mediram as distâncias de algumas das estrelas mais brilhantes da Via Láctea, chamadas estrelas Cefeidas.

Estas são jovens estrelas massivas que brilham centenas ou milhares de vezes mais que o nosso próprio sol. Elas podem ser tão brilhantes que chegam a ser observadas mesmo na borda da galáxia.

Não só isso: elas também pulsam em intervalos regulares a uma taxa que está diretamente relacionada ao seu brilho.

Isto permite aos astrônomos calcular as distâncias das Cefeidas com grande precisão.

A maioria das estrelas foi identificada usando o telescópio OGLE (Optical Gravitational Lensing Experiment), que fica no observaório de Las Campanas, no deserto do Atacama (Chile).

Przemek Mroz, membro da equipe do OGLE, disse que os resultados foram surpreendentes.

"Nossos resultados mostram que a galáxia da Via Láctea não é plana. É 'torta' e retorcida nas bordas mais distantes do centro galáctico. A deformação pode ter acontecido através de interações passadas com galáxias satélites, gás intergaláctico ou matéria escura (material invisível presente nas galáxias, e sobre a qual pouco se sabe)."

Os resultados da pesquisa polonesa corroboram uma análise das estrelas Cefeidas publicadas em fevereiro na revista Nature Astronomy, por astrônomos da Universidade Macquarie na Austrália e da Academia Chinesa de Ciências.

Fonte: Globo.com


quarta-feira, 24 de julho de 2019

Vela solar “Lightsail 2” é aberta com sucesso no espaço.

A vela solar “Lightsail 2” foi aberta com sucesso no espaço nesta terça-feira (23). A missão Lightsail 2 tem como objetivo ser a primeira espaçonave na órbita terrestre movida unicamente por energia solar. A ideia por trás do experimento é, futuramente, baixar o custo da exploração espacial.

A Lightsail 2 é um projeto da Planetary Society, uma organização não-governamental fundada em 1980 por Carl Sagan, Louis Friedman e Bruce Murray, com o objetivo de difundir informações para os cidadãos sobre avanço e exploração espacial.

Em 2005 a Planetary Society lançou a primeira espaçonave movida a energia solar, a Cosmos 1, mas ela foi perdida por conta de uma falha no foguete de lançamento.

Dez anos mais tarde, em 2015, a sociedade lançou a LightSail 1 para um voo teste. Agora, em 25 de junho, o foguete Falcon Heavy, da empresa Space X, lançou a LightSail 2 com sucesso, como parte de uma missão das Forças Armadas americanas. Durante o lançamento a LightSail 2 foi acoplada com o Prox-1, um satélite construído por estudantes da universidade Georgia Tech.

O Prox-1 lançou a LightSail 2 ao espaço no dia 2 de julho, e nesta terça-feira, 23, a espaçonave abriu com sucesso sua vela solar. Agora, o veículo passará 30 dias circundando a órbita terrestre.

Fonte: Portal Terra/ Revista Planeta

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Astrônomos revelam a primeira imagem já registrada de um buraco negro.

Um anel de fogo, esta é a aparência do buraco negro. A imagem da estrutura foi revelada pela primeira vez na manhã desta quarta-feira (10), em Bruxelas, na Bélgica. O anel brilhante está no centro da galáxia Messier 87 (M87), a cerca de 50 milhões de anos-luz da Terra, e é formado a partir da luz que se dobra na gravidade em torno do buraco, que é 6,5 milhões de vezes mais massivo do que o Sol. Para se ter uma ideia, este corpo celeste tem 40 bilhões de quilômetros de diâmetro, ou seja, aproximadamente 3 milhões de vezes o tamanho da Terra, afirmaram os cientistas envolvidos na descoberta. 

A captura da imagem foi possível graças ao trabalho conjunto de pesquisadores de diversos países. Por meio do projeto Event Horizon Telescope (EHT), uma rede interconectada de oito telescópios ao redor do mundo foi instaurada. Os instrumentos envolvidos foram o Alma e o Apex, ambos no deserto do Atacama (Chile); o Iram, em Serra Nevada (Espanha); o James Clerk Maxwell (JCMT) e o Submillimeter Array (SMA), no Havaí (EUA); o Submillimeter Telescope (SMT), no Arizona (EUA); o Large Millimeter Telescope (LMT), no México; e o South Pole Telescope (SPT), na Antártida.

Este é o instrumento de maior resolução da história da astronomia já usado para tentar registrar a imagem de um buraco negro a 55 milhões de anos-luz de distância. Um dos pesquisadores da EHT, Avery Brodericjk, afirmou em coletiva de imprensa que este "é um momento extraordinário na ciência". 


Avanços para a ciência

O astrônomo e professor de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Luiz Augusto da Silva, explica que, com esta fotografia, a Teoria da Relatividade, desenvolvida por Albert Einstein, fica ainda mais fortalecida. 

— A M87 é uma galáxia gigante. É chamada, inclusive, de canibal porque ela engoliu as que eram menores do que ela e boa parte do material absorvido por ela acabou parando em seu núcleo. Isso fez com que a massa deste buraco negro aumentasse mais. Com uma massa tão concentrada, nada escapa do seu centro gravitacional, não há velocidade que consiga vencê-lo, nem mesmo a velocidade da luz — diz o professor. 

Fonte: CLICRBS

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Astrônomos procuram por sinais de vida alienígena em Andrômeda.

Um grupo de astrônomos deu os primeiros passos na busca por vida alienígena na galáxia de Andrômedra, como parte de uma nova pesquisa.

O projeto, chamado Trillion Planet Survey, está sendo organizado pela University of California, e acredita que se há uma civilização além da nossa que está enviando sinais pelo espaço, é possível encontra-los.

O time está buscando por transmissões de uma civilização similar ou mais avançada que a nossa, acreditando que ela possa estar enviando sinais de sua presença através de feixes ópticos, segundo um comunicado emitido pelos cientistas. Isto é conhecido como Optical SETI (Busca por Inteligência Extraterrestre, em tradução livre).

Baseados em um estudo de 2016 realizado por Philip Lubin, líder do projeto, a equipe realiza a busca apoiada na ideia de que há outra civilização que ainda não nos conhece, mas está tentando fazer contato.

Eles acreditam que, através de fotônica (a ciência da geração, emissão, transmissão, modulação, processamento, amplificação e detecção da luz), seria possível criar uma luz brilhante a ponto de ser vista por todo o universo. Seus esforços estão concentrados na galáxia de Andrômeda (também conhecida como M31) para encontrar a luz.

Utilizando uma série de imagens tiradas pelos telescópios que observam o local, eles vão criar uma foto única da galáxia e, então, compará-la com outra imagem tirada em outro momento. Se as fotos exibirem diferenças, poderá ser um indicativo de que algum sinal está sendo transmitido.

Como Andromeda está a 2,5 milhões de anos luz de nós, qualquer sinal detectado terá sido enviado há pelo menos 2,5 milhões de anos atrás – tempo suficiente para que a civilização já tenha chegado ao fim. Mas o time acredita que o risco é válido, de qualquer forma, inclusive com baixas chances de sucesso.

A equipe apresentou a pesquisa no workshop de assinaturas tecnológicas da NASA, em Houston – o mesmo workshop em que a agência espacial norte-americana discute se deve ou não voltar a buscar vida alienígena inteligente, algo que não é feito desde 1993.


segunda-feira, 23 de abril de 2018

Esses telescópios gigantes vão mudar muito do que sabemos sobre o universo.

Muito se fala sobre os telescópios espaciais, como Hubble, Kepler e, daqui em diante, James Webb e TESS, lançados ao espaço para varrer o céu e proporcionar descobertas sem precedentes. Mas, aqui na Terra, existem diversos telescópios de grande porte que acabam não ganhando os holofotes tanto quanto seus parceiros espaciais.

No caso de telescópios, não vale aquela máxima do "menos é mais". Como a astronomia depende essencialmente do estudo da luz, quanto maior o telescópio, melhor. E está surgindo toda uma nova geração de telescópios gigantes que vão mudar muita coisa que sabemos (ou achamos que sabemos) sobre o universo.

O deserto do Atacama, no Chile, é um dos melhores lugares do planeta para se construir um telescópio gigante. Não somente pela grande área disponível no local, que, ainda por cima, fica a 2.400 metros de altitude (o que reduz a distorção das imagens causadas pela atmosfera), mas especialmente pelo fato de que, por lá, o céu noturno é extremamente limpo e, ainda, o deserto tem mais de 300 noites claras por ano.

Entre as missões que serão conduzidas em telescópios gigantes construídos recentemente, bem como naqueles que serão inaugurados em breve, estão coisas como detectar a matéria escura, capturar imagens de buracos negros supermassivos, e estudar exoplanetas. Em conjunto, eles formam uma espécie de exército de "olhos" voltados para o céu, somando forças ao trabalho dos telescópios espaciais.

Event Horizon Telescope (EHT)
Este é o telescópio que promete registrar a primeira fotografia de um buraco negro. Esses objetos espaciais não foram fotografados ainda, uma vez que sua intensa gravidade não deixa nada escapar dali de dentro (nem mesmo a luz). Então, como será possível fotografar um buraco negro?

Tudo acontecerá por meio da radioastronomia, que combina dados de diversos radiotelescópios ao redor do mundo. O EHT já foi capaz de observar raios-X e gamma a partir de unidades no Chile, Espanha, Estados Unidos, México e até mesmo no Polo Sul.

Esses telescópios, interconectados, criam um medidor de luz praticamente do tamanho da Terra, na esperança de detectar o chamado "horizonte de eventos" (limite de um buraco negro que determina a partir de onde nada pode escapar) de dois buracos negros supermassivos. Um deles é o Sagittarius A, localizado no centro da Via Láctea, e o outro se chama M87, em uma galáxia na Constelação de Virgem.

Caso tudo dê certo (o que devemos descobrir ainda em 2018), finalmente a comunidade científica terá provas visuais de que a teoria da relatividade geral de Albert Einstein está correta. Vale lembrar que a teoria prevê o horizonte de eventos, mas, até então, ainda não tivemos uma confirmação visual comprovando as ideias do gênio.

Large Synoptic Survey Telescope (LSST)
Situado no Chile, este telescópio conseguirá, por volta de 2022, detectar asteroides no espaço que tenham potencial para causar danos ao planeta Terra. Sua câmera poderosa é capaz de tirar 800 fotografias por noite, capturando seis comprimentos de onda, desde a ultravioleta até o infravermelho.

Cada uma dessas imagens será gigantesca, com 15 terabytes de dados sendo produzidos diariamente. Com tanta informação, os astrônomos conseguirão gerar um mapa detalhado de bilhões de galáxias, estrelas e objetos ao redor do Sistema Solar.

European Extremely Large Telescope (E-ELT)
Também no Chile, este telescópio ajudará o TESS em sua missão para descobrir e analisar exoplanetas. Mas, enquanto o telescópio espacial identifica bloqueios de luz em frente a estrelas (sugerindo que, ali, está passando um planeta), o E-ELT será capaz de fotografar esses planetas que orbitam outras estrelas que não sejam o nosso Sol.

Espera-se que as imagens geradas por este telescópio sejam 16 vezes mais detalhadas do que as belíssimas fotografias capturadas pelo Hubble - e isso pode acontecer já em 2024. O E-ELT também será usado para estudar as galáxias mais antigas, bem como para medir a taxa de aceleração do universo em expansão.

Giant Magellan Telescope (GMT)
A ser finalizado em 2023, este telescópio também fica no Chile. Ele será o telescópio óptico mais largo do mundo e, graças aos dados obtidos pelo TESS, o GMT conseguirá analisar a composição química dos exoplanetas descobertos. Conforme explicou Patrick McCarthy, vice-presidente de operações e relações externas do GMT, "quando um planeta passa em frente à sua estrela, um grande telescópio no solo, como o GMT, pode usar seu espectro para procurar por impressões digitais de moléculas na atmosfera planetária".

Fonte: Portal Terra/Canaltech

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Astrônomo amador argentino flagra detonação de supernova em tempo real.

Por um golpe de sorte daqueles que fazem os ganhadores da Mega-Sena parecerem pessoas comuns, um astrônomo amador argentino apontou seu telescópio para uma galáxia exatamente no mesmo momento em que uma estrela explodiu por lá como supernova. O achado permitiu a raríssima oportunidade de estudar os primeiros momentos da detonação e assim explorar os detalhes de como ela se dá.

Aconteceu em 20 de setembro de 2016. Víctor Buso, de Rosário, na Argentina, estava testando uma nova câmera acoplada a seu telescópio com abertura de 40 centímetros, apontando-a na direção de uma galáxia espiral barrada chamada NGC 613, a cerca de 80 milhões de anos-luz de distância. (Isso, na prática, quer dizer que estamos vendo agora a luz que chegou até nós após 80 milhões de anos de viagem, o que quer dizer que estamos testemunhando o passado dessa galáxia.)

Enquanto fazia suas imagens de calibração, Buso percebeu que um novo astro brilhante apareceu na galáxia entre as primeiras e últimas imagens, feitas ao longo de apenas uma hora e meia. Ele havia flagrado, numa sequência sensacional de imagens, o antes e o depois de uma supernova.

Supernovas são novas só no nome — tratam-se de explosões de estrelas moribundas, ou mesmo de cadáveres estelares — e foram assim chamadas porque apenas parecem ser novidades no céu, uma vez que eram muito menos brilhantes antes da explosão.

No caso em questão, Buso rapidamente acionou colegas profissionais e foi possível fazer um estudo detalhado da supernova, classificando-a como do tipo IIb. Explicando: os tipos têm a ver com a assinatura de luz que elas apresentam. Todas as do tipo II têm traços de hidrogênio. Se esses traços se mantêm, elas entram nos tipos P, L ou n. Se os traços de hidrogênio desaparecem depois de um tempo, tornando-as mais parecidas como uma supernova de tipo I, elas são classificadas como IIb.

Tudo isso é astronomiquês, claro. Resumindo a ópera em português, o que Buso registrou foi uma estrela de alta massa, mas que já havia perdido a maior parte de sua camada mais externa de hidrogênio (provavelmente roubada pela gravidade de uma estrela vizinha), explodindo após terminar de esgotar seu combustível nuclear interno. Pelas estimativas dos pesquisadores ao estudar detalhadamente a detonação e contrastá-la com modelos teóricos, a estrela que originou a SN 2016gkg nasceu com cerca de 20 vezes a massa do Sol, mas já havia emagrecido para cerca de 5 massas solares no momento de sua explosão.

Foi um enorme golpe de sorte, que permitiu que os astrônomos modelassem com precisão todas as etapas que envolvem a colossal explosão, inclusive a inicial, da qual não se tinha informação precisa para este tipo de supernova. De acordo com a astrônoma Melina Bersten, do Instituto de Astrofísica de La Plata, na Argentina, a chance aleatória de tropeçar com um evento desses em algo como 1 a 10 milhões ou talvez até 1 em 100 milhões. (Caso você queira comparar com a chance de acertar as seis dezenas da Mega-Sena, é 1 em 60 milhões.)

Os resultados da descoberta e os dois meses subsequentes de observação foram publicados na edição desta semana da revista “Nature”.

Fonte: UOL/Mensageiro Sideral

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Os 3 fenômenos astronômicos que ocorrem simultaneamente entre sexta e sábado

É a de tirar do armário binóculos e telescópios porque entre a noite desta sexta-feira e a madrugada de sábado três fenômenos astronômicos vão ocorrer quase que simultaneamente: um eclipse lunar parcial, uma Lua de Neve e a passagem do cometa 45P.

O eclipse lunar ocorre quando a Terra fica entre a Lua e o Sol. Este alinhamento faz com que a sombra da Terra seja projetada sobre a Lua.

O que poderá ser observado neste fim de semana é conhecido como eclipse lunar penumbral: a Lua cheia vai perder um pouco do seu brilho intenso, como se houvesse um filtro ou véu na frente do disco lunar.

Segundo a Nasa, a agência espacial americana, o eclipse vai poder ser visto esta noite na Europa, África, oeste da Ásia e no leste das Américas do Sul e do Norte.

No Brasil, o fenômeno poderá ser observado de 20h34 às 24h53, pelo horário de Brasília de acordo com a Nasa.

Agora ou daqui a 5 anos
E o que é a Lua de Neve?

Este é o nome dado no hemisfério norte à primeira Lua cheia de fevereiro, época das tempestades de neve.

Entre algumas tribos indígenas da América do Norte, a Lua de Neve também é chamada de Lua da Fome, porque nesta época do ano é difícil caçar e conseguir alimentos.

Poucas horas depois do eclipse, será a vez do cometa 45P passar a cerca de 12 milhões de quilômetros da Terra - a menor distância desde 2011.

Descoberto em 1948, este cometa aparece a cada cinco anos e tem estado visível desde dezembro, de acordo com os astrônomos.

Quem quiser observá-lo esta noite vai notar uma luz tênue se movendo no céu. Se perder a chance, só em 2022...

Fonte: Portal Terra

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Área vulcânica da Etiópia dá pistas para a busca de vida extraterrestre.

No calor seco e opressivo um odor de enxofre e cloro toma conta do ar. A paisagem rochosa revela superfícies verde-limão e amarelas que se parecem com ovos mexidos gosmentos.

Piscinas de água ácida quase fervente borbulham entre estranhas formações de rochas e minerais: montinhos de sal branco em forma de colmeia, treliças amarelo-gema de crosta sulfúrica, detritos vermelho-arroxeados. Perto dali, rochas ricas em ferro têm o formato de cogumelos achatados. Sob o chão, um som oco ressoa e emite um chiado de líquido borbulhante. Cones e pequenas chaminés minerais balbuciam sussurros alienígenas.

Embora essa pareça uma cena extraterrestre, a paisagem pertence à Depressão de Danakil, na remota região de Afar, no nordeste da Etiópia, perto da divisa com a Eritreia.

Cerca de cem metros abaixo do nível do mar, a Depressão de Danakil é um dos lugares mais baixos do mundo. Trata-se também de um dos lugares mais quentes da Terra, com uma média de temperatura diária 34,4 graus Celsius e apenas 100 milímetros de chuva por ano.

Essa região vulcânica é conhecida como uma maravilha geológica. De fato, uma das poucas áreas minimamente estudadas da Depressão de Danakil envolve sua fantástica geologia, não sua biologia. Agora, os cientistas a pesquisam para entender as possibilidades de vida em outros planetas e luas, apesar da volatilidade política da região e os episódios esporádicos de violência entre a Etiópia e a Eritreia.

Este mês, uma equipe de astrobiólogos da Europlanet, um consórcio de órgãos de pesquisa e empresas que realizam pesquisas planetárias, voltou ao local para estudar a geologia, a mineralogia e especialmente a biologia da depressão, como um análogo da superfície de Marte.

Felipe Gómez Gómez do Centro de Astrobiologia de Madri liderou a primeira expedição da equipe no ano passado para estudar os extremófilos de Danakil, micróbios que vivem em condições extremas. Os pesquisadores de Madri, da Universidade de Bolonha e da Escola Internacional de Pesquisa em Ciências Planetárias, ambas na Itália, acompanhados por cientistas da Universidade de Mekelle, na Etiópia, estão isolando e identificando as bactérias que resistem a esse ambiente hostil de calor, acidez e salinidade elevados.

O objetivo é "tentar saber quais são os limites da vida e a possibilidade de subsistência dessas espécies em outros planetas, como Marte", afirmou Gómez, que é membro da equipe científica da Curiosity, a sonda de exploração da NASA que pousou em Marte há mais de quatro anos.

Ele também estudou outros extremófilos, tais como os micróbios que sobrevivem no Rio Tinto, ácido e rico em ferro, no sudoeste da Espanha. Para essa pesquisa, ele e os colegas expuseram um acidófilo a uma simulação das condições de Marte, descrita em um artigo de 2010 na revista científica Icarus.

Missões de Marte
As novas informações de Danakil poderiam ser aplicadas às missões de Marte. Estudar os micróbios de Danakil é "uma maneira de nos treinar para identificar diferentes formas de vida para a exploração astrobiológica", afirmou Gómez. Embora Marte atualmente tenha temperaturas baixíssimas, sua origem é vulcânica e pode ser similar aos primórdios da Terra.

Um dos objetivos é explorar formas de identificar sinais de vida em ambientes extremos. "O que é vida? Quais são seus limites? Os cientistas não concordam com uma definição. Se encontrarmos vida em Marte, seríamos capazes de reconhecê-la? Acredito que não", afirmou Gómez.

A Depressão de Danakil, uma fossa tectônica que se estende do vulcão de Dallol, na Etiópia, até as planícies salinas do Lago Assal, no Djibuti, se encontra na convergência de três placas tectônicas que se separam lentamente. À medida que a superfície se distancia e afina ao longo de milênios, a terra afunda ainda mais.

Há milhares de anos, o grade Deserto de Danakil fazia parte do Mar Vermelho. Entretanto, erupções vulcânicas formaram barreiras rochosas e criaram um mar continental que, com o passar do tempo, evaporou com o intenso calor. Vastas salinas e lagos de água salgada continuam a existir na região e ainda são explorados pelas tribos nômades de Afar, que transportam o sal de Danakil por meio de caravanas de camelos.

Dallol, que significa desintegração no idioma afar, é a área que abriga essas formações coloridas e extraterrenas. Aqui, o magma aquece a água do lençol freático, que sobe à superfície e dissolve o sal, a potassa e outros minerais quando emerge por meio de fontes termais. A salmoura evapora, deixando crostas coloridas por minerais, ferro e algas halófilas que vivem no sal, criando essa paisagem multicolorida.

Água a 90°C
Algumas piscinas de água chegam a 90 graus Celsius. A combinação de calor, acidez elevada e grande concentração de enxofre leva à formação de chaminés amarelas. Outras piscinas de água termal chegam a 40 graus Celsius e adquirem uma tonalidade turquesa, graças aos sais de cobre.

No ano passado, pesquisadores da Europlanet colheram amostras de água das chaminés de sal, das piscinas azuis e vermelhas, e das crostas marrons e amarelas. Embora halófilos – micróbios que sobrevivem em condições salinas – tenham sido identificados em Dallol, essa nova pesquisa é a primeira a se concentrar em micróbios que vivem em condições de acidez e calor extremos, além de alta salinidade, afirmou Gómez.

Os pesquisadores estão isolando bactérias e seu DNA e também realizam sequenciamento genético para identificar bactérias. Entre elas estão as quimiolitótrofas – micro-organismos que obtêm energia de compostos inorgânicos –, que são encontrados em águas termais e chaminés minerais. Esses microorganismos não precisam de luz do sol para obter energia e geralmente são encontrados em ambientes extremos como fontes hidrotermais no solo oceânico.

Primeiras bactérias da Terra
Esses organismos simples podem sobreviver como "uma minúscula bateria" e provavelmente estão entre as primeiras bactérias a surgir na Terra, afirmou Gómez, acrescentando que "é isso que os torna tão interessantes do ponto de vista astrobiológico".

Quimiolitótrofas podem usar compostos inorgânicos reduzidos – como sulfeto, enxofre elementar, hidrogênio e amônia – como fonte de energia, e são capazes de crescer sem compostos orgânicos e luz. Os cientistas creem que esse tipo de metabolismo ocorre apenas com procariotas, micróbios sem núcleo.

O enxofre é abundante em Dallol porque a área era coberta por oceanos no passado. Aqui, o vapor de enxofre sai de chaminés no chão. Nas obscuras profundezas marinhas, o enxofre pode ser a principal fonte de energia para determinados tipos de bactérias que vivem longe da luz solar. Em Dallol, as fontes de enxofre estão ao alcance da superfície da Terra.

Os cientistas ainda estão estudando as primeiras amostras de Danakil, mas "sabemos que há vida", afirmou Gómez.

A recente expedição vai se concentrar no relacionamento das bactérias com a atmosfera. Os pesquisadores vão estabelecer estações ambientais para registrar vento, temperatura, umidade, etc., "para estudar o ambiente por completo, como o que a Curiosity faz em Marte", afirmou Gómez.

Porém, nesse caso, os cientistas não precisarão sair da Terra.

Fonte: UOL

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O mistério do objeto mais esférico já encontrado no Universo.

Se tem algo raro de se encontrar no Universo, é uma esfera perfeita. Os planetas e as estrelas não são. As forças centrífugas a que são submetidos fazem com que sejam "esmagados" nos pólos.

Mas, a 5.000 anos-luz da Terra, está Kepler 11.145.123 (ou KIC 11145123), cuja esfera parece desafiar as leis da física. Trata-se do objeto mais esférico encontrado no espaço até agora.

A sua esfera está tão perfeitamente intacta que pesquisadores do Instituto Max Planck para o Sistema Solar e da Universidade de Gottingen, na Alemanha, estão intrigados em descobrir o que leva o objeto a ser alheio às turbulências do espaço.

"Kepler 11145123 é o objeto natural mais esférico que já medimos, é muito mais redondo do que o Sol", disse o astrônomo Laurent Gizon, chefe do estudo.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores usaram uma técnica conhecida como sismologia, ou asterosismologia estelar, que estuda a estrutura interna das estrelas e determina a esfericidade do objeto.

Passo de tartaruga
Ao girar em seus eixos, as luas, planetas e estrelas são submetidos a forças centrífugas que achatam seus pólos.

O nosso Sol tem um ciclo de rotação de 27 dias e o raio da sua circunferência é 10 quilômetros maior na sua linha do equador do que nos pólos. No caso da Terra, essa diferença é de 21 quilômetros.

Já a KIC 11145123 apresenta uma diferença de apenas 3 quilômetros, incrivelmente pequena se considerarmos que esta estrela tem um raio de 1,5 milhões de quilômetros, duas vezes maior do que o Sol.

O Sol é muito menor que Kepler 11145123, mas tem uma rotação mais rápida e um campo magnético distinto.

Embora os especialistas não tenham uma resposta conclusiva sobre a razão deste fenômeno, eles dão alguns palpites:

"A rotação desta estrela é surpreendentemente mais lenta, três vezes mais devagar do que o Sol, e não sabemos exatamente o motivo", disse Gizon à BBC.

"Mas, ao girar mais devagar, deforma menos", acrescentou.

Além disso, seu centro gira mais lentamente do que suas camadas externas.

Campo magnético
O especialista afirma que a rotação não é, no entanto, o único fator que determina a forma de uma estrela.

Também existe o campo magnético.

"Nós percebemos que esta estrela parecia um pouco mais arredondada do que previa sua rotação", diz o especialista.

"É por isso que também atribuimos sua forma à presença do campo magnético".

"Nós sugerimos que seu fraco campo magnético (muito mais fraco do que o do Sol) seja uma possível explicação para a sua esfericidade", relataram os autores do estudo, publicado na revista Science Advances.

Para os cientistas, a forma da estrela KIC 11145123 traz à tona dúvidas sobre a origem dos campos magnéticos.

"Este trabalho é um primeiro passo no estudo de formas estelares com a asterosismologia", conclui.

Fonte: Globo.com

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Descoberta do planeta Próxima B é uma das mais importantes.

Nessa última quarta-feira (25) foi confirmada a descoberta de um exoplaneta com tamanho semelhante ao da Terra e localizado a uma distância adequada de seu sol para permitir a presença de água na superfície e consequente existência de vida.

O planeta, que recebeu o nome de Próxima B, orbita ao redor da Próxima Centauri, a estrela mais próxima do nosso sistema solar, a 4,2 anos-luz da Terra.

Segundo o site Gizmodo, esta é uma das descobertas astronômicas mais importantes do século. O planeta recém-descoberto fica a uma distância de 7 milhões de quilômetros da sua estrela. Isto equivale apenas a 5% da distância entre a Terra e o Sol, mas, uma vez que a estrela Próxima Centauri é muito mais fria, o exoplaneta é uma "zona habitável" e tem uma temperatura que permite que a água se encontre em estado líquido.

O site destaca que ainda não se sabe se o planeta Próxima B tem atmosfera. O corpo celeste é submetido a um fluxo de raios-X emitidos pela estrela 400 vezes maior do que a Terra sofre, o que poderá ser um obstáculo à existência de atmosfera.

No entanto, o cientista alemão Ansgar Reiners frisa que tudo depende do tempo em que o exoplaneta foi formado. Se se formou quando estava a uma distância maior do seu sol, é possível que tenha atmosfera.

Sendo assim, isso seria "um grande sinal para a possibilidade de ter vida", diz o portal. Além disso, a estrela Próxima Centauri tem uma esperança de vida muito maior do que o nosso Sol, por isso um planeta habitável como este seria um local óbvio para a nossa civilização migrar quando o Sol se extinguir, dentro cerca de 5 bilhões de anos, cita a edição Abraham Loeb, da Universidade de Harvard.

Fonte: Portal Terra

Astrônomos captam imagem rara de antes e depois de explosão de estrela.

Imagens raras capturadas por astrônomos revelam em detalhes os momentos antes, durante e depois da explosão nuclear de uma minúscula estrela.

Esse tipo de explosão nuclear é conhecida como "nova clássica" e acontece quando uma anã branca (estrela menor e menos brilhante que as comuns) suga o gás de um objeto celeste próximo - esse processo leva de 10 mil a 1 milhão de anos.

Agora, uma equipe polonesa capturou uma dessas explosões a partir de um telescópio no Chile. As observações foram registradas na revista científica Nature e fazem parte de uma pesquisa de longo prazo que inicialmente visava detectar matéria escura no Universo.

O fluxo de imagens consistentes registrado nesse projeto, batizado de Experimento de Lentes Óticas Gravitacionais, permitiu que os pesquisadores vissem como o sistema de estrelas parecia antes da explosão, ocorrida em 2009.

Mesmo a uma distância de 20 mil anos-luz, com um ponto de luz fraco e pouco visível entre as estrelas mais brilhantes, as imagens ampliadas proporcionaram uma rara oportunidade para estudar o antes e depois de uma clássica explosão "nova".

"Graças às nossas observações de longo prazo, observou-se a 'nova' alguns anos antes e alguns anos depois da explosão", disse Przemek Mróz, o primeiro autor do estudo e estudante de doutorado no Observatório Astronômico da Universidade de Varsóvia.

"Isso é muito incomum, porque geralmente essas explosões só costumam atrair a atenção quando são muito brilhantes e estão em erupção", completou Mróz.

Hibernação hipotética
Considerados eventos violentos, essas explosões ainda são pouco compreendidas. Elas acontecem quando uma anã branca, algo como um remanescente morto de uma estrela média como o nosso Sol, está bloqueada numa órbita estreita com uma estrela ativa regular.

A órbita é tão estreita a ponto de serem necessárias apenas cinco horas para uma anã branca roubar o gás de sua companheira.

Essa matéria extra acumula-se na superfície da anã branca até que se inicie uma reação nuclear explosiva. Normalmente, essa explosão arranca apenas o material extra, deixando para trás a anã branca.

Mróz e seus colegas argumentam que seus resultados evidenciam um modelo de "hibernação" para uma explosão clássica "nova". Isso significa que, durante os intervalos entre as explosões, o sistema fica completamente escuro e a anã branca para completamente de "roubar" gás.

Esse modelo prevê uma transferência lenta e pulverizada da matéria entre as estrelas antes da explosão, e uma transferência relativamente rápida e brilhante depois - que é precisamente o que os pesquisadores poloneses acreditam ter capturado em imagens.

Questionamento dos colegas
Outros astrônomos estão menos convencidos das evidências que os pesquisadores alegam ter registrado, apesar de ressaltarem a importância dos dados.

"A coisa ainda está quente, não é algo consolidado. Ainda não sabemos o que o brilho de longo prazo vai ser após a explosão. Ainda estamos vendo o fim da explosão", comentou Christian Knigge, da Universidade de Southampton.

"É muito relativo", disse o professor Knigge disse à BBC News. Mas ele pondera que as imagens são observações fantásticas.

"Como observações, servem para testar as nossas teorias de como estas explosões funcionam - isso é realmente fantástico".

Knigge diz ainda que é possível medir o brilho as condições antes da explosão e usar esses dados para elaborar um modelo de erupção. "Temos uma boa medida de quanto tempo demora a diminuir o brilho e vamos continuar acompanhando."

O professor, contudo, não acredita que esses dados vão transformar a teoria da explosão clássica nova. "Na minha opinião, é muito cedo para afirmar que este é um caso claro de um sistema de hibernação que agora entrou em erupção."

Fonte: Portal Terra

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Telescópio capta pela 1ª vez estrela que dispara raios.

Usando um super telescópio em conjunto com outros aparelhos semelhantes na Terra e no espaço, astrônomos descobriram um novo tipo de estrela binária.

Ela fica no sistema estelar AR Scorpii, habitado por uma estrela anã branca que libera um raio de elétrons que atinge sua vizinha - uma estrela anã vermelha fria -, como se a estivesse "atacando".

Esse fenômeno faz com que todo o sistema pulse, se iluminando e escurecendo a cada 1,97 minuto.

O estudo com a descoberta será publicado na revista Nature nesta ultima quinta-feira (28/07).

Comportamento único
O trabalho começou em maio de 2015, quando um grupo de astrônomos amadores de Alemanha, Bélgica e Reino Unido se deparou com um sistema que se comportava como nenhum outro.

Isso fez com que a Universidade de Warwick, na Inglaterra, passasse a observá-lo, usando uma rede de telescópios que revelou sua verdadeira natureza.

O AR Scorpii fica na constelação de Escorpião, a 380 anos-luz de distância da Terra.

Sua estrela anã branca tem o tamanho do nosso planeta, mas uma massa 200 mil vezes maior. A estrela anã vermelha fria tem um terço da massa do Sol. Elas se orbitam num ciclo de 3,6 horas.

A estrela anã branca é muito magnética e gira em alta velocidade. Isso acelera elétrons até quase atingirem a velocidade da luz, fazendo com que sejam liberados em explosões que formam o facho. Quando ele atingem a estrela anã vermelha fria, todo o sistema pulsa intensamente.

"O sistema foi descoberto há 40 anos, mas não suspeitávamos que se comportava assim até começarmos a observá-lo em 2015", diz Tom Marsh, membro do grupo de astrofísica da Universidade de Warwick.

"Percebemos que estávamos vendo algo extraordinário alguns minutos depois de dar início à observação."

Colaboração
A princípio, quando o fenômeno foi visto pela primeira vez, chegou-se a conclusão de que a luminosidade do sistema variava a cada 3,6 horas, o que fez com que cientistas divulgassem incorretamente se tratar de uma única estrela.

Um comportamento assim já tinha sido observado em estrelas de nêutrons, que são alguns dos corpos celestres mais densos do Universo, mas nunca em uma estrela anã branca.

"Sabemos que estrelas de nêutrons pulsam assim há 50 anos e algumas teorias previam que estrelas anãs brancas também poderiam se comportar assim", afirma Boris Gänsicke, coautor do estudo.

"É fantástico ter encontrado um sistema assim. É um ótimo exemplo de colaboração entre astrônomos amadores e acadêmicos."

Fonte: Portal Terra/ BBC

Mancha de Júpiter pode ser fonte de calor.


Usando um telescópio infravermelho no Observatório Mauna Kea, no Havaí, os observadores constataram que uma grande mancha vermelha do planeta pode funcionar como uma bomba térmica que aquece a atmosfera superior a aproximadamente 1300°C - centenas de graus mais quente que em qualquer outro lugar do planeta.
 
De acordo com os cálculos dos cientistas, devido à distância de Júpiter do Sol, esperava-se que a energia solar que chega ao planeta deixasse a temperatura da parte superior de sua atmosfera em torno de 70°C negativos.

"Podemos ver quase imediatamente que as temperaturas máximas em altas altitudes estavam sobre a Grande Mancha Vermelha (GMV) - uma coincidência estranha ou um grande indício?", indaga o pesquisador James O'Donoghue, da Universidade de Boston.

O estudo foi publicado na revista Nature. Através de um processo de eliminação, os cientistas postularam que a mancha quente deve estar sendo aquecida pela tempestade abaixo. O processo exato dessa transferência de calor ainda é desconhecido, mas os especialistas adiantaram que ondas sonoras ou gravitacionais da parte de baixo poderiam ser responsáveis pelo aumento da temperatura.

A mancha foi captada numa fotografia no início deste mês pela sonda Juno da Nasa, quando se aproximava do sistema de Júpiter. Espera-se que a sonda, que realiza uma missão de 20 meses para mapear o planeta de polo a polo, tire fotografias de maior resolução em quadrantes mais próximos nas semanas a seguir.

A tempestade na mancha, que tem 22 mil quilômetros por 12 mil quilômetros de superfície, pode ser grande o suficiente para acomodar três vezes a Terra em sua área ativa.

O redemoinho colorido da tempestade de gases é descrito, às vezes, como "um perpétuo furacão", embora alguns cientistas tenham sugerido que ele esteja ficando cada vez menor.

Os primeiros relatos que teriam possivelmente delineado a mancha datam do século 17 e, em 1900, ela foi descrita como oval e de cor rosa salmão. Desde então, sua cor tem progressivamente ficado mais escura, e sua forma, mais arredondada.

Fonte: Portal Terra

terça-feira, 7 de junho de 2016

Astrofísicos conseguem escutar sons das estrelas mais antigas da Via Láctea.

Um grupo de astrofísicos da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, conseguiu registrar os sons de algumas das estrelas mais antigas da Via Láctea, segundo os resultados de um estudo divulgado nesta segunda-feira pela Real Sociedade Astronômica.

A equipe de pesquisadores afirmou que detectaram as oscilações acústicas ressonantes em M4, um das acúmulos de estrelas mais antigos conhecidos da Via Láctea, com uma antiguidade calculada de 13 bilhões de anos.

Graças aos dados da missão Kepler/K2 da Nasa (agência espacial dos Estados Unidos), iniciada em 2014, os especialistas estudaram a oscilações ressonantes das estrelas para o que usaram a astrossismologia.

Dita técnica estuda as oscilações periódicas das superfícies das estrelas, que são objetos fluidos, que vibram com certos períodos naturais.

Essas oscilações criam mudanças diminutas e pulsos na luminosidade, que são causados pelo som registrado dentro das estrelas. Medindo os tons dessa "música estelar" é possível determinar a massa e a idade de uma estrela.

Esta descoberta abre a porta para o uso da astrossismologia para o estudo da história mais recente de nossa galáxia.

"Da mesma forma que os arqueólogos podem revelar o passado escavando na terra, nós podemos usar o som do interior das estrelas para realizar arqueologia galáctica", comparou o professor Bill Chaplin.

A diretora do estudo, Andrea Miglio, da Escola de Física e Astronomia da Universidade de Birmingham, confirmou o entusiasmo da equipe por ser "capaz de escutar algumas das relíquias estelares de Universo", segundo um comunicado da instituição.

As estrelas estudadas constituem "realmente fósseis viventes que datam da época em que se formou nossa galáxia e esperamos agora poder revelar os segredos de como as galáxias em espiral, como a nossa, se formaram e evoluíram", acrescentou Miglio.

Outro dos autores do estudo, Guy Davies, afirmou que esta conquista proporcionou a prova de que a "astrossismologia pode dar as idades precisas das estrelas mais idosas da galáxia".

Fonte: Portal Terra