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sábado, 22 de julho de 2023

Jules (2023)



Em breve chegará aos cinemas, dos EUA, pelo menos, o filme JULES. A trama segue a história de Milton, um homem que vive uma vida simples em uma pequena cidade americana. Um dia, um OVNI cai em seu quintal com um extraterrestre dentro, a quem ele chama de "Jules". Enquanto Milton faz amizade com Jules, as coisas ficam complicadas quando seus vizinhos descobrem e o governo se envolve. Apesar dos desafios, Milton, Jules e seus vizinhos encontram significado e conexão por meio desse encontro inesperado mais tarde na vida.

Alguns sites sobre cinema comparam o filme como uma mistura "leve" entre E.T (1982) e COCOON (1985).


Fonte: IMDB / Bleecker Street

domingo, 11 de junho de 2023

Asteroid City + J A Hynek (tributo?)


    Posso estar enganado, mas eu vejo uma pequena homenagem ao famoso cientista, astrônomo e ufólogo Joseph Allen Hynek, no visual do personagem interpretado pelo ator Jason Schwartzman, no filme Asteroid City ( que estreia em agosto no Brasil).

Apesar do personagem dele, Augie Steenbeck, ser um fotografo de guerra, a sua caracterização, como estilo de barba, corte de cabelo, além do fato de fumar cachimbo, lembra fortemente traços comuns com a imagem popularmente conhecida de Hynek. Para atiçar mais ainda as especulações quanto a um possível tributo ao famoso ufólogo, o longa metragem conta em sua trama central com uma convenção de astrônomos amadores e a presença de alienígenas. Coincidências???

Fonte: Omelete / Focus Features

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

China finalmente liga seu colossal telescópio de rádio de caça a alienígenas.

O FAST, gigantesco telescópio de rádio feito para caçar aliens, está finalmente 100% operacional e aberto a pesquisadores de todo o mundo na China. 

FAST é a sigla de “Five-hundred-meter Aperture Spherical radio Telescope”, ou “Telescópio de Rádio Esférico de Abertura de 500 metros”. O dispositivo está pronto desde 2016, mas só foi ligado agora, depois de vários anos de testes. 


Potencial enorme 

O aparelho – um recorde para maior radiotelescópio de prato único, com diâmetro de meio quilômetro – é 2,5 vezes mais sensível que qualquer outro radiotelescópio do mundo, e possui um alcance possivelmente 4 vezes maior que o segundo mais largo telescópio de prato único. 

Agora que se encontra completo, deverá ajudar astrônomos de todo o mundo a estudar novos cantos do universo e talvez até descobrir sinais de vida alienígena. 

As descobertas potenciais são com certeza inúmeras – somente durante as rodadas de teste, os cientistas trabalhando no FAST encontraram 102 novos pulsares, mais do que o total descoberto por pesquisadores de todo os EUA e Europa no mesmo período.

Fonte: HYPESCIENCE

domingo, 10 de novembro de 2019

Vencedor do Nobel diz que alienígenas devem ser encontrados nos próximos 30 anos.

O astrônomo suíço Didier Queloz, vencedor do Prêmio Nobel de física de 2019, afirmou que a humanidade deve encontrar evidências de vida alienígena nos próximos 30 anos. "Não acredito que somos os únicos seres vivos do universo", disse ele durante um evento científico em Londres. "Existem planetas demais, estrelas demais, e a química é universal", completou o professor da Universidade de Cambridge.
De acordo com o cientista, a química que deu origem à vida terrestre também deve existir fora do nosso planeta. "Por isso acredito fortemente que deve haver vida em outros lugares", afirmou. Mas ele ressalta que não está falando de homenzinhos verdes. "A vida começou muito antes dos animais rastejarem na superfície da terra", disse.
Queloz recebeu o Prêmio Nobel deste ano junto com Michel Mayor pela descoberta do primeiro planeta fora do nosso sistema solar, em 1995. O cientista crê que é apenas uma questão de tempo até que uma tecnologia mais avançada seja capaz de detectar vida em planetas distantes.
"Abrimos uma nova janela em astrofísica - demonstramos que existem outros planetas como os que orbitam nosso sistema solar", disse Queloz. "Estamos expandindo nossos horizontes e, quando você começa a fazer isso, há muitas perguntas que pode começar a fazer... por que somos como somos?", concluiu.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Curso do Itamaraty pergunta como proceder em caso de invasão de alienígenas.

Em exercícios aplicados a alunos do curso de formação para promoção na carreira de oficial de Chancelaria, o Itamaraty perguntou o que eles fariam diante de uma “invasão de alienígenas oriundos de Beta Centauri”.

O questionamento faz parte de apostila dos alunos do curso deste semestre e foi inserido no exercício apresentado aos oficiais de chancelaria sobre gestão patrimonial.

A questão cria um cenário hipotético, no qual acontecem um terremoto, um tsunami, a explosão de uma bomba atômica e, enfim, a invasão de alienígenas.

Nessa situação quase apocalíptica, a apostila pergunta qual deveria ser a prioridade do responsável pela gestão patrimonial no ambiente descrito: “Um terremoto atingiu o Posto, ao mesmo tempo que um tsunami, a explosão de uma bomba atômica por um grupo terrorista e a invasão de alienígenas oriundos de Beta Centauri. Qual deverá ser a prioridade do responsável pela gestão patrimonial?”.

Procurado pelo blog, o Itamaraty, explicou, por meio da assessoria de imprensa, que o conteúdo que aborda a suposta invasão alienígena faz parte do material didático do curso de Gestão Patrimonial.

O objetivo principal seria reforçar que, em uma situação de extremo pânico, como abalos sísmicos, terremotos ou a dominação da Terra por extraterrestres, o mais importante seria a preservação da vida, e não a gestão dos bens patrimoniais.

“Terremotos, incêndios, guerras, invasões alienígenas, etc.: preocupe-se com as pessoas, não com os bens (existem também preocupações relacionadas a documentos e segurança de informações, mas que também estão fora da alçada da gestão patrimonial)", destacou a assessoria.

O Itamaraty acrescentou ainda que utiliza recursos retóricos para fins exclusivamente didáticos.

Segundo a assessoria do órgão, o item em questão diz respeito a um tópico dedicado a exercícios de fixação. O intuito principal desse tipo de lição de preservação de patrimônio é que o estudante "saiba responder que, em casos de risco à vida, o patrimônio deve ficar em segundo plano”.



Nota

Leia íntegra de nota da assessoria do Itamaraty sobre o assunto:


O excerto citado faz parte de material didático disponível na rede interna do Itamaraty e destinado a preparar servidores para as promoções na carreira de Oficial de Chancelaria.

O texto faz uso de um recurso retórico para fins exclusivamente didáticos.

O trecho consta da apostila de "Gestão Patrimonial", na qual, em seu módulo dois, o tema é "Princípio Zero", sendo o corolário desse princípio "se a situação de fato inspira pânico, então o problema não é de gestão patrimonial. Terremotos, incêndios, guerras, invasões alienígenas, etc.: preocupe-se com as pessoas, não com os bens (existem também preocupações relacionadas a documentos e segurança de informações, mas que também estão fora da alçada da gestão patrimonial)."

O item em questão trata de tópico dedicado a exercícios de fixação. O que se espera dessa lição de preservação de patrimônio é que o estudante saiba responder que, em casos de risco à vida, o patrimônio deve ficar em segundo plano.

Fonte: Globo.com

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Objeto interestelar pode ter sido enviado à Terra por alienígenas.

Dois cientistas do Centro de Astrofísica de Harvard acreditam que o ‘Oumuamua’, objeto interestelar visualizado no ano passado com ajuda de telescópios, pode ter sido enviado ao nosso Sistema Solar por alienígenas. Abraham Loeb e Shmuel Bialy, autores do estudo, levantaram a hipótese em artigo publicado na quinta-feira (1), quando tentavam explicar a aceleração do objeto.

O Oumuamua é um objeto raro: de acordo com o estudo, é o primeiro do tipo a entrar no nosso sistema solar. Ao tentar explicar seu deslocamento, os astrofísicos admitiram a possibilidade de que a rota do Oumuamua tenha sido direcionada, e não aleatória.

“Pode ser (parte) de uma sonda totalmente operacional enviada intencionalmente para as proximidades da Terra por uma civilização alienígena”, dizem os autores.

Três hipóteses para o Oumuamua
O físico, Renato Vicente, da Universidade de São Paulo (USP), explica que a hipótese de uma origem alienígena para o objeto tem relação com o fato de os telescópios terem flagrado algo muito raro.

De acordo com Vicente, a visualização da passagem do objeto pode significar três coisas:

1)Que muitos outros objetos do mesmo tipo circulam pelo espaço, e as atuais teorias que usamos para explicar sua existência não se aproximam do número real deles.

2)Que o objeto é mesmo raríssimo e tivemos muita sorte de ver um deles

3)Que ele seja um objeto artificial, por isso a hipótese de que seja um produto de origem alienígena é compativel

"Ao longo do período de tempo que estamos observando (o espaço interestelar), que é curto, a produção (criação de objetos do tipo) deveria ser, no mínimo, 100 vezes maior para que pudéssemos conseguirmos ver um." - Renato Vicente, vice-presidente do Instituto Principia

Vicente faz, no entanto, algumas ressalvas. “A explicação do objeto artificial parece fácil, mas não é. Envolve uma história anterior. Para ter uma civilização capaz disso, é preciso assumir que existe essa evolução numa sociedade, com a capacidade de fazer viagens interestelares. E a gente tenta assumir a menor quantidade de coisas possível”, lembra.

Explicação para o deslocamento
Na pesquisa, os astrofísicos de Harvard discutiram a possibilidade de que a pressão da radiação solar poderia estar por trás da aceleração do Oumuamua. Se esse for o caso, então o objeto “representa uma nova classe de material interestelar fino, ou produzido naturalmente, ou de origem artificial”, afirmam os autores do estudo.

Segundo eles, o Oumuamua tem um formato de panqueca.

“Considerando uma origem artificial, uma possibilidade é de que o ‘Oumuamua’ seja uma vela solar, flutuando no espaço interestelar como detrito de um equipamento tecnológico avançado" - Abraham Loeb e Shmuel Bialy, autores do estudo

A tecnologia de vela solar pode ser utilizada para transporte de cargas entre planetas ou entre estrelas, conforme afirmam os cientistas. No primeiro caso, lançamentos dinâmicos vindos de um sistema planetário poderiam resultar em detritos de equipamentos que não estão mais em operação. Isso, dizem os pesquisadores, poderia explicar várias anomalias do ‘Oumuamua’, como a geometria pouco comum.

"Velas solares com dimensões parecidas já foram construídas pela nossa civilização, incluindo o projeto Ikaros [no Japão], e a Iniciativa Starshot”, lembram.

A vela solar é o que faria o objeto continuar acelerando em sua trajetória mesmo depois de passar pelo Sol, explica Renato Vicente.

“O objeto vem de fora do Sistema Solar. É como se fosse passar direto pelo Sol, mas o efeito gravitacional faz com que faça uma trajetória em volta do Sol. Conforme se aproxima do Sol, ele dá uma acelerada enquanto perde massa no sentido oposto. O problema é que, quando está indo embora dessa trajetória, começa a perder massa no mesmo sentido, então você espera que ele desacelere. Em vez disso, acelera. A gente não conhece nenhum mecanismo natural que faça isso. Um mecanismo artificial é a vela”, diz.

Segundo a CNN, vários telescópios focaram no objeto por três noites para determinar o que ele era antes que se perdesse de vista.

“Nós tivemos muita sorte de que o nosso telescópio de levantamento do céu estava olhando para o lugar certo na hora certa para capturar esse momento histórico”, afirmou o oficial da Nasa Lindley Johnson no ano passado.

Fonte: Globo.com / G1

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Astrônomos procuram por sinais de vida alienígena em Andrômeda.

Um grupo de astrônomos deu os primeiros passos na busca por vida alienígena na galáxia de Andrômedra, como parte de uma nova pesquisa.

O projeto, chamado Trillion Planet Survey, está sendo organizado pela University of California, e acredita que se há uma civilização além da nossa que está enviando sinais pelo espaço, é possível encontra-los.

O time está buscando por transmissões de uma civilização similar ou mais avançada que a nossa, acreditando que ela possa estar enviando sinais de sua presença através de feixes ópticos, segundo um comunicado emitido pelos cientistas. Isto é conhecido como Optical SETI (Busca por Inteligência Extraterrestre, em tradução livre).

Baseados em um estudo de 2016 realizado por Philip Lubin, líder do projeto, a equipe realiza a busca apoiada na ideia de que há outra civilização que ainda não nos conhece, mas está tentando fazer contato.

Eles acreditam que, através de fotônica (a ciência da geração, emissão, transmissão, modulação, processamento, amplificação e detecção da luz), seria possível criar uma luz brilhante a ponto de ser vista por todo o universo. Seus esforços estão concentrados na galáxia de Andrômeda (também conhecida como M31) para encontrar a luz.

Utilizando uma série de imagens tiradas pelos telescópios que observam o local, eles vão criar uma foto única da galáxia e, então, compará-la com outra imagem tirada em outro momento. Se as fotos exibirem diferenças, poderá ser um indicativo de que algum sinal está sendo transmitido.

Como Andromeda está a 2,5 milhões de anos luz de nós, qualquer sinal detectado terá sido enviado há pelo menos 2,5 milhões de anos atrás – tempo suficiente para que a civilização já tenha chegado ao fim. Mas o time acredita que o risco é válido, de qualquer forma, inclusive com baixas chances de sucesso.

A equipe apresentou a pesquisa no workshop de assinaturas tecnológicas da NASA, em Houston – o mesmo workshop em que a agência espacial norte-americana discute se deve ou não voltar a buscar vida alienígena inteligente, algo que não é feito desde 1993.


quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Estamos sozinhos no Universo? Três acadêmicos de Oxford concluem que provavelmente sim.

"Onde estão?"
 
Foi a pergunta que o famoso físico italiano Enrico Fermi fez a seus colegas quando trabalhava no Laboratório Nacional de Los Alamos, nos Estados Unidos, em 1950.

Fermi discutia a existência de outras civilizações inteligentes e a aparente contradição entre as estimativas que afirmam haver uma alta probabilidade de essas civilizações existirem no universo observável - e a falta de evidências delas.

Somente na Via Láctea, a estimativa mais conservadora indica a existência de cerca de 100 bilhões de estrelas, muitas rodeadas por planetas. Por que, então, ainda não temos a comprovação de vida inteligente além do nosso planeta?

Se existem bilhões de possibilidades de que haja civilizações inteligentes, por que ninguém procurou entrar em contato?

Essa disparidade, que é conhecida como o paradoxo de Fermi, foi agora reavaliada por três acadêmicos da Universidade de Oxford.

E em seu estudo, intitulado Dissipar o Paradoxo de Fermi, eles dizem que é mais provável que a humanidade "esteja sozinha no Universo".


Equação 
 
Os três autores do estudo são Anders Sandberg, pesquisador do Instituto Futuro da Humanidade, da Universidade de Oxford, o engenheiro Eric Drexler, que popularizou o conceito de nanotecnologia, e Tod Ord, professor de Filosofia no mesmo centro acadêmico.

O novo trabalho deles analisa uma das bases matemáticas do paradoxo de Fermi, a chamada equação de Drake, proposta pelo astrônomo Frank Drake na década de 1960.

A equação foi concebida para estimar o número de civilizações detectáveis na Via Láctea e multiplica sete variáveis.

Duas delas, por exemplo, são N, o número de civilizações na Via Láctea cujas emissões eletromagnéticas são possíveis de detectar, e fp, a fração de estrelas com sistemas planetários.

Os três estudiosos de Oxford apresentaram uma versão atualizada da equação de Drake que incorpora "uma distribuição mais realista da incerteza".


"Sozinhos"

A equação de Drake foi usada no passado para mostrar que a quantidade de possíveis lugares onde poderia haver vida deveria produzir um grande número de civilizações.

Mas essas aplicações assumem "certeza em relação a parâmetros altamente incertos", apontam os autores do estudo.

"Nós examinamos esses parâmetros, incorporando modelos de transições química e genéticas nos caminhos em direção à origem da vida, e mostramos que o conhecimento científico existente corresponde a incertezas que abrangem várias ordens de magnitude. Isso faz uma grande diferença", acrescentaram Sandberg e seus colegas.

A revisão da equação com distribuições mais realistas de incerteza levou os autores a concluírem que "há uma probabilidade de 39% a 85% de que os seres humanos estejam sozinhos no Universo".

"Encontramos uma probabilidade substancial de que não haja outra vida inteligente em nosso universo observável e, portanto, não deveria haver surpresa quando não detectamos quaisquer sinais disso," afirmam os autores.

A maior incerteza "nos leva a concluir que existe uma probabilidade razoavelmente alta de estarmos sozinhos", reforçam eles.


Inteligência extraterrestre

Os autores do estudo não acreditam, no entanto, que os cientistas deveriam desistir de buscar inteligência extraterretre ou SETI, da sigla em Inglês.

Recentemente, por exemplo, cientistas descobriram a existência de complexas moléculas baseadas em carbono nas águas de Enceladus, uma lua de Saturno, que podem indicar que o local é capaz de abrigar vida - algo que só será comprado após muitos anos mais de pesquisas.

"Não estamos mostrando que essa busca (por vida extraterrestre) é inútil, pelo contrário", declarou Sandberg. "O nível de incerteza que temos de reduzir é enorme e a astrobiologia e a SETI podem desempenhar um papel importante na redução dessa incerteza de alguns parâmetros."

Não há respostas simples para o paradoxo de Fermi.

Se apesar da baixa probabilidade, for detectada vida extraterrestre inteligente no futuro, Sandberg diz que "não devemos nos surpreender muito".

Fonte: Portal Terra

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Nasa abre vaga para "protetor da Terra" contra ameaça alienígena.

Para quem sempre sonhou em manter a o planeta Terra protegido de invasões alienígenas, a Nasa lançou uma boa oportunidade. A agência espacial americana abriu uma vaga de emprego de "protetor planetário". A principal função do trabalho é evitar a contaminação biológica da exploração espacial.

Na descrição da vaga, a Nasa aponta que o funcionário irá zelar para que as espaçonaves que retornam à Terra não tragam contaminação alienígena e também para evitar o risco de que os voos espaciais carreguem materiais que possam contaminar outros planetas.

Além de curiosa, a vaga tem um bom salário previsto: de até US$ 187 mil anuais, o que corresponde a mais de R$ 580 mil.

Mas nem todo mundo pode se empolgar com a oportunidade. A vaga é restrita a cidadão americanos e experiência no trabalho com programas espaciais. Também é necessário assumir o compromisso de trabalhar sob o mais alto sigilo. O prazo de inscrição vai até o dia 14 de agosto.

Fonte: Clicrbs

terça-feira, 20 de junho de 2017

'Pelo bem da humanidade', Stephen Hawking faz apelo para que homem volte à Lua.

O cientista e físico britânico Stephen Hawking convocou países a enviarem astronautas à Lua até 2020. Para ele, é preciso também construir uma base lunar nos próximos 30 anos e enviar pessoas a Marte até 2025 - tudo isso pensando "no futuro da humanidade".

As previsões de Hawking almejam principalmente reacender programas espaciais globais, forjar novas alianças e dar à humanidade uma nova "sensação de propósito".

O cientista está participando do Starmus Festival, que celebra a Ciência e as Artes e está acontecendo em Trondheim, na Noruega. Ele reforçou lá seus desejos de um novo plano de expansão espacial.

"Essa expansão para o espaço pode mudar completamente o futuro da humanidade", disse o físico britânico.

"Tenho esperanças de que isso uniria países que competem entre si em torno de uma única meta, para enfrentar o desafio comum a todos nós. Um novo e ambicioso programa espacial serviria para engajar os mais novos e estimular o interesse deles em outras áreas, como astrofísica e cosmologia."

Questionado sobre se não seria melhor gastar o dinheiro disponível tentando resolver os problemas deste planeta, em vez de investi-lo no espaço, Hawking pontuou que é importante, sim, cuidar das questões urgentes daqui - mas agregou que pensar no espaço é importante para garantir o futuro da humanidade.

"Não estou negando a importância de lutar contra o aquecimento global e as mudanças climáticas aqui, ao contrário do que fez Donald Trump, que pode ter tomado a decisão mais séria e errada sobre esse tema que o mundo poderia esperar", disse. (No início do mês, o presidente americano anunciou a saída dos EUA do Acordo de Paris, pacto climático que visa impedir o aumento das temperaturas globais).

No entanto, o cientista ressaltou que as viagens espaciais são essenciais para o futuro da humanidade, principalmente porque a Terra está sob ameaça - justamente por conta de problemas como o aquecimento global e a diminuição dos recursos naturais.

"Estamos ficando sem espaço aqui e os únicos lugares disponíveis para irmos estão em outros planetas, outros universos. É a hora de explorar outros sistemas solares. Tentar se espalhar por aí talvez seja a única estratégia que pode nos salvar de nós mesmos. Estou convencido de que os seres humanos precisam sair da Terra", afirmou o físico.

Chefe da Agência Espacial Europeia, Jan Woerner disse que prevê a construção de uma base na Lua em 2024 e está colaborando com a Rússia para enviar uma sonda e testar um possível local para isso. A China já estipulou uma meta de enviar um astronauta à Lua em breve.

Já a Nasa não tem planos de voltar à Lua por enquanto e vem focando seus esforços no plano de enviar astronautas a Marte até 2030. No entanto, se outras agências espaciais começarem a colaborar entre si para a construção de uma base lunar, seria difícil ver a Nasa de fora dessa.

Para Hawking, o ponto principal é que não há futuro a longo prazo para nossas espécies na Terra: ele acha que seríamos atingidos por um asteroide novamente ou eventualmente engolidos pelo nosso próprio Sol. Ele ainda reforça que viajar para outros planetas distantes "elevaria a humanidade".

"Sempre que demos um novo salto, por exemplo a ida à Lua, unimos os povos e as nações, inauguramos novas descobertas e novas tecnologias", afirmou.

"Deixar a Terra exige uma movimentação global, todos devem estar juntos nisso. Precisamos fazer renascer a empolgação dos primórdios das viagens espaciais, na década de 1960."

Para ele, a colonização de outros planetas já não é mais tema de ficção científica. "Se a humanidade quiser continuar (a viver) por mais milhões de anos, nosso futuro residirá na ousadia de ir onde ninguém mais ousou ir. Espero que seja para o melhor. Nós não temos outra opção."

Fonte: Globo.com

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Área vulcânica da Etiópia dá pistas para a busca de vida extraterrestre.

No calor seco e opressivo um odor de enxofre e cloro toma conta do ar. A paisagem rochosa revela superfícies verde-limão e amarelas que se parecem com ovos mexidos gosmentos.

Piscinas de água ácida quase fervente borbulham entre estranhas formações de rochas e minerais: montinhos de sal branco em forma de colmeia, treliças amarelo-gema de crosta sulfúrica, detritos vermelho-arroxeados. Perto dali, rochas ricas em ferro têm o formato de cogumelos achatados. Sob o chão, um som oco ressoa e emite um chiado de líquido borbulhante. Cones e pequenas chaminés minerais balbuciam sussurros alienígenas.

Embora essa pareça uma cena extraterrestre, a paisagem pertence à Depressão de Danakil, na remota região de Afar, no nordeste da Etiópia, perto da divisa com a Eritreia.

Cerca de cem metros abaixo do nível do mar, a Depressão de Danakil é um dos lugares mais baixos do mundo. Trata-se também de um dos lugares mais quentes da Terra, com uma média de temperatura diária 34,4 graus Celsius e apenas 100 milímetros de chuva por ano.

Essa região vulcânica é conhecida como uma maravilha geológica. De fato, uma das poucas áreas minimamente estudadas da Depressão de Danakil envolve sua fantástica geologia, não sua biologia. Agora, os cientistas a pesquisam para entender as possibilidades de vida em outros planetas e luas, apesar da volatilidade política da região e os episódios esporádicos de violência entre a Etiópia e a Eritreia.

Este mês, uma equipe de astrobiólogos da Europlanet, um consórcio de órgãos de pesquisa e empresas que realizam pesquisas planetárias, voltou ao local para estudar a geologia, a mineralogia e especialmente a biologia da depressão, como um análogo da superfície de Marte.

Felipe Gómez Gómez do Centro de Astrobiologia de Madri liderou a primeira expedição da equipe no ano passado para estudar os extremófilos de Danakil, micróbios que vivem em condições extremas. Os pesquisadores de Madri, da Universidade de Bolonha e da Escola Internacional de Pesquisa em Ciências Planetárias, ambas na Itália, acompanhados por cientistas da Universidade de Mekelle, na Etiópia, estão isolando e identificando as bactérias que resistem a esse ambiente hostil de calor, acidez e salinidade elevados.

O objetivo é "tentar saber quais são os limites da vida e a possibilidade de subsistência dessas espécies em outros planetas, como Marte", afirmou Gómez, que é membro da equipe científica da Curiosity, a sonda de exploração da NASA que pousou em Marte há mais de quatro anos.

Ele também estudou outros extremófilos, tais como os micróbios que sobrevivem no Rio Tinto, ácido e rico em ferro, no sudoeste da Espanha. Para essa pesquisa, ele e os colegas expuseram um acidófilo a uma simulação das condições de Marte, descrita em um artigo de 2010 na revista científica Icarus.

Missões de Marte
As novas informações de Danakil poderiam ser aplicadas às missões de Marte. Estudar os micróbios de Danakil é "uma maneira de nos treinar para identificar diferentes formas de vida para a exploração astrobiológica", afirmou Gómez. Embora Marte atualmente tenha temperaturas baixíssimas, sua origem é vulcânica e pode ser similar aos primórdios da Terra.

Um dos objetivos é explorar formas de identificar sinais de vida em ambientes extremos. "O que é vida? Quais são seus limites? Os cientistas não concordam com uma definição. Se encontrarmos vida em Marte, seríamos capazes de reconhecê-la? Acredito que não", afirmou Gómez.

A Depressão de Danakil, uma fossa tectônica que se estende do vulcão de Dallol, na Etiópia, até as planícies salinas do Lago Assal, no Djibuti, se encontra na convergência de três placas tectônicas que se separam lentamente. À medida que a superfície se distancia e afina ao longo de milênios, a terra afunda ainda mais.

Há milhares de anos, o grade Deserto de Danakil fazia parte do Mar Vermelho. Entretanto, erupções vulcânicas formaram barreiras rochosas e criaram um mar continental que, com o passar do tempo, evaporou com o intenso calor. Vastas salinas e lagos de água salgada continuam a existir na região e ainda são explorados pelas tribos nômades de Afar, que transportam o sal de Danakil por meio de caravanas de camelos.

Dallol, que significa desintegração no idioma afar, é a área que abriga essas formações coloridas e extraterrenas. Aqui, o magma aquece a água do lençol freático, que sobe à superfície e dissolve o sal, a potassa e outros minerais quando emerge por meio de fontes termais. A salmoura evapora, deixando crostas coloridas por minerais, ferro e algas halófilas que vivem no sal, criando essa paisagem multicolorida.

Água a 90°C
Algumas piscinas de água chegam a 90 graus Celsius. A combinação de calor, acidez elevada e grande concentração de enxofre leva à formação de chaminés amarelas. Outras piscinas de água termal chegam a 40 graus Celsius e adquirem uma tonalidade turquesa, graças aos sais de cobre.

No ano passado, pesquisadores da Europlanet colheram amostras de água das chaminés de sal, das piscinas azuis e vermelhas, e das crostas marrons e amarelas. Embora halófilos – micróbios que sobrevivem em condições salinas – tenham sido identificados em Dallol, essa nova pesquisa é a primeira a se concentrar em micróbios que vivem em condições de acidez e calor extremos, além de alta salinidade, afirmou Gómez.

Os pesquisadores estão isolando bactérias e seu DNA e também realizam sequenciamento genético para identificar bactérias. Entre elas estão as quimiolitótrofas – micro-organismos que obtêm energia de compostos inorgânicos –, que são encontrados em águas termais e chaminés minerais. Esses microorganismos não precisam de luz do sol para obter energia e geralmente são encontrados em ambientes extremos como fontes hidrotermais no solo oceânico.

Primeiras bactérias da Terra
Esses organismos simples podem sobreviver como "uma minúscula bateria" e provavelmente estão entre as primeiras bactérias a surgir na Terra, afirmou Gómez, acrescentando que "é isso que os torna tão interessantes do ponto de vista astrobiológico".

Quimiolitótrofas podem usar compostos inorgânicos reduzidos – como sulfeto, enxofre elementar, hidrogênio e amônia – como fonte de energia, e são capazes de crescer sem compostos orgânicos e luz. Os cientistas creem que esse tipo de metabolismo ocorre apenas com procariotas, micróbios sem núcleo.

O enxofre é abundante em Dallol porque a área era coberta por oceanos no passado. Aqui, o vapor de enxofre sai de chaminés no chão. Nas obscuras profundezas marinhas, o enxofre pode ser a principal fonte de energia para determinados tipos de bactérias que vivem longe da luz solar. Em Dallol, as fontes de enxofre estão ao alcance da superfície da Terra.

Os cientistas ainda estão estudando as primeiras amostras de Danakil, mas "sabemos que há vida", afirmou Gómez.

A recente expedição vai se concentrar no relacionamento das bactérias com a atmosfera. Os pesquisadores vão estabelecer estações ambientais para registrar vento, temperatura, umidade, etc., "para estudar o ambiente por completo, como o que a Curiosity faz em Marte", afirmou Gómez.

Porém, nesse caso, os cientistas não precisarão sair da Terra.

Fonte: UOL

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Russos gravam onda de rádio: contatos imediatos ou só spam vindo do espaço?

Provavelmente isso não passa de um spam vindo do espaço sideral, o equivalente astrofísico de ligar para alguém sem querer com o celular no bolso. Mas ninguém sabe ao certo.

A atenção dos astrônomos do mundo e de uma parte da internet se voltou na semana passada para uma estrela na constelação de Hércules. Todos se perguntavam se o fim da solidão cósmica da humanidade realmente teria chegado.

Foi a partir deste local na constelação de Hércules que uma equipe de radioastrônomos russos gravou um pico de onda de rádio que durou dois segundos no dia 15 de maio do ano passado. Contudo, os russos não seguiram o protocolo comum, segundo o qual deve-se alertar outros observatórios para confirmar o sinal. Como resultado, ninguém mais sabia do pulso até o fim de agosto deste ano.

Esse pequeno sinal tinha o potencial de ser um "Alô" enviado de outro mundo, algo que os praticantes do SETI, sigla em inglês para a procura por vida extraterrestre inteligente, têm sonhado em encontrar desde o século passado. Ou talvez aquilo não passasse de um alarme falso de interferência terrestre, uma transmissão militar que se perdeu, ou algum tipo incomum de confusão astrofísica.

Os astrônomos já sabem que existe um planeta, com massa 17 vezes maior que a da Terra, circulando aquela estrela, que fica a 94 anos-luz daqui e responde ao pouco glamouroso nome HD164595.

Porém, ocorreram também alguns problemas, de acordo com os russos, liderados por Alexander Panov, da Universidade Estadual de Lomonosov Moscou. O sinal apareceu apenas uma vez em 39 observações, e para a produção a essa distância seria necessário um transmissor com a potência de ao menos um trilhão de watts, algo similar ao consumo energético de toda a humanidade.

Ademais, o design do telescópio russo, conhecido como Ratan-600, um círculo gigante de antenas no Cáucaso, perto da Geórgia, o torna suscetível, de acordo com os astrônomos, à radiação vinda de direções indesejadas, o que aumenta a chance de interferência de fontes militares e outras fontes terrestres.

O assunto finalmente se tornou público quando Claudio Maccone, diretor do comitê SETI da Academia Internacional de Astronáutica, divulgou uma descrição das observações pouco antes de um encontro do SETI que será realizado no dia 27 de setembro em Guadalajara, no México. Embora o relatório não diga que se trate de uma transmissão alienígena, ele diz que: "O monitoramento permanente desse alvo é necessário".

Em um e-mail enviado no dia 29 de agosto, Maccone, um dos membros da equipe, afirmou que concordava com os colegas:

"Eu também acredito que muito provavelmente não se trata de um sinal extraterrestre. Mesmo assim, aquilo precisava ser publicado, ao invés de ser mantido em segredo por mais de um ano, e foi isso que eu fiz: convenci os russos a publicarem os dados"

Depois que o jornalista especializado em astronomia Paul Gilster relatou o caso no blog Centauri Dreams, o sinal ganhou a internet.

Mas até o momento os resultados são irrelevantes. A partir da noite de 28 de agosto, os astrônomos do Instituto SETI de Mountain View, Califórnia, entraram em ação com o Allen Telescope Array, um conjunto de antenas em Hat Creek, Califórnia, construído especificamente para procurar transmissões alienígenas.

Após duas noites de observação, relatou Seth Shostak, porta-voz do instituto, "cobrimos todas as frequências reportadas pelos russos e outras mais... sem sucesso".

Enquanto isso, astrônomos do Breakthrough Listen, um novo projeto SETI financiado pelo filantropo e empreendedor russo Yuri Milner, utilizou o Telescópio Green Bank, em Green Bank, West Virginia, o maior radiotelescópio orientável do mundo, para checar a estrela. Eles só registraram ruído.

De fato, segundo a Tass, a agência de notícias russa, os pesquisadores também concluíram que seu sinal era resultado de interferência terrestre. De acordo com a pesquisadora Yulia Sotnikova, o observatório estava preparando uma nota oficial a respeito de qualquer afirmação midiática de contato extraterrestre.

Todo mundo planeja continuar observando, mas por enquanto o sinal da constelação de Hércules parece estar destinado a se juntar a outros alarmes falsos que caracterizaram a empreitada SETI, em especial o sinal "wow", que apareceu no radiotelescópio da Universidade do Estado de Ohio em 1977, mas nunca mais reapareceu.

Conforme afirmou Maccone por e-mail: "Houve casos similares no passado e provavelmente haverá outros no futuro. O importante é publicar tudo e trocar dados internacionalmente sobre as estrelas onde isso acontece".

Os astrônomos estão a procura de E.T.s desde que Frank Drake, atualmente na Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, apontou em 1960 uma antena para um par de estrelas e acreditou ter ouvido um sinal – o primeiro caso de alarme falso.

Mas nada desencorajou os astrônomos de uma ideia que é tão simples e poderosa quanto um poema: os sinais de rádio são capazes de servir de ponte entre estrelas de forma muito mais econômica que espaçonaves, permitindo que espécies distantes se comuniquem por meio de um rádio amador cósmico, ou de uma internet galáctica.

Existem mais de 100 bilhões de estrelas na Via Láctea e cerca de 9 bilhões de canais de rádio que somos capazes de captar – em outras palavras, um "palheiro cósmico" que até o momento quase não foi analisado.

Existem muitos estudos sobre os tipos de canais que os alienígenas poderiam utilizar e os tipos de sinais que poderiam enviar, além de muitos outros estudos que explicam porque não encontramos quaisquer evidências de sua existência até o momento (fora das bancas de jornais sensacionalistas).

Entre as possíveis respostas, a Terra poderia estar em quarentena, ou as espécies tecnológicas se matam muito antes de chegarem ao estágio de entrar em contato com outras formas de vida.

Ou, talvez a humanidade simplesmente não saiba o que exatamente está procurando. Sabemos apenas de um exemplo de vida e de inteligência no universo, me disse certa vez Jill Tarter, do Instituto SETI. Obviamente estamos falando de nossa própria biosfera.

"Nessa área, o número 2 é o número mais importante. Contamos um, dois, infinito. Agora queremos encontrar o número 2."

Fonte: UOL