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quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

China finalmente liga seu colossal telescópio de rádio de caça a alienígenas.

O FAST, gigantesco telescópio de rádio feito para caçar aliens, está finalmente 100% operacional e aberto a pesquisadores de todo o mundo na China. 

FAST é a sigla de “Five-hundred-meter Aperture Spherical radio Telescope”, ou “Telescópio de Rádio Esférico de Abertura de 500 metros”. O dispositivo está pronto desde 2016, mas só foi ligado agora, depois de vários anos de testes. 


Potencial enorme 

O aparelho – um recorde para maior radiotelescópio de prato único, com diâmetro de meio quilômetro – é 2,5 vezes mais sensível que qualquer outro radiotelescópio do mundo, e possui um alcance possivelmente 4 vezes maior que o segundo mais largo telescópio de prato único. 

Agora que se encontra completo, deverá ajudar astrônomos de todo o mundo a estudar novos cantos do universo e talvez até descobrir sinais de vida alienígena. 

As descobertas potenciais são com certeza inúmeras – somente durante as rodadas de teste, os cientistas trabalhando no FAST encontraram 102 novos pulsares, mais do que o total descoberto por pesquisadores de todo os EUA e Europa no mesmo período.

Fonte: HYPESCIENCE

sábado, 19 de janeiro de 2019

Estados Unidos e China dialogam para explorar a Lua.

As agências espaciais americana e chinesa estão dialogando e se coordenando para explorar a Lua, confirmou na sexta-feira (19) a Nasa, que deve operar em um âmbito legal muito rigoroso imposto pelo Congresso, receoso da transferência de tecnologia para a China.

O responsável pelas atividades científicas da Nasa, Thomas Zurbuchen, tuitou nesta sexta-feira (18) que a agência americana tinha "conversado com a China" para realizar observações por satélite do pouso da sonda chinesa Chang'e 4 no lado oculto da Lua em 3 de janeiro.


Exploração lunar

Na segunda-feira, o diretor-adjunto do programa chinês de exploração lunar, Wu Yanhua, afirmou em um coletiva de imprensa que a China tinha dado à Nasa a latitude, a longitude e o horário previsto do pouso da sonda, para que pudesse observar este acontecimento histórico com seu satélite Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO).

A Nasa, por sua vez, proporcionou a órbita prevista do LRO. Por fim, o satélite não pode estar no lugar adequado no momento exato.

A agência americana informou em um comunicado que estava interessada em observar a nuvem de poeira provocada pelo impacto do pouso com um instrumento montado no satélite.

"Por diferentes razões, a Nasa não foi capaz de ajustar a órbita do LRO para que estivesse em uma posição ótima para observar o pouso, mas a Nasa ainda está interessada na possibilidade de detectar a nuvem muito tempo depois do pouso", indicou a agência.


Planos de estação na órbita lunar

Este tipo de observações são úteis para futuras missões americanas, já que Washington quer voltar a enviar sondas e, em última instância, astronautas à Lua. A Nasa tem planos, inclusive, de montar uma estação na órbita lunar até 2026.

O satélite americano fotografará a sonda Chang'e 4 em 31 de janeiro, anunciou a Nasa, quando passar por cima dela, como já fez com a Chang'e 3 em 2013.

"A Nasa e a CNSA (agência espacial chinesa) acordaram que qualquer descoberta significativa que resultar desta coordenação deve se tornar pública para a comunidade científica mundial" em uma conferência do comitê da ONU para o uso pacífico do espaço extra-atmosférico que será realizada em Viena de 11 a 22 de fevereiro.

A legislação americana proíbe, desde 2011, qualquer cooperação espacial com a China que implique "uma transferência de tecnologia, dados ou qualquer informação que tenha implicações na economia ou na segurança nacional".

A Nasa indicou que a cooperação foi realizada de acordo com "as diretrizes do governo e do Congresso" e foi "transparente, recíproca e benéfica mutuamente".

A cooperação, no entanto, poderia ir mais longe, revelou o ideólogo principal do programa lunar chinês, Wu Weiren, que garantiu que os Estados Unidos pediu "há alguns anos" que a China estendesse de três a cinco anos a operação do satélite Queqiao, lançado em maio de 2018, que permite aos aparelhos que estão no lado oculto da Lua se comunicarem com a Terra.

Para qualquer cooperação mais ambiciosa, como a base internacional planejada pela China a longo prazo, "as restrições americanas serão uma barreira muito mais difícil de superar", advertiu à AFP Henry Hertzfeld, diretor do Space Policy Institute da Universidade George Washington.

O Congresso americano tem toda a liberdade de modificar os poucos parágrafos desta lei, aprovada como represália a uma série de ciberataques atribuídos a China.

Fonte: Globo.com

terça-feira, 14 de março de 2017

China planeja enviar sondas espaciais a 3 asteroides.

As autoridades da China planejam enviar sondas espaciais para estudar os movimentos de três asteroides e aterrissar em um deles para recolher amostras, informou no início do mês a imprensa oficial do país asiático.

O pesquisador do Observatório Montanha Púrpura da Academia Chinesa de Ciências Ji Jianghui revelou esses planos, com os quais os cientistas pretendem conhecer melhor as características dos asteroides e estudar seu formação e evolução para compreender as origens do sistema solar e da vida na Terra.

"O plano dos especialistas é que uma sonda voe perto de um asteroide, voe junto a outro asteroide durante um tempo, e aterrisse em um terceiro para realizar análise de amostras da superfície", disse Ji, em declarações citadas por vários veículos de imprensa oficiais.

A prioridade dos cientistas nessas missões será detectar asteroides próximos da Terra para calcular as probabilidades de colisão com nosso planeta.

"A China enviará a sonda lunar Chang E-5 à Lua e trará outra vez amostras este ano. Se esta missão tiver sucesso, significaria que a China, assim como o Japão, seria capaz de recolher amostras de asteroides para estudá-las em laboratórios na Terra", disse Ji.

A China espera enviar outra sonda ao hemisfério oculto da Lua em 2018 e também deve realizar em 2020 sua primeira missão de exploração de Marte, que aterrissará no planeta vermelho e recolherá amostras geológicas no terreno, que depois serão trazidas à Terra.

Além disso, as autoridades do país asiático planejam que, para 2022, sua própria estação espacial permanente esteja operacional.

Fonte: Portal Terra

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

China estuda viabilidade de uma estação de radar habitada na Lua.

O programa espacial chinês encarregou seus cientistas de estudarem a viabilidade de uma estação de radar habitada na Lua, um projeto que alguns questionam como excessivamente caro, informou no último domingo (21/08) o jornal "South China Morning Post".

O estudo começou este ano com um financiamento de 16 milhões de iuanes (US$ 2,4 milhões), e se propõe a hipotética instalação de uma antena de radar de até 50 metros de altura capaz de monitorar áreas da Terra muito mais extensas do que os satélites convencionais.

Com uma base deste tipo poderiam ser obtidas imagens mais claras de nosso planeta que permitissem um melhor estudo da superfície terrestre e marinha, ou inclusive do subsolo.

O radar lunar, por enquanto só um projeto, poderia ter uso científico (prognóstico meteorológico ou de terremotos, por exemplo) mas também militares, afirmou o jornal.

Um dos pais do plano é o especialista em radares Guo Huadong, da Academia Chinesa de Ciências, que já propôs esta possibilidade há três anos em uma revista científica de seu país.

Nela, ressaltou que a Lua poderia oferecer grandes vantagens para a observação terrestre frente aos satélites artificiais, desde uma melhor estabilidade a uma maior durabilidade dos aparelhos que se construam nela.

Também advertiu que uma estação deste tipo requereria uma enorme quantidade de energia, sobretudo para o envio de transmissões de rádio de alta intensidade, por isso que sugeriu que sua construção fosse acompanhada da instalação de uma central de energia solar ou nuclear em solo lunar.

Fonte: Portal Terra

quarta-feira, 25 de maio de 2016

China constrói observatório gigante para buscar estrelas e vida extraterrestre.


O maior radiotelescópio do mundo está sendo construído na China. Sua antena tem 500 metros de diâmetro e será a mais nova ferramenta dos astrônomos para procurar estrelas distantes e vida extraterrestre.

A obra vem sendo construída há cerca de 5 anos, a um custo aproximado de mais de R$ 500 milhões.

Fonte: Globo.com / BBC

sábado, 23 de abril de 2016

China confirma que enviará missão a Marte por volta de 2020.

A China confirmou, ontem, sexta-feira, que planeja enviar um veículo explorador a Marte por volta de 2020, em uma nova passagem de seu ambicioso programa espacial, que inclui também colocar em serviço uma estação orbital própria.

A missão ao planeta vermelho "deve orbitar em torno de Marte, aterrissar em sua superfície e desdobrar um veículo robô", anunciou em entrevista coletiva o diretor da Administração Nacional do Espaço e vice-ministro de Indústria, Xu Dazhe.

A China já enviou uma sonda à superfície lunar, assim como outras naves que orbitaram em torno do satélite, mas Xu insistiu na complicada missão a Marte, já que representa se atirar "à exploração do espaço profundo".

O objetivo é que a nave não tripulada aterrisse em Marte, após vários meses de viagem, em 2021, coincidindo com o centenário da fundação do Partido Comunista da China, segundo avançou no mês passado um responsável do projeto.

A China tentou em novembro 2011 o lançamento de uma sonda a Marte, a "Yinghuo 1", em parceria com a Rússia, mas a missão, lançada desde a base cazaque de Baikonur, não conseguiu sair da órbita terrestre e acabou se desintegrando e suas partes caíram no oceano Pacífico dois meses depois.

O ambicioso programa espacial chinês vai ganhar velocidade na segunda metade deste ano, com seu segundo laboratório espacial, denominado Tiangong-2, que o país assegura que será muito melhor do que o Tiangong-1 lançado em 2011.

Além disso, a agência espacial chinesa prevê lançar nos últimos meses deste ano uma nova missão tripulada, que marcará o retorno dos astronautas deste país à órbita terrestre após as cinco realizadas entre 2003 e 2013.

Esta missão tripulada, a bordo de uma nave Shenzhou-11, se acoplará ao laboratório espacial para uma missão de 30 dias.

Finalmente, a China prevê lançar em 2018 o módulo central de sua futura estação espacial, uma instalação que espera ter em serviço em 2022.

As autoridades chinesas lembraram estes objetivos durante esta semana dentro da apresentação do primeiro Dia do Espaço, que será celebrado no domingo em comemoração do 46° aniversário do lançamento do primeiro satélite espacial chinês.

Fonte: Portal Terra