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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

PNEUMO PLANET

    A NASA planeja levar humanos novamente à Lua com o programa Artemis. Artemis é um programa de voo espacial tripulado desenvolvido pela NASA e parceiros internacionais, com o objetivo de pousar a primeira mulher e o próximo homem na Lua (entre os anos de 2025 e 2026), além de facilitar as viagens de astronautas e também para que eles possam ficar no local realizando pesquisas científicas. Sendo assim, a empresa austríaca PneumoCell, através de financiamento da Agência espacial Europeia (Esa), desenvolveu um projeto chamado PneumoPlanet, que destina construir bases lunares constituídas de 16 estufas que podem comportar até 32 astronautas.


Fonte: OLHAR DIGITAL/NASA/PNEUMOCELL

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Startup canadense quer usar rovers para fornecer energia na Lua.

A startup STELLS SPACE, com sede em Toronto, está desenvolvendo um rover chamado Mobile Power Rover (MPR-1) que seria capaz de fornecer energia para espaçonaves lunares por meio de carregamento sem fio. A empresa garantiu uma data de lançamento em novembro de 2024 por meio de um foguete SpaceX Falcon 9 e um módulo de pouso da Intuitive Machines , com um pouso provisório na lua em janeiro de 2025.


Fonte: https://techcrunch.com/

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Cientistas cultivam plantas em solo lunar pela primeira vez na história.

Em um marco para a ciência, cientistas cultivaram plantas em solo lunar usando amostras coletadas durante as missões Apollo à Lua. Esta é a primeira vez que as plantas brotam e crescem na Terra no solo de outro corpo celeste.

A matéria completa pode ser lida aqui no site da CNN.

Fonte: CNN

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Retorno à Lua pode demorar mais ainda.

Na última semana, a Nasa anunciou que o primeiro voo tripulado à Lua no programa Artemis, depois de mais de 50 anos desde a última missão, não acontecerá em 2024, como programado. Em vez disso, segundo o administrador Bill Nelson, ele será realizado “não antes de 2025”.

A matéria completa pode ser lida aqui.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Índia perde contato com sonda que deveria pousar na Lua.

O sonho de se tornar o quarto país do mundo a pousar na Lua terminou, pelo menos por enquanto, para a Índia. O país perdeu, na noite desta sexta-feira (6), a comunicação com a sonda que enviou rumo à Lua. O sinal não foi mais detectado pouco antes do horário previsto de pouso. As informações são da agência espacial indiana.

— A descida do Vikram estava em andamento conforme o planejado e foi observado um desempenho normal. Posteriormente, a comunicação da sonda com a estação terrestre foi perdida. Os dados estão sendo analisados. — disse o presidente da Organização Indiana de Pesquisa Espacial (Isro), K. Sivan, na sala de controle.

O Vikram era uma das peças da missão lunar Chandrayaan-2, cujo lançamento ocorreu no sul da Índia em 22 de julho. Com ela, a Índia esperava tornar-se o quarto país do mundo a concluir um pouso no satélite terrestre, depois dos programas espaciais soviéticos, americanos e chineses.

A meta seria explorar o polo sul lunar, cuja análise do gelo ali presente poderia contribuir para calcular a incidência de terremotos. Também poderia vir dali informações sobre os materiais para a produção de combustíveis para veículos espaciais.

O primeiro-ministro do país, Narendra Modi , que foi ao centro espacial de Bangalore para acompanhar o pouso, disse aos cientistas que eles "fizeram (até agora) não é um pequeno avanço".

— Altos e baixos acontecem na vida. Seu trabalho duro nos ensinou muito e toda a nação tem orgulho de vocês — acrescentou. — Se a comunicação (com a sonda) retornar... vamos torcer pelo melhor... Nossa jornada continuará. Sejam fortes. Eu estou com vocês.

Fonte: CLICRBS

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Nave israelense espalha tardígrados pela Lua.

A espaçonave Beresheet, que se chocou na Lua em 11 de abril, levava um carregamento de arquivos sobre o planeta Terra, DNA humano e um lote de centenas destes animais microscópicos e extremamente resistentes.


Os tardígrados são animais microscópicos e um tanto quanto esquisitos. Mas também são bichos extremamente resistentes. Eles conseguem sobreviver a temperaturas gélidas ou escaldantes (até 150°C) e a níveis de radiação de 5 mil Gy, cerca de 1000 vezes mais que um ser humano pode suportar.

Agora, centenas destes microscópicos animais estão espalhados pela Lua. Em 11 de abril deste ano, a espaçonave israelense Beresheet estava prestes a se tornar a primeira nave privada a pousar no nosso satélite. Mas, pouco antes do pouso, o controle da missão perdeu controle com a nave e ela se chocou no solo lunar.

Uma das coisas que a nave levava era um carregamento da Fundação Missão Arca, uma organização sem fins lucrativos cujo objetivo é montar um “backup” da humanidade, ou seja, arquivar conhecimento e espécies do nosso planeta para as gerações futuras.

No carregamento da Arca havia arquivos digitais contendo o equivalente a 30 milhões de páginas de informações em livros, imagens, enciclopédias, etc, amostras de DNA humano e centenas de tardígrados.

Em entrevista à revista Wired, Nova Spivack, fundador da Fundação Missão Arca, disse que, com base em análises da trajetória e de imagens da queda da espaçonave, é possível que seu carregamento tenha sobrevivido sem grandes danos.

O segredo dos tardígrados é que eles conseguem se encolher como sementes e expulsar a água do corpo, “desligando” seu metabolismo. É nessa condição de hibernação que eles conseguem sobreviver a condições extremas, e é nesse estado desidratado que os animais foram enviados à Lua.

Em pesquisas anteriores, cientistas conseguiram reviver tardígrados desidratados durante anos ao colocá-los na água. Uma vez reavivados, eles voltam a comer e se reproduzir normalmente.

Em entrevista ao jornal “The Guardian“, Lukasz Kaczmarek, especialista em tardígrados e astrobiólogo na Universidade Adam Mickiewicz, em Poznan, na Polônia, disse que a chance de que os animais na Lua revivam sozinho é mínima. O cientista afirmou que os bichinhos não poderiam colonizar o satélite, já que não há atmosfera ou água líquida lá. Mas seria possível trazê-los de volta à Terra e tentar revivê-los.

Quem sabe um dia alguma equipe de astronautas consiga reaver a carga da Arca e fazer essa experiência com esses animais fascinantes.

Fonte: Revista Planeta

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Índia lança a Chandrayaan-2, missão inédita até a Lua.

A Índia enviou nesta segunda-feira (22) a missão Chandrayaan-2, destinada a pousar na Lua em 6 de setembro deste ano. O foguete GSLV-MkIII, da agência espacial indiana ISRO, decolou à 1h43 (06h13 de Brasília) da plataforma de lançamento de Sriharikota.

A missão começa uma semana depois de a primeira tentativa ter sido cancelada 56 minutos antes da decolagem. Segundo os cientistas, "um obstáculo técnico" impediu o lançamento. Mais tarde, eles anunciaram que um dos tanques do foguete estava perdendo a pressão.

"A questão de baixa pressão foi resolvida", disse Vivek Singh, porta-voz da Organização de Pesquisa Espacial Indiana nesta segunda-feira. "O clima está perfeito".

O presidente da agência espacial indiana, Kailasavadivoo Sivan, disse ao jornal "The Guardian" que a equipe de pesquisadores trabalhou incansavelmente para consertar a falha.

"É o início de uma jornada histórica da Índia em direção à Lua. Aterrissar em um local perto do polo sul deve ajudar a realizar experimentos científicos para explorar o inexplorado", disse Sivan.

O primeiro-ministro indiano, Navendra Modi, escreveu em sua conta no Twitter que o lançamento da Chandrayaan-2 mostra a destreza dos cientistas do país. Segundo o post, o país investiu 1,3 bilhão de rupias indianas (cerca de R$ 70,6 milhões).

Fonte: Globo.com

domingo, 19 de maio de 2019

Missão no lado oculto da Lua tenta explicar sua origem

Primeiras amostras coletadas por robô enviado pela China dão força à teoria de que satélite se formou a partir de uma colisão da Terra com um corpo celeste.

Cientistas chineses publicaram na última quarta-feira (15/05) na revista científica Nature as primeiras descobertas da coleta de dados do rover Yutu-2 na face oculta da Lua, lado que não pode ser visto da Terra e onde os seres humanos nunca estiveram.

A missão chinesa Chang'e-4 foi a primeira a aterrissar no lado mais afastado da Lua. A sonda investiga a composição do manto lunar, para explicar a evolução e formação do satélite. Com as recentes descobertas, ganha força a hipótese de que a origem da Lua esteja relacionada à colisão da Terra com um corpo celeste.

A sonda Chang'e-4 aterrissou na cratera lunar Vón Kármán no dia 3 de janeiro e instalou o rover Yutu-2 para explorar a Bacia do Polo-Sul-Aitken. A Vón Kármán tem 2,5 mil quilômetros de diâmetro e é considerada uma das maiores crateras de impacto conhecidas no Sistema Solar.

As amostras recolhidas pelo rover revelaram vestígios de olivina, o que levou os investigadores a especular que o manto pode conter olivina e piroxena em iguais quantidades, em vez do domínio de um destes minerais. A olivina é um dos principais componentes do manto terrestre, o que pode confirmar a teoria de que a Lua se formou de algum material que a Terra perdeu após um choque com um corpo celeste. Os minerais encontrados são, por sua vez, distintos das amostras da superfície lunar.

De acordo com a hipótese, quando a Terra sofreu o impacto da colisão com um corpo celeste, algum material teria se desprendido, aglomerando-se e formando a Lua. Os elementos mais leves ficaram na superfície, mas os minerais mais densos, como é o caso da olivina, caíram no manto lunar. Desta forma, a investigação chinesa poderá conduzir a um maior conhecimento acerca da evolução lunar e à confirmação da existência de um oceano de magma, teoria que ainda não foi confirmada.

"Nossos resultados apoiam a teoria do oceano de magma lunar e demonstram que a hipótese pode ser usada para descrever a história da evolução inicial da Lua", disse Chunlai Li, um dos cientistas que assinam o estudo publicado na Nature.

Para a equipe da pesquisa, conhecer a história da Lua pode abrir uma janela sobre a evolução da Terra e de outros planetas rochosos, porque sua superfície está relativamente intacta em comparação com a superfície inicial da Terra.

O rover continuará explorando o local e retirará mais material do solo. O plano da China é, em 2020, enviar à Lua a sonda Chang'e 5, com o objetivo de regressar à Terra com as amostras recolhidas.

Ao contrário do lado mais próximo da Lua, que sempre está voltado para a Terra e tem muitas áreas planas, o outro lado é montanhoso e acidentado.

Fonte: CLIMATEMPO

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Blue Moon: homem mais rico do mundo apresenta nave que pretende enviar à lua.

— Coisas grandes começam pequenas. 

Foi com essa frase que Jeff Bezos, nome à frente da gigante norte-americana Amazon, finalizou sua fala após apresentar o módulo lunar Blue Moon, criado pela Blue Origin – companhia de turismo e exploração espacial do empresário. O evento ocorreu na quinta-feira (9) em Washington, nos Estados Unidos. 

Segundo a jornalista da CNN Business Jackie Wattles, que acompanhou o evento dirigido à imprensa, Bezos iniciou sua apresentação falando sobre sua paixão pelo espaço e como o programa Apollo o inspirou. O CEO também explicou como viagens espaciais podem resolver problemas da Terra. 

Após muito mistério, ele finalmente apresentou o módulo lunar da Blue Origin. A nave foi projetada para pousar e se recuperar na superfície da lua. 


— Este é um veículo incrível e ele vai para a lua — comemorou Bezos. 


Para Bezos, o grande desafio da viagem à lua é o motor da espaçonave. Por esse motivo, sua equipe trabalhou ao longo de três anos no desenvolvimento do BE-7, que pode ser testado ainda neste verão (durante o período de inverno do Hemisfério Sul). 


— É hora de voltar para a lua, desta vez para ficar — argumentou. 


Cercado de segredos, o evento virou assunto na mídia. De acordo com a CNN, os convites enviados à imprensa se limitavam a dizer que Bezos e a Blue Origin iriam dar uma atualização sobre o "progresso e compartilhar a visão de ir ao espaço para beneficiar a Terra". Jackie Wattles afirmou que os porta-vozes da Blue Origin se recusaram a fornecer maiores detalhes prévios sobre o evento. 

Fonte: CLICRBS

terça-feira, 7 de maio de 2019

Nave espacial da Nasa deve colidir com pequena lua em 2022

A Nasa revelou detalhes sobre o plano de atingir, com uma nave espacial, pequena lua que orbita o asteroide Didymos. O choque, previsto para 2022, é o primeiro teste de uma técnica de defesa da Terra contra colisões. Uma campanha internacional faz observações com telescópios para entender o sistema onde se encontra o alvo.

— O sistema Didymos é muito pequeno e muito longe para ser visto como algo maior que um ponto de luz, mas podemos obter os dados que precisamos medindo o brilho desse ponto de luz — disse nesta segunda-feira (6) Andy Rivkin, um dos coordenadores da equipe de investigação.

Os pesquisadores ainda não têm certeza sobre a composição do alvo: se de rocha sólida, entulho solto ou areia. Uma superfície mais macia absorveria grande parte da força de impacto e não pode ser empurrada tão drasticamente como uma nave espacial que atingisse uma superfície mais rígida.

A equipe da Nasa verá de perto o sistema de asteroides graças a um gerador de imagens italiano. O satélite cubo, do tamanho de uma caixa de sapatos, registrará o impacto da nave espacial e suas consequências. A nave, chamada Teste de Redirecionamento de Asteroide Duplo (Dart, na sigla em inglês) levará um sistema de navegação ótica para capturar imagens que ajudarão a atingir seu alvo.


Seis quilômetros por segundo

A nave Dart se chocará contra o asteroide a uma velocidade de aproximadamente seis quilômetros por segundo. A colisão mudará a velocidade da lua em sua órbita ao redor do corpo principal em uma fração de 1%, o suficiente para ser medida usando telescópios na Terra. 

O custo total para lançar a nave é de aproximadamente US$ 69 milhões (quase R$ 270 milhões), o que inclui o serviço de lançamento e outros custos relacionados à missão. O anuncio foi feito pela agência espacial norte-americana por meio de um comunicado em seu site oficial.

Fonte: CLICRBS

sexta-feira, 12 de abril de 2019

O que aconteceu com a sonda israelense que falhou ao tentar pousar na Lua.

A tentativa israelense de enviar uma sonda à Lua fracassou no último momento ao cair na superfície lunar após sofrer uma falha de motor durante o processo de alunissagem.

— Não conseguimos, mas definitivamente tentamos — disse o impulsor do projeto, Morris Kahn, em um vídeo desde o centro de controle perto de Tel Aviv.

Se a alunissagem desta sonda, a primeira desenvolvida por uma organização privada, tivesse sido concretizada, Israel teria se tornado o quarto país a conseguir isso, após Rússia, Estados Unidos e China.

—Acredito que a conquista de ter chegado aonde chegamos é realmente tremenda, acredito que podemos estar orgulhosos — disse Kahn.

Durante a transmissão, foi possível escutar o pessoal de controle dizendo que os motores para desacelerar a descida da nave e permitir um pouso suave tinham falhado e o contato com a sonda havia sido perdido.

— Se você não consegue de primeira, tente de novo — disse o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, na sala de controle, onde observou o processo junto com o embaixador dos Estados Unidos em Israel, David Friedman.

Denominada Bereshit (Gênesis, em hebraico), esta sonda que se parecia com uma enorme aranha de cinco patas, de 585 kg, se tornou um motivo de orgulho para Israel.

A sonda foi realizada por uma organização privada, SpaceIL, que trabalhou associada com a empresa aeroespacial israelense Aerospace Industries (IAI), uma das maiores grandes empresas de defesa israelenses.

O aparelho foi lançado em 22 de fevereiro da base americana de Cabo Canaveral, na Flórida, com um foguete Falcon 9 da empresa americana SpaceX, fundada pelo empresário Elon Musk.

Para Israel, a alunissagem era a missão principal, embora um instrumento científico tenha sido enviado para medir o minúsculo campo magnético lunar, cuja origem é diferente da do campo terrestre.


"Um grande passo para Israel"

A sonda continha uma cápsula com discos digitais que armazenavam desenhos de crianças, canções e imagens de símbolos israelenses, lembranças de um sobrevivente do Holocausto e uma Bíblia.

— É um grande passo para Israel, e é um grande passo para a tecnologia israelense — declarou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante o lançamento, parafraseando Neil Armstrong, primeiro humano a caminhar na Lua.

— Os verdadeiros combustíveis deste aparelho são a audácia e o gênio israelenses — afirmou. E apesar do pequeno tamanho de Israel, país de pouco mais de 8 milhões de habitantes, "somos gigantes", completou.

No projeto participavam outros sócios internacionais: SpaceIL se comunicava com a sonda graças às antenas de uma empresa sueca, a Swedish Space Corporation.

A Agência espacial americana, a Nasa, pôs à disposição sua Deep Space Network para enviar à Terra dados recolhidos por Bereshit e instalou um retrorrefletor laser na sonda para testar sua utilização para a navegação espacial.

O projeto começou no âmbito do Google Lunar XPrize que, em 2010, queria recompensar com US$ 30 milhões o primeiro aparelho privado que alunissasse antes de março de 2018.

Nenhum candidato fez isso a tempo, mas a equipe israelense continuou o processo e comprou um lugar no foguete SpaceX.

Previsto inicialmente em US$ 10 milhões, o custo foi finalmente de US$ 100 milhões, mas "é o aparelho menos caro" com o qual se tentou este tipo de missão, insistiu o grupo IAI.

O empresário e filantropo Morris Kahn financiou o desenvolvimento do robô.

Fonte: CLICRBS

sábado, 19 de janeiro de 2019

Estados Unidos e China dialogam para explorar a Lua.

As agências espaciais americana e chinesa estão dialogando e se coordenando para explorar a Lua, confirmou na sexta-feira (19) a Nasa, que deve operar em um âmbito legal muito rigoroso imposto pelo Congresso, receoso da transferência de tecnologia para a China.

O responsável pelas atividades científicas da Nasa, Thomas Zurbuchen, tuitou nesta sexta-feira (18) que a agência americana tinha "conversado com a China" para realizar observações por satélite do pouso da sonda chinesa Chang'e 4 no lado oculto da Lua em 3 de janeiro.


Exploração lunar

Na segunda-feira, o diretor-adjunto do programa chinês de exploração lunar, Wu Yanhua, afirmou em um coletiva de imprensa que a China tinha dado à Nasa a latitude, a longitude e o horário previsto do pouso da sonda, para que pudesse observar este acontecimento histórico com seu satélite Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO).

A Nasa, por sua vez, proporcionou a órbita prevista do LRO. Por fim, o satélite não pode estar no lugar adequado no momento exato.

A agência americana informou em um comunicado que estava interessada em observar a nuvem de poeira provocada pelo impacto do pouso com um instrumento montado no satélite.

"Por diferentes razões, a Nasa não foi capaz de ajustar a órbita do LRO para que estivesse em uma posição ótima para observar o pouso, mas a Nasa ainda está interessada na possibilidade de detectar a nuvem muito tempo depois do pouso", indicou a agência.


Planos de estação na órbita lunar

Este tipo de observações são úteis para futuras missões americanas, já que Washington quer voltar a enviar sondas e, em última instância, astronautas à Lua. A Nasa tem planos, inclusive, de montar uma estação na órbita lunar até 2026.

O satélite americano fotografará a sonda Chang'e 4 em 31 de janeiro, anunciou a Nasa, quando passar por cima dela, como já fez com a Chang'e 3 em 2013.

"A Nasa e a CNSA (agência espacial chinesa) acordaram que qualquer descoberta significativa que resultar desta coordenação deve se tornar pública para a comunidade científica mundial" em uma conferência do comitê da ONU para o uso pacífico do espaço extra-atmosférico que será realizada em Viena de 11 a 22 de fevereiro.

A legislação americana proíbe, desde 2011, qualquer cooperação espacial com a China que implique "uma transferência de tecnologia, dados ou qualquer informação que tenha implicações na economia ou na segurança nacional".

A Nasa indicou que a cooperação foi realizada de acordo com "as diretrizes do governo e do Congresso" e foi "transparente, recíproca e benéfica mutuamente".

A cooperação, no entanto, poderia ir mais longe, revelou o ideólogo principal do programa lunar chinês, Wu Weiren, que garantiu que os Estados Unidos pediu "há alguns anos" que a China estendesse de três a cinco anos a operação do satélite Queqiao, lançado em maio de 2018, que permite aos aparelhos que estão no lado oculto da Lua se comunicarem com a Terra.

Para qualquer cooperação mais ambiciosa, como a base internacional planejada pela China a longo prazo, "as restrições americanas serão uma barreira muito mais difícil de superar", advertiu à AFP Henry Hertzfeld, diretor do Space Policy Institute da Universidade George Washington.

O Congresso americano tem toda a liberdade de modificar os poucos parágrafos desta lei, aprovada como represália a uma série de ciberataques atribuídos a China.

Fonte: Globo.com

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Rumo à Lua...

A Agência Espacial Europeia (European Space Agency – ESA) solicitou à Airbus dois estudos sobre o possível envolvimento europeu com a futura base humana em órbita lunar. The Gateway, anteriormente conhecida como Deep Space Gateway (DSG – Porta de entrada para o espaço sideral) ou Lunar Orbital Platform-Gateway (LOP-G – Plataforma em órbita lunar – porta de entrada) é um projeto que envolve as agências espaciais dos Estados Unidos, Rússia, Canadá, Japão e Europa (NASA, Roscosmos, CSA, JAXA e ESA, respectivamente). 

Ao longo dos próximos 15 meses, a Airbus desenvolverá, como parte do primeiro estudo, o projeto de um módulo habitacional e de pesquisa (que medirá aproximadamente 6,5 x 4,5 metros e pesará mais de 9 toneladas). No segundo estudo, a Airbus criará o conceito de um elemento estrutural para reabastecimento, acoplagem e telecomunicações, que também servirá como câmara de vácuo para equipamentos científicos (conhecido como módulo Esprit, que medirá cerca de 3 x 3 metros e pesará por volta de 4 toneladas). Ambos os estudos serão desenvolvidos como parte de uma abrangente parceria europeia.

Sob a liderança geral da NASA no que se refere ao projeto dos módulos, outros elementos, como um segundo módulo habitacional, uma câmara de vácuo para cargas científicas e um módulo de logística, serão criados por parceiros internacionais e comerciais. A NASA tem planos de lançar o primeiro módulo, o chamado elemento central de propulsão (power propulsion element – PPE) em órbita ao redor da lua no início da década de 2020.

“A experiência e conhecimento que a ESA e a Airbus adquiriram por meio de projetos emblemáticos, como o laboratório espacial Columbus, o transportador espacial ATV e o Orion, o módulo europeu de serviço, servem como base sólida para esses estudos”, diz Oliver Juckenhöfel, Diretor de Serviços em Órbita e Exploração da Airbus. “Quando estivermos desenvolvendo as novas plataformas lunares, a exploração espacial feita por humanos e robôs caminharão lado a lado. A Europa possui um excelente histórico em ambas essas áreas e os dois estudos solicitados ajudarão a garantir uma forte presença europeia em explorações espaciais futuras”. 

“Com esses estudos e demais preparativos, a ESA busca se manter no centro da exploração espacial tripulada. A The Gateway será o polo de pesquisa mais remoto na história da humanidade e esperamos que a Europa se beneficie da onda de inovações, descobertas e agitações que teremos pela frente”, disse David Parker, Diretor de Exploração Humana e Robótica da ESA.

Diferentemente da Estação Espacial Internacional (EEI), não está prevista uma habitação permanente da The Gateway. O intuito é que a plataforma lunar sirva como ponto de parada para missões tripuladas para a Lua ou Marte. Nela serão também testadas diferentes tecnologias e operações que serão necessárias para essas missões.

A Airbus apresentará seu projeto inicial para a The Gateway durante o Congresso Astronáutico Internacional (Internacional Astronautical Congress – IAC), em Bremen, na Alemanha, no dia 3 de outubro 2018.

Fonte: DefesaNet/Airbus

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Organização israelense planeja enviar nave para a Lua no fim do ano.

Uma organização israelense anunciou, na úlima terça-feira (10/07), que espera ser a primeira entidade não governamental a pousar uma nave na Lua quando fizer um lançamento no fim deste ano.

A SpaceIL e a estatal Israel Aerospace Industries (IAI) planejam lançar sua nave não tripulada em dezembro, informou a equipe responsável pelo projeto em uma conferência com a imprensa em uma planta da IAI nos arredores de Tel Aviv. Caso sejam bem-sucedidas, Israel se tornará o quarto país a pousar uma nave na Lua, depois de EUA, a antiga União Soviética e a China.

A SpaceIL vai enviar seu módulo não tripulado em novembro para os EUA para prepará-lo para o lançamento. A nave de 585 quilos vai pegar “carona” em um foguete Falcon, da empresa americana SpaceX, para entrar na órbita da Terra, e então realizar diversas manobras de assistência gravitacional em torno de nosso planeta para chegar na Lua. Após o pouso, a nave vai enviar fotografias da superfície lunar e coletar dados sobre o campo magnético da Lua para pesquisas do Instituto Weizmann.

O projeto de US$ 95 milhões é financiado em maior parte pelo bilionário sul-africano e israelense Morris Kahn e outros doadores, e planeja que o pouso se dê em 13 de fevereiro do ano que vem. Segundo Kahn, isto será “um tremendo feito”.

A SpaceIL foi fundada em 2011 e originalmente estava de olho no Lunar Xprize, do Goggle, que desafiou empresas privadas a pousar uma nave não tripulada na Lua até março deste ano. A competição que daria US$ 20 milhões ao vencedor, no entanto, acabou sendo anulada pela empresa quando ficou claro que nenhuma das cinco empresas ainda concorrentes conseguiria cumprir o prazo.

Mas apesar dos problemas financeiros dos últimos anos que quase deixaram a nave da SpaceIL no chão definitivamente, a equipe responsável pelo projeto está confiante de que o lançamento marcado para dezembro se dará no prazo.

- Este projeto levará a indústria aeroespacial para o espaço profundo – disse Kahn, principal doador da SpaceIL e seu presidente.

Já Joseph Weiss, presidente da IAI, destaca que mais do que colocar uma nave israelense na Lua, o principal objetivo da missão é inspirar futuras gerações de israelenses a seguirem carreiras ligadas à matemática, ciências e engenharia.

Israel elevou-se como um “titã” tecnológico nas últimas décadas, com uma profusão de empresas de alta tecnologia sendo criadas e atraindo pesados investimentos internacionais. Assim, muitos dos computadores e sistemas a bordo do módulo que será enviado à Lua foram desenvolvidos e produzidos localmente.

A missão lunar israelense está prevista para durar apenas dois dias após o pouso. Mas a equipe da SpaceIL espera que colocar o módulo na superfície da Lua ajude a manter o ímpeto da indústria tecnológica israelense por muitos anos.

- O que estamos tentando fazer é replicar o efeito do projeto Apollo nos Estados Unidos – comparou Kahn numa referência à explosão no interesse por carreiras de ciência e engenharia nos EUA após o programa americano ter levado as primeiras pessoas à Lua em 1969.

Fonte: OGlobo

terça-feira, 12 de junho de 2018

SpaceX adia plano de enviar turistas à órbita da Lua.

A SpaceX não enviará turistas ao redor da Lua este ano, como havia anunciado previamente e, no mínimo, atrasará o projeto até meados de 2019, informou a imprensa americana no início deste mês.

A empresa com sede na Califórnia "não publicou um novo calendário para o voo, adiado até meados no ano que vem, e, provavelmente, até mais tarde", noticiou o "Wall Steet Journal", que também disse que as razões do atraso não estão claras, embora aponte para problemas técnicos e as "dúvidas" que despertam o interesse do mercado nessas viagens.

Os turistas viajariam a bordo da cápsula Dragon, levada ao Espaço no foguete mais potente da SpaceX, o Falcon Heavy (*), que fez o seu primeiro teste há quatro meses.

James Gleeson, porta-voz da empresa, assegurou que ainda querem realizar esses voos e que "há um interesse crescente de muitos clientes". O fundador da SpaceX, Elon Musk, afirmou em fevereiro de 2017 que dois cidadãos haviam feito um "depósito importante" para voar ao redor da Lua.

(*) 1 - 2

Fonte: Globo.com

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Saiba como a NASA planeja retomar a exploração da Lua em 2019

Em dezembro do ano passado, o presidente Donald Trump autorizou a NASA a enviar uma nova missão à Lua, depois de décadas em que nosso satélite natural foi deixado de lado na exploração espacial. E a agência já vem testando rigorosamente a cápsula Orion, sendo que a missão pode ser lançada já no ano que vem.

Se tudo ocorrer dentro do planejado, a Orion servirá como base para a criação de futuras naves espaciais que levarão seres humanos para outros destinos no espaço, podendo ser usada, também, na missão que levará o homem à Marte.

Na década de 1970, quando a NASA lançou as missões Apollo em direção à Lua, a agência usou o ônibus espacial para o transporte, mas esse programa foi encerrado em 2011. Desde então, astronautas norte-americanos que são enviados à Estação Espacial Internacional contam com foguetes russos e de empresas privadas, como a SpaceX, por exemplo, e a Boeing também está desenvolvendo sua própria cápsula de transporte.

Mas, até que a Orion tenha sua construção finalizada, ainda não existe uma cápsula de transporte para levar astronautas à Lua. Ela contará com o foguete Space Launch System, que também está em fase de desenvolvimento e testes no momento, mesmo com seus altos custos de produção e atrasos no cronograma. Mas, quando finalizado, o foguete será mais poderoso do que os construídos pela concorrência, incluindo o Falcon Heavy da SpaceX.

A nave Orion foi projetada com um escudo térmico capaz de suportar temperaturas de até quase 3 mil graus Celsius. E, na hora de descer ao planeta Terra após a missão lunar, a cápsula lançará pára-quedas para amenizar sua reentrada. Os astronautas serão despejados o mar, e mergulhadores da Marinha dos EUA criarão uma plataforma flutuante para recuperar os astronautas na água. Então, um guincho puxará a Orion para o convés do navio, para que ela possa ser reutilizada.

Neste momento, a NASA testa os processos de recuperação da Orion, usando um modelo com mesmo tamanho, formato e peso para tal. Equipamentos de apoio ao solo, escudo térmico, sistemas de pára-quedas, hardware e software também estão sendo testados.

A primeira missão da Orion
Dezembro de 2019 é o mês em que está previsto o lançamento da Orion em sua primeira missão, chamada Exploration Mission 1. A cápsula voará pela Lua e retornará à Terra depois de três semanas. No futuro, a Orion pode ser usada para ajudar astronautas a construir uma nova Estação Espacial, chamada Deep Space Gateway.

Mas a Orion também pode ser usada na missão da NASA que explorará Marte mais a fundo, o que pode não acontecer até a década de 2030. Sendo assim, o sucesso da primeira missão da Orion na Lua é essencial para futuras missões espaciais da NASA, não contando apenas com empresas privadas para a produção de equipamentos.

E, uma vez que essa primeira missão da Orion não será tripulada, ela servirá como base de testes quanto aos limites da nave, garantindo, ainda, que seus sistemas de comunicação funcionem devidamente. No futuro, a NASA pretende criar um ambiente a vácuo com temperaturas extremamente frias, simulando o espaço, para novos testes, a fim de enviar uma missão tripulada usando a mesma nave.

Fonte: Portal Terra

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Trump vai enviar americanos para a Lua e para Marte.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve assinar um documento com o objetivo de enviar norte-americanos de volta para a Lua e finalmente para Marte.

As informações foram anunciadas nesta segunda-feira (11) por Hogan Gidley, porta-voz da Casa Branca.

Segundo Gidley, Trump vai ordenar que a Nasa (Agência Espacial Americana) lidere "um inovador programa de exploração espacial para enviar astronautas americanos para a Lua e, eventualmente, Marte".

"Ele vai mudar a nossa política nacional de voos espaciais humanos para ajudar a América a se tornar a força motriz da indústria espacial, a obter novos conhecimentos sobre o cosmos e impulsionar tecnologia incrível", disse Gidley, em nota.


Voos para a Lua cancelados

Todos os seis voos que levaram seres humanos para a Lua foram realizados pela Nasa. O último deles ocorreu em dezembro de 1972, com a missão Apollo 17.


Por serem considerados caros e pelo arrefecimento das tensões da Guerra Fria, as missões lunares foram interrompidas. Tanto os EUA quanto a União Soviética passaram a concentrar suas missões espaciais tripuladas na órbita terrestre, com estações como o Skylab (americano) e a MIR (soviética).

A partir do final dos anos 1970, ambicionando cortes de custos, a Nasa desenvolveu um programa de ônibus espaciais, veículos maiores e capazes de realizar diversas missões, ao contrário dos módulos antigos, que duravam apenas uma viagem.

O projeto falhou, no entanto, em reduzir os gastos da agência, dada a complexidade dos aparelhos. O último voo de um ônibus espacial aconteceu em 2011, 30 anos depois da implementação do primeiro veículo do tipo - sendo que dois dos cinco aparelhos construídos pela Nasa foram perdidos em acidentes que terminaram com todos os ocupantes mortos: a Challenger, em 1986, que explodiu minutos após o lançamento; e a Columbia, que se desintegrou ao reentrar na atmosfera, em 2003.

Atualmente, todos os astronautas americanos são lançados ao espaço em missões russas. A Nasa havia estimado retomar voos espaciais tripulados dos EUA em 2017, por meio de projetos com empresas privadas, como a Boeing e a SpaceX. Atrasos no planejamento, contudo, jogaram a previsão para 2019.

Fonte: Globo.com

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Cientistas acabaram de descobrir o lugar perfeito para construir uma colônia subterrânea na Lua.

Por anos, cientistas se perguntaram se as características escuras de crateras na superfície lunar poderiam ser entradas para cavernas gigantes esculpidas há muito tempo por lava. Pesquisadores do Japão e dos Estados Unidos agora descobriram novas evidências para provar que essas características de fato existem, o que é uma boa notícia para futuros colonizadores lunares procurando por um lugar conveniente e seguro para morar.

A nova pesquisa, publicada na Geophysical Research Letters, mostra que vários buracos localizados próximos à região da Colina Marius, na Lua, são grandes tubos de lava abertos e que essas cavernas antigas têm o potencial de oferecer, nas palavras dos pesquisadores, um “ambiente primitivo para a condução de examinação científica da composição da Lua e potencialmente servir como abrigos seguros para humanos e instrumentos”. A equipe, que incluiu cientistas da NASA e da agência espacial japonesa, a JAXA, combinou dados de radar e gravidade para fazer a descoberta.

Sem dúvidas, essas cavernas seriam perfeitas para aspirantes a colonos lunares. Dentro desses grandes buracos, os humanos seriam protegidos dos perigosos raios do Sol e de outras ameaças. A Lua não tem atmosfera por assim dizer, então esses abrigos “instantâneos” seriam extremamente vantajosos.

Durante anos, cientistas suspeitaram que essas características lunares eram tubos de lava — canais que ocorrem naturalmente, formados quando a lava se transforma em crosta dura. Milhões de anos atrás, quando a Lua tinha atividade vulcânica, a lava fluida esculpiu a superfície, e quando esses canais drenaram, eles frequentemente deixaram um vazio oco para trás. Pesquisas anteriores mostraram que essas cavernas, se existirem, seriam estáveis o suficiente para bases lunares subterrâneas.

Os cientistas da JAXA analisaram dados de radar da espaçonave SELENE, que foi projetada para estudar as origens da Lua e sua história geológica. Como esse novo estudo mostra, esse instrumento é bom também para detectar tubos de lava lunares, pegando dados de radar da superfície lunar. Ao salpicar as entradas dessas cavernas suspeitas com luzes de radar, os cientistas conseguiram detectar um padrão de eco distintivo, em que uma diminuição na força do eco era seguida por um segundo pico de eco grande. Esse padrão foi a evidência final de que estavam diante da presença de um solo e um teto de um tubo de lava. Por achararem vários padrões de eco parecidos em locais próximos, pode haver mais do que um tubo de lava.

E acontece que essa área corresponde a locais em que a NASA, por meio de sua missão GRAIL, foi capaz de identificar déficits de massa — ou seja, locais na superfície lunar em que a massa parece estar reduzida ou desaparecida, o que o GRAIL detecta como gravidade levemente menor.

Combinando os dados das missões SELENE e GRAIL, a equipe conseguiu não apenas provar a presença do buraco de lava, mas também a profundidade e a altura da cavidade. E ela é grande, estendendo-se por vários quilômetros em comprimento e pelo menos um quilômetro em altura e largura.

E assim, de repente, a Lua parece um lugar mais acolhedor. Está na hora de a gente voltar para lá.

Fonte: Gizmodo/UOL

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

China estuda viabilidade de uma estação de radar habitada na Lua.

O programa espacial chinês encarregou seus cientistas de estudarem a viabilidade de uma estação de radar habitada na Lua, um projeto que alguns questionam como excessivamente caro, informou no último domingo (21/08) o jornal "South China Morning Post".

O estudo começou este ano com um financiamento de 16 milhões de iuanes (US$ 2,4 milhões), e se propõe a hipotética instalação de uma antena de radar de até 50 metros de altura capaz de monitorar áreas da Terra muito mais extensas do que os satélites convencionais.

Com uma base deste tipo poderiam ser obtidas imagens mais claras de nosso planeta que permitissem um melhor estudo da superfície terrestre e marinha, ou inclusive do subsolo.

O radar lunar, por enquanto só um projeto, poderia ter uso científico (prognóstico meteorológico ou de terremotos, por exemplo) mas também militares, afirmou o jornal.

Um dos pais do plano é o especialista em radares Guo Huadong, da Academia Chinesa de Ciências, que já propôs esta possibilidade há três anos em uma revista científica de seu país.

Nela, ressaltou que a Lua poderia oferecer grandes vantagens para a observação terrestre frente aos satélites artificiais, desde uma melhor estabilidade a uma maior durabilidade dos aparelhos que se construam nela.

Também advertiu que uma estação deste tipo requereria uma enorme quantidade de energia, sobretudo para o envio de transmissões de rádio de alta intensidade, por isso que sugeriu que sua construção fosse acompanhada da instalação de uma central de energia solar ou nuclear em solo lunar.

Fonte: Portal Terra

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Astronautas que foram à Lua sofrem mais com problemas cardiovasculares.

A radiação à qual foram submetidos os astronautas que viajaram à Lua nas décadas de 1960 e 1970 aumentou neles a incidência de complicações cardiovasculares, segundo um estudo publicado nesta última, quinta-feira (28/07), na revista "Scientific Reports".

Cerca de 43% das mortes de astronautas que participaram das missões Apolo se devem a complicações cardiovasculares, comparado com 11% entre que participaram de voos mais próximos à Terra, assinalam pesquisadores da Universidade Estadual da Flórida (Estados Unidos).

Um grupo de controle formado por 35 astronautas que não chegaram a participar de nenhuma missão mostrou, por sua vez, uma mortalidade de 9% por essas causas.

Os cientistas acreditam que esses efeitos sobre a saúde se devam à radiação à qual foram submetidos quem participou dos voos à Lua, mais do que a ausência de gravidade.

"Conhecemos muito pouco sobre os efeitos da radiação no espaço profundo sobre a saúde humana, particularmente sobre o sistema cardiovascular", afirmou o principal autor do estudo, Michael Delp.

O programa americano Apolo consistiu em 11 voos tripulados entre 1968 e 1972, incluindo a viagem que levou Neil Armstrong e Buzz Aldrin a pisar a superfície lunar pela primeira vez, no dia 20 de julho de 1969.

Após esse sucesso, os EUA lançaram outras seis missões tripuladas à Lua, uma delas a do Apolo 13, abortada durante a viagem de ida por problemas técnicos.

Até o momento, os astronautas que participaram daqueles voos são os únicos seres humanos que estiveram além da magnetosfera terrestre, o campo magnético que protege o planeta das partículas de alta energia que chegam do espaço.

Dos 24 homens que participaram dessas missões, oito morreram e se levaram em conta os dados de 23 deles para o estudo da Universidade Estatal da Flórida.

Delp e sua equipe expuseram ratos à falta de gravidade simulada e ao tipo de radiação à qual estiveram submetidos os astronautas para tentar determinar a causa das mortes por problemas cardíacos.

Após seis meses de experimento, o equivalente a 20 anos para os humanos, os ratos submetidos a radiação mostravam mudanças no revestimento celular de seus vasos sanguíneos similares aos que provocam um estreitamento das artérias e falhas cardíacas nos humanos.

A falta de gravidade simulada, por outro lado, não contribuiu para aumentar esses efeitos na saúde dos ratos.

"Estes dados sugerem que as viagens de seres humanos ao espaço profundo poderiam ser mais perigosas para a saúde cardiovascular do que até agora se estimava", afirmou Delp.

Diversas agências espaciais e organizações privadas anunciaram futuros planos para enviar voos tripulados além da magnetosfera terrestre.

A americana Nasa prevê lançar missões orbitais ao redor da Lua entre 2020 e 2030, em preparação para posteriores voos a Marte, enquanto Rússia, China e Agência Espacial Europeia têm planos para missões lunares, e a privada Space X se propôs levar humanos ao planeta vermelho até 2026.

Fonte: Portal Terra