sexta-feira, 5 de outubro de 2018
Primeiro voo da SpaceX com astronautas será em junho de 2019.
sexta-feira, 29 de julho de 2016
Astronautas que foram à Lua sofrem mais com problemas cardiovasculares.
Cerca de 43% das mortes de astronautas que participaram das missões Apolo se devem a complicações cardiovasculares, comparado com 11% entre que participaram de voos mais próximos à Terra, assinalam pesquisadores da Universidade Estadual da Flórida (Estados Unidos).
Um grupo de controle formado por 35 astronautas que não chegaram a participar de nenhuma missão mostrou, por sua vez, uma mortalidade de 9% por essas causas.
Os cientistas acreditam que esses efeitos sobre a saúde se devam à radiação à qual foram submetidos quem participou dos voos à Lua, mais do que a ausência de gravidade.
"Conhecemos muito pouco sobre os efeitos da radiação no espaço profundo sobre a saúde humana, particularmente sobre o sistema cardiovascular", afirmou o principal autor do estudo, Michael Delp.
O programa americano Apolo consistiu em 11 voos tripulados entre 1968 e 1972, incluindo a viagem que levou Neil Armstrong e Buzz Aldrin a pisar a superfície lunar pela primeira vez, no dia 20 de julho de 1969.
Após esse sucesso, os EUA lançaram outras seis missões tripuladas à Lua, uma delas a do Apolo 13, abortada durante a viagem de ida por problemas técnicos.
Até o momento, os astronautas que participaram daqueles voos são os únicos seres humanos que estiveram além da magnetosfera terrestre, o campo magnético que protege o planeta das partículas de alta energia que chegam do espaço.
Dos 24 homens que participaram dessas missões, oito morreram e se levaram em conta os dados de 23 deles para o estudo da Universidade Estatal da Flórida.
Delp e sua equipe expuseram ratos à falta de gravidade simulada e ao tipo de radiação à qual estiveram submetidos os astronautas para tentar determinar a causa das mortes por problemas cardíacos.
Após seis meses de experimento, o equivalente a 20 anos para os humanos, os ratos submetidos a radiação mostravam mudanças no revestimento celular de seus vasos sanguíneos similares aos que provocam um estreitamento das artérias e falhas cardíacas nos humanos.
A falta de gravidade simulada, por outro lado, não contribuiu para aumentar esses efeitos na saúde dos ratos.
"Estes dados sugerem que as viagens de seres humanos ao espaço profundo poderiam ser mais perigosas para a saúde cardiovascular do que até agora se estimava", afirmou Delp.
Diversas agências espaciais e organizações privadas anunciaram futuros planos para enviar voos tripulados além da magnetosfera terrestre.
A americana Nasa prevê lançar missões orbitais ao redor da Lua entre 2020 e 2030, em preparação para posteriores voos a Marte, enquanto Rússia, China e Agência Espacial Europeia têm planos para missões lunares, e a privada Space X se propôs levar humanos ao planeta vermelho até 2026.
Fonte: Portal Terra
terça-feira, 29 de abril de 2014
Gêmeos astronautas irão se separar pela ciência.
Como Scott e Mark têm organismos extremamente parecidos, é mais cabível comparar a diferença entre eles do que entre um astronauta e outros voluntários - já que ele não tem, geneticamente, nada a ver com outras pessoas.
Sabe-se que uma longa estadia no espaço pode afetar a massa muscular e óssea, e que a exposição à radiação pode aumentar o risco de câncer. A Nasa espera que esse experimento também esclareça o que pode acontecer com o sistema imunológico em ambiente espacial. Para isso, um dos testes previstos inclui a administração de uma vacina contra a gripe em ambos os irmãos. Outros exames incluem análises sanguíneas, ultrassons e análise de urina.
A pesquisa é importante após o anúncio de que a Nasa pretende enviar humanos para Marte em 2030. Como a ideia é que os pioneiros que participarão da missão fiquem muito tempo no espaço, é importante saber quais são os efeitos que seus corpos podem sentir.
Fonte: Galileu/Globo.com
quinta-feira, 16 de julho de 2009
"Marte tem muito mais a oferecer que a Lua", diz Buzz Aldrin.

O segundo astronauta a pousar na Lua na histórica viagem de 20 de julho de 1969 afirmou nesta quinta-feira que "Marte tem muito mais a oferecer ao homem do que a Lua". Durante evento comemorativo nos Estados Unidos relativo aos 40 anos da missão Apollo 11, Buzz Aldrin, 78 anos, que pilotou o Módulo Lunar Eagle, pediu "mais Marte e menos Lua" aos novos responsáveis da era Barack Obama. As informações são do jornal El Mundo.
Aldrin não concorda com os objetivos da Nasa de retornar com missões tripuladas ao satélite terrestre até 2020. "Quanto aos corpos celestes, a Lua não é um lugar particularmente interessante, mas Marte é. É o planeta mais semelhante à Terra encontrado até agora. Me preocupa o passo lento da Nasa, dando ênfase a um retorno à Lua, enquanto Marte está desaparecendo à distância", criticou.
Conforme a teoria do célebre ex-astronauta, além de ser parecido com a Terra, o planeta vermelho tem atmosfera e um ciclo de dia/noite semelhantes ao nosso. "Também existem estações. A Rússia ainda está trabalhando a possibilidade de obter água ou gelo dos buracos existentes em Marte", disse Aldrin, citado pelo diário espanhol.
Há semanas, Buzz Aldrin vem reforçando o pedido para que o mundo aponte o o foco das pesquisas para Marte durante aparições nos meios de comunicação. Nesta quinta, o ex-astronauta participou de um forum com os colegas das demais missões Apollo no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida.
Segundo Collins, a recordação mais memorável da viagem foi olhar a Terra e constatar sua beleza e fragilidade. "Realmente creio que, se os líderes políticos do mundo observassem o planeta a uma distância de 160 mil km, suas visões mudariam totalmente", comentou.
Para o ex-astronauta, as fronteiras consideradas tão importantes atualmente seriam invisíveis. "O pequeno globo continuaria girando, ignorando calmamente as suas subdivisões, apresentando uma fachada unida que pediria, aos gritos, compreensão unificada para o tratamento homogêneo. "A Terra deve ser o que parece, azul e branca (...), nem capitalista e nem comunista. Azul e branca, nem rica e nem pobre. Azul e branca, nem invejosa e nem invejada", aconselhou.
A opinião de Buzz Aldrin também vai ao encontro do que pensa o companheiro Michael Collins. "As aparências podem ser enganosas. Sem dúvida, (a Terra) não está serena, e sim, definitivamente frágil cada vez mais", alertou.
O segundo homem a caminhar em solo lunar diz ficar irritado pela adulação às celebridades e aos herois que, na verdade, "não são nem um, nem outro". "Os herois abundam, deveriam ser reverenciados como tais, mas eles não contam entre os astronautas. Trabalhamos muito, levamos nossas atividades quase à perfeição, mas foi para isso que nos contrataram", concluiu.
Fonte: Portal Terra

