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quinta-feira, 9 de junho de 2022

Nasa produz jogo para divulgar o Telescópio Nancy Grace Roman.


A NASA produziu um jogo para divulgar o Telescópio Nancy Grace Roman. 


Fonte: Tilt (UOL)


segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Submarino "caçador" de aliens é testado pela Nasa na Antártida.

Um dos principais focos da busca por vida alienígena atualmente está nos oceanos abaixo do gelo de luas de planetas do nosso Sistema Solar, como Europa e Enceladus. E aí há um desafio: como buscar por formas biológicas nesses locais? A resposta começou a ser encontrada pela Nasa (agência espacial norte-americana), com um robô subaquático que pode ser chamado de espécie de "submarino caçador de aliens". 

O JPL (Jet Propulson Laboratory, ou Laboratório de Propulsão a Jato) da Nasa anunciou nesta semana que o pequeno robô está sendo enviado para testes na Antártida. O equipamento vai passar este mês tendo sua resistência testada na estação de pesquisa Casey, da Austrália, em preparação.

"As camadas de gelo que cobrem esses oceanos distantes servem como uma janela para os oceanos abaixo e a química do gelo pode ajudar a alimentar vida dentro desses oceanos. Aqui na Terra o gelo que cobre nossos oceanos nos polos tem um papel semelhante e nosso time está particularmente interessado no que está acontecendo no local em que a água se encontra com o gelo", aponta Kevin Hand, cientista líder da missão no JPL, ao site do laboratório. 

Para a Nasa, as águas da Antártida são a analogia mais próxima que podemos achar na Terra de uma lua congelada, o que as tornam um local ideal para os testes do robô que tem um metro de comprimento e é equipado com duas rodas que podem rolar pelo gelo.


O que tem no robô 

De nome Bruie (Buoyant Rover for Under-Ice Exploration, ou robô flutuante para exploração sob o gelo, na tradução livre), a espécie de submarino vai contar com inúmeros sensores e instrumentos científicos para medir parâmetros relacionados à vida, como oxigênio dissolvido, salinidade da água, pressão e temperatura. 

O rover é construído com a mentalidade de ser um explorador resistente capaz de navegar sozinho por oceanos extraterrestres que estão abaixo do gelo. O gelo que protege esses oceanos pode ter espessura de 10 km a 19 km, de acordo com a Nasa. 

O robô é desenvolvido para captar dados e tirar fotos da região em que a água se encontra com o gelo, e é isso que fará na Antártida. Ele é feito especialmente para que consiga ficar preso a essa região chamada de "interface”. 

"A vida normalmente se desenvolve nesses locais de encontro e muitos submersíveis têm trabalho para investigar essa área, já que as correntes do oceano podem ocasionar acidentes ou eles podem perder muita energia mantendo a posição. O Bruie usa flutuabilidade para permanecer ancorado contra o gelo e é impermeável para a maioria das correntes", diz Andy Klesh. 

O novo investigador da Nasa ainda pode ser desligado, sendo ligado novamente apenas quando precisar realizar alguma medida. Isso faz com que ele possa passar meses observando o ambiente da água sob o gelo. 

Durante os testes de campo na Antártida, ele ficará ligado à superfície enquanto os engenheiros do projeto testam os conjuntos do instrumento, incluindo as duas câmeras ao vivo de alta definição. 


Futuras missões 

É claro que não temos ideia do que há, realmente, em outros planetas. O veículo será capaz de detectar formas de vida similares às da Terra, então micróbios muito diferentes podem ser mais difíceis de reconhecer.

O robô já foi testado anteriormente no Alasca e no Ártico, mas é a primeira vez que vai para a Antártida. A Nasa já está construindo o Europa Clipper, orbitador previsto para ser lançado em 2025 para estudar Europa, uma das luas de Júpiter. Essa missão preparará o terreno para outra futura que pode procurar por vida abaixo do gelo. 

Fonte: UOL / NASA

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Ex-cientista da Nasa diz que agência achou vida em Marte nos anos 1970.

Um ex-cientista da Nasa (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço, na sigla em inglês) disse que a agência encontrou vida em Marte nos anos 1970. Em artigo publicado na revista Scientific American, Gilbert V. Levin argumenta que os resultados de um experimento de 1976 provaram que existe vida no planeta vermelho. Levin era o principal investigador do programa não tripulado Viking, que colocou duas sondas em Marte. Uma vez lá, os veículos realizaram um teste batizado Labeled Release, que tentava encontrar matéria orgânica no solo do planeta.

Para isso, a sonda liberava nutrientes no solo de Marte, checando depois se eles foram consumidos — o que provaria a existência de vida no planeta. Em um segundo teste, a sonda Viking repetia o processo em um pedaço de solo "cozido", ou seja, exposto a um calor que se provaria letal para qualquer forma de vida conhecida. No primeiro teste, os nutrientes foram consumidos em parte. No segundo, não. "Para mim, parecia que havíamos respondido à pergunta mais importante de todas", escreveu Levin no artigo, se referindo à dúvida se estamos sozinhos no universo.

No entanto, experimentos subsequentes não tiveram o mesmo resultado, e a Nasa não conseguiu replicar o teste em laboratório. "Assim, a agência concluiu que o que existia no solo de Marte era algo parecido com a vida, mas não a vida", explicou Levin. 

"Inexplicavelmente, nos 43 anos desde as sondas Viking, nenhuma das outras missões da Nasa em Marte realizaram testes de detecção de vida semelhantes. Eles não seguiram adiante após esses resultados iniciais tão interessantes", comentou ainda.

Levin notou, no artigo, que experimentos mais recentes voltaram a achar evidência da vida em Marte. "O que nos aponta que não existe vida no planeta vermelho? Impressionantemente, nada", concluiu.

Fonte: UOL

terça-feira, 7 de maio de 2019

Nave espacial da Nasa deve colidir com pequena lua em 2022

A Nasa revelou detalhes sobre o plano de atingir, com uma nave espacial, pequena lua que orbita o asteroide Didymos. O choque, previsto para 2022, é o primeiro teste de uma técnica de defesa da Terra contra colisões. Uma campanha internacional faz observações com telescópios para entender o sistema onde se encontra o alvo.

— O sistema Didymos é muito pequeno e muito longe para ser visto como algo maior que um ponto de luz, mas podemos obter os dados que precisamos medindo o brilho desse ponto de luz — disse nesta segunda-feira (6) Andy Rivkin, um dos coordenadores da equipe de investigação.

Os pesquisadores ainda não têm certeza sobre a composição do alvo: se de rocha sólida, entulho solto ou areia. Uma superfície mais macia absorveria grande parte da força de impacto e não pode ser empurrada tão drasticamente como uma nave espacial que atingisse uma superfície mais rígida.

A equipe da Nasa verá de perto o sistema de asteroides graças a um gerador de imagens italiano. O satélite cubo, do tamanho de uma caixa de sapatos, registrará o impacto da nave espacial e suas consequências. A nave, chamada Teste de Redirecionamento de Asteroide Duplo (Dart, na sigla em inglês) levará um sistema de navegação ótica para capturar imagens que ajudarão a atingir seu alvo.


Seis quilômetros por segundo

A nave Dart se chocará contra o asteroide a uma velocidade de aproximadamente seis quilômetros por segundo. A colisão mudará a velocidade da lua em sua órbita ao redor do corpo principal em uma fração de 1%, o suficiente para ser medida usando telescópios na Terra. 

O custo total para lançar a nave é de aproximadamente US$ 69 milhões (quase R$ 270 milhões), o que inclui o serviço de lançamento e outros custos relacionados à missão. O anuncio foi feito pela agência espacial norte-americana por meio de um comunicado em seu site oficial.

Fonte: CLICRBS

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Nasa e SpaceX firmam parceria para teste de defesa da Terra contra possíveis asteroides.

A Nasa e a SpaceX, do executivo Elon Musk, firmaram recentemente uma parceria para que a empresa forneça serviços de lançamento para a missão DART (Teste de Direcionamento de Duplo Asteroide), a primeira a demonstrar a capacidade de desviar um asteroide colidindo com ele uma espaçonave em alta velocidade.

O custo total para a Nasa lançar o DART é de aproximadamente US$ 69 milhões (quase R$ 270 milhões), o que inclui o serviço de lançamento e outros custos relacionados à missão. O anuncio foi feito pela agência espacial norte-americana por meio de um comunicado em seu site oficial.

A missão está prevista para junho de 2021, quando o foguete o Falcon 9, da SpaceX, será lançado da Base Aérea de Vandenberg, na Califórnia. Usando a propulsão elétrica solar, a espaçonave interceptará e colidirá com a pequena lua do asteroide Didymos em outubro de 2022, quando o asteroide estará a 11 milhões de quilômetros da Terra, segundo a agência espacial americana. 

A SpaceX tornou-se referência no mercado espacial por conta de seus foguetes reutilizáveis. A companhia frequentemente consegue recuperar partes dos propulsores utilizados em seus lançamentos, o que proporciona uma grande economia em custos operacionais. Na quinta-feira passada (11), a empresa realizou o primeiro lançamento comercial de seu foguete pesado Falcon Heavy para colocar um satélite saudita em órbita e, pela primeira vez, conseguiu recuperar os três propulsores da aeronave na Terra.

Fonte: CLICRBS

terça-feira, 26 de março de 2019

Nasa cancela 1ª caminhada espacial exclusivamente feminina por falta de roupas adequadas.

A missão histórica da Nasa marcada para 29 de março, na qual as astronautas Christina Koch e Anne McClain fariam a primeira caminhada espacial exclusivamente feminina, foi cancelada. O motivo é o vestuário: a agência espacial norte-americana não será capaz de produzir uma roupa de tamanho adequado a tempo.

Em comunicado divulgado na segunda-feira (25/03), a Nasa informou que Anne McClain foi substituída pelo astronauta Nick Hague. Há apenas uma parte superior do tronco dos trajes espaciais que cabe em Christina e Anne. Diante disso, foi decidido que somente Christina faria parte da caminhada.

A tarefa que seria cumprida pelas astronautas era sair da Estação Espacial Internacional, para instalar novas baterias em um par de painéis solares.

A próxima caminhada espacial de Anne está agendada para 8 de abril, com o astronauta David Saint-Jacques, da agência espacial canadense.

Segundo o Business Insider, já foram feitas mais de 210 caminhadas espaciais nos 18 anos de história da estação espacial, mas essa seria a primeira operação realizada exclusivamente por mulheres.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

A Airbus apresenta soluções espaciais inovadoras durante a IAC.

Durante o 69º Congresso Astronáutico Internacional (International Austronautical Congress – IAC), que ocorre entre os dias 1 e 5 de outubro de 2018, a Airbus apresentará suas mais recentes inovações e seus mais importantes projetos espaciais. Uma das principais patrocinadoras do maior congresso espacial do mundo, a Airbus também participará ativamente do evento, contribuindo com um grande número de palestras a serem ministradas durante o congresso.

O CEO da Airbus, Tom Enders, ministrará a chamada “Palestra Destaque”, na qual falará sobre oportunidades futuras e desafios no segmento espacial, mas também sobre quais decisões precisam ser tomadas agora para que seja possível garantir o futuro das aspirações humanas no espaço.

No estande da Airbus (#5d70), a empresa exibirá diversos modelos em grande escala das suas principais missões atuais, dentre elas a nova espaçonave Orion da NASA, para a qual a Airbus está construindo o módulo de serviço em nome da Agência Espacial Europeia (European Space Agency - ESA).

Além disso, a Airbus exibirá o ExoMars Rover e o CIMON, um assistente para astronautas que usa inteligência artificial e está pronto para ser enviado, instalado e testado na Estação Espacial Internacional (International Space Station - ISS).

Por fim, os visitantes poderão mergulhar no espaço sideral por meio de equipamentos de Realidade Virtual. Na segunda-feira, será anunciada a competição Corrida à Lua, uma iniciativa global criada pela Airbus e outros parceiros internacionais com o intuito de aumentar as atividades em torno da exploração lunar e permitir a demonstração de algumas das tecnologias essenciais à exploração sustentável da Lua.

Na quarta-feira, especialistas da Airbus apresentarão uma possível contribuição da indústria europeia para a futura base humana em órbita lunar, conhecida como The Gateway.

Além disso, engenheiros da Airbus farão mais de 50 apresentações técnicas como parte da programação voltada para especialistas. Destacam-se duas sessões especiais: a primeira falará sobre a Bartolomeo, a nova instalação de armazenamento de carga da ISS, e a segunda apresentará um panorama sobre a missão Columbus (atualmente em seu décimo ano de existência) e o programa Orion, que será lançado em breve.

A Airbus Foundation apresentará também na quinta-feira, dia 4 de outubro, seu novo programa voltado para as disciplinas de STEM (ciências, tecnologia, engenharia e matemática), chamado “Discovery Space” (Espaço para Descobertas) e realizará a oficina “Little Engineers” (Pequenos Engenheiros) com jovens alunos de Bremen. Participantes da IAC também poderão visitar as instalações da Airbus Space em Bremen.

Fonte: DefesaNet

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Saiba como a NASA planeja retomar a exploração da Lua em 2019

Em dezembro do ano passado, o presidente Donald Trump autorizou a NASA a enviar uma nova missão à Lua, depois de décadas em que nosso satélite natural foi deixado de lado na exploração espacial. E a agência já vem testando rigorosamente a cápsula Orion, sendo que a missão pode ser lançada já no ano que vem.

Se tudo ocorrer dentro do planejado, a Orion servirá como base para a criação de futuras naves espaciais que levarão seres humanos para outros destinos no espaço, podendo ser usada, também, na missão que levará o homem à Marte.

Na década de 1970, quando a NASA lançou as missões Apollo em direção à Lua, a agência usou o ônibus espacial para o transporte, mas esse programa foi encerrado em 2011. Desde então, astronautas norte-americanos que são enviados à Estação Espacial Internacional contam com foguetes russos e de empresas privadas, como a SpaceX, por exemplo, e a Boeing também está desenvolvendo sua própria cápsula de transporte.

Mas, até que a Orion tenha sua construção finalizada, ainda não existe uma cápsula de transporte para levar astronautas à Lua. Ela contará com o foguete Space Launch System, que também está em fase de desenvolvimento e testes no momento, mesmo com seus altos custos de produção e atrasos no cronograma. Mas, quando finalizado, o foguete será mais poderoso do que os construídos pela concorrência, incluindo o Falcon Heavy da SpaceX.

A nave Orion foi projetada com um escudo térmico capaz de suportar temperaturas de até quase 3 mil graus Celsius. E, na hora de descer ao planeta Terra após a missão lunar, a cápsula lançará pára-quedas para amenizar sua reentrada. Os astronautas serão despejados o mar, e mergulhadores da Marinha dos EUA criarão uma plataforma flutuante para recuperar os astronautas na água. Então, um guincho puxará a Orion para o convés do navio, para que ela possa ser reutilizada.

Neste momento, a NASA testa os processos de recuperação da Orion, usando um modelo com mesmo tamanho, formato e peso para tal. Equipamentos de apoio ao solo, escudo térmico, sistemas de pára-quedas, hardware e software também estão sendo testados.

A primeira missão da Orion
Dezembro de 2019 é o mês em que está previsto o lançamento da Orion em sua primeira missão, chamada Exploration Mission 1. A cápsula voará pela Lua e retornará à Terra depois de três semanas. No futuro, a Orion pode ser usada para ajudar astronautas a construir uma nova Estação Espacial, chamada Deep Space Gateway.

Mas a Orion também pode ser usada na missão da NASA que explorará Marte mais a fundo, o que pode não acontecer até a década de 2030. Sendo assim, o sucesso da primeira missão da Orion na Lua é essencial para futuras missões espaciais da NASA, não contando apenas com empresas privadas para a produção de equipamentos.

E, uma vez que essa primeira missão da Orion não será tripulada, ela servirá como base de testes quanto aos limites da nave, garantindo, ainda, que seus sistemas de comunicação funcionem devidamente. No futuro, a NASA pretende criar um ambiente a vácuo com temperaturas extremamente frias, simulando o espaço, para novos testes, a fim de enviar uma missão tripulada usando a mesma nave.

Fonte: Portal Terra

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Nasa quer estudar vida em Saturno e amostra de cometa.

Duas ambiciosas missões robóticas concorrem a um lugar na agenda de novos desafios da Nasa. Um dos projetos pretende dedicar-se à coleta de amostras de cometas; o outro, ao desenvolvimento de um drone helicóptero que explorará a vida extraterrestre e locais para um pouso em Titã, a maior lua de Saturno. As equipes que idealizaram os programas, escolhidos entre 12 candidatos, receberão cerca de US$ 4 milhões ao longo do ano que vem para ajustar seus planos. Em julho de 2019, a agência espacial americana anunciará sua decisão final — e o cofre dos cientistas vencedores pode ser abastecido até chegar a US$ 850 milhões. O lançamento da missão está previsto para meados da década de 2020.

— Este é um gigantesco passo adiante no desenvolvimento de nossa próxima missão de descoberta científica — comemorou ontem Thomas Zurbuchen, administrador da Diretoria de Missões Científicas da Nasa, durante o anúncio das propostas. — São investigações tentadoras que buscam responder a alguns dos nossos maiores questionamentos sobre o Sistema Solar.

A missão batizada de Caesar, liderada por pesquisadores da Universidade Cornell, vai procurar uma amostra do núcleo rochoso do cometa Churyumov-Gerasimenko, trazendo-a para a Terra até 2038. O 67P, como também é conhecido o cometa, foi escolhido por já ter sido explorado em 2004 por uma sonda da missão Rosetta, conduzida pela Agência Espacial Europeia. Com o material coletado, espera-se conhecer mais sobre a origem dos oceanos e da vida na Terra.

— Os cometas são os blocos de construção mais primitivos dos planetas — explicou Steve Squyres, que comanda a missão. — Eles carregam gelos voláteis que não podem ser encontrados em qualquer lugar do Sistema Solar. Portanto, é possível obter materiais que datam da formação do nosso sistema, ou até mesmo de antes disso. A amostra chegaria à Terra no dia 20 de novembro de 2038. Marquem em seus calendários.


INGREDIENTES PARA A VIDA
Já o drone helicóptero Dragonfly, criado pela Universidade Johns Hopkins, explorará condições de vida e as propriedades químicas de dezenas de localidades na lua Titã, de Saturno, conhecida pela sua enorme reserva de hidrocarbonetos. A órbita do planeta foi estudada por 13 anos pela sonda Cassini, cuja missão foi encerrada em setembro, com um mergulho na atmosfera do gigante gasoso.

— A lua Titã é um mundo oceânico único, com lagos e mares de metano e rios que fluem pela superfície — descreveu a líder da missão Dragonfly, Elizabeth Turtle, acrescentando que o drone chegaria à lua em 2034 e que o trabalho duraria vários anos. — Sabemos que este é um ambiente com ingredientes para a vida.

O projeto selecionado será o quarto da New Frontiers, da Nasa, uma série de investigações científicas planetárias de baixo de custo de desenvolvimento — por “baixo custo”, leia-se até US$ 1 bilhão.

A primeira da série foi a New Horizons, lançada em 2006, que estudou Plutão e suas cinco luas. Agora, a sonda está a caminho do Circuito de Kuiper, uma região além da órbita de Netuno, onde chegará em 2019.

Em 2011, foi lançada a missão Juno, que estuda Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar. O trabalho será encerrado no ano que vem.

A “caçula” da série é a missão Osiris-Rex, iniciada no ano passado para investigar o asteroide Bennu, que regularmente se aproxima da Terra. Há, inclusive, uma chance extremamente remota de ele colidir com nosso planeta no próximo século, o que lhe rendeu o apelido de “asteroide da morte”. A expectativa é que amostras cheguem à Nasa em 2023.

Outras duas propostas foram selecionadas ontem para um desenvolvimento tecnológico adicional: o Enceladus Life Finder, que procuraria marcadores de atividade biológica nas plumas de gêiseres que saem das luas de Saturno, e análises químicas de Vênus — seria a primeira exploração aprofundada do planeta pela Nasa em quase 30 anos.

Fonte: O Globo

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Cientistas acabaram de descobrir o lugar perfeito para construir uma colônia subterrânea na Lua.

Por anos, cientistas se perguntaram se as características escuras de crateras na superfície lunar poderiam ser entradas para cavernas gigantes esculpidas há muito tempo por lava. Pesquisadores do Japão e dos Estados Unidos agora descobriram novas evidências para provar que essas características de fato existem, o que é uma boa notícia para futuros colonizadores lunares procurando por um lugar conveniente e seguro para morar.

A nova pesquisa, publicada na Geophysical Research Letters, mostra que vários buracos localizados próximos à região da Colina Marius, na Lua, são grandes tubos de lava abertos e que essas cavernas antigas têm o potencial de oferecer, nas palavras dos pesquisadores, um “ambiente primitivo para a condução de examinação científica da composição da Lua e potencialmente servir como abrigos seguros para humanos e instrumentos”. A equipe, que incluiu cientistas da NASA e da agência espacial japonesa, a JAXA, combinou dados de radar e gravidade para fazer a descoberta.

Sem dúvidas, essas cavernas seriam perfeitas para aspirantes a colonos lunares. Dentro desses grandes buracos, os humanos seriam protegidos dos perigosos raios do Sol e de outras ameaças. A Lua não tem atmosfera por assim dizer, então esses abrigos “instantâneos” seriam extremamente vantajosos.

Durante anos, cientistas suspeitaram que essas características lunares eram tubos de lava — canais que ocorrem naturalmente, formados quando a lava se transforma em crosta dura. Milhões de anos atrás, quando a Lua tinha atividade vulcânica, a lava fluida esculpiu a superfície, e quando esses canais drenaram, eles frequentemente deixaram um vazio oco para trás. Pesquisas anteriores mostraram que essas cavernas, se existirem, seriam estáveis o suficiente para bases lunares subterrâneas.

Os cientistas da JAXA analisaram dados de radar da espaçonave SELENE, que foi projetada para estudar as origens da Lua e sua história geológica. Como esse novo estudo mostra, esse instrumento é bom também para detectar tubos de lava lunares, pegando dados de radar da superfície lunar. Ao salpicar as entradas dessas cavernas suspeitas com luzes de radar, os cientistas conseguiram detectar um padrão de eco distintivo, em que uma diminuição na força do eco era seguida por um segundo pico de eco grande. Esse padrão foi a evidência final de que estavam diante da presença de um solo e um teto de um tubo de lava. Por achararem vários padrões de eco parecidos em locais próximos, pode haver mais do que um tubo de lava.

E acontece que essa área corresponde a locais em que a NASA, por meio de sua missão GRAIL, foi capaz de identificar déficits de massa — ou seja, locais na superfície lunar em que a massa parece estar reduzida ou desaparecida, o que o GRAIL detecta como gravidade levemente menor.

Combinando os dados das missões SELENE e GRAIL, a equipe conseguiu não apenas provar a presença do buraco de lava, mas também a profundidade e a altura da cavidade. E ela é grande, estendendo-se por vários quilômetros em comprimento e pelo menos um quilômetro em altura e largura.

E assim, de repente, a Lua parece um lugar mais acolhedor. Está na hora de a gente voltar para lá.

Fonte: Gizmodo/UOL

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

A ambiciosa e bilionária missão da Nasa que pretende 'tocar' o Sol.

Um desafio vem mobilizando cientistas da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos: atingir, pela primeira vez, a atmosfera do Sol.

A Parker Solar Probe deve custar cerca de US$ 1,5 bilhão (R$ 4,8 bilhões).

A sonda - do tamanho de um carro pequeno - vai gravitar a 6,4 milhões de km do Sol, sobrevivendo a temperaturas acima de 1,3 mil graus.

Ela vai sobrevoar Vênus sete vezes antes de entrar na órbita da estrela, em dezembro de 2024.

Espera-se que gire em torno do Sol 24 vezes, aproximando-se a cada giro.

"O Parker Solar Probe será a primeira nave espacial a fazer uma viagem profunda à atmosfera do Sol", conta Nicky Parker, uma das cientistas envolvidas no projeto.

"Vamos chegar à coroa solar, que esconde vários mistérios, intrigando cientistas por décadas e décadas. Em última análise, trata-se de uma missão que nos permitirá revelar esses mistérios."

A sonda está programada para ser lançada em julho de 2018. Ela foi batizada em homenagem ao físico Eugene Parker, que previu corretamente em 1958 a existência dos ventos solares.

Fonte: Globo.com/NASA

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Nasa abre vaga para "protetor da Terra" contra ameaça alienígena.

Para quem sempre sonhou em manter a o planeta Terra protegido de invasões alienígenas, a Nasa lançou uma boa oportunidade. A agência espacial americana abriu uma vaga de emprego de "protetor planetário". A principal função do trabalho é evitar a contaminação biológica da exploração espacial.

Na descrição da vaga, a Nasa aponta que o funcionário irá zelar para que as espaçonaves que retornam à Terra não tragam contaminação alienígena e também para evitar o risco de que os voos espaciais carreguem materiais que possam contaminar outros planetas.

Além de curiosa, a vaga tem um bom salário previsto: de até US$ 187 mil anuais, o que corresponde a mais de R$ 580 mil.

Mas nem todo mundo pode se empolgar com a oportunidade. A vaga é restrita a cidadão americanos e experiência no trabalho com programas espaciais. Também é necessário assumir o compromisso de trabalhar sob o mais alto sigilo. O prazo de inscrição vai até o dia 14 de agosto.

Fonte: Clicrbs

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Nasa recupera contato com sonda solar que estava perdida há quase 2 anos.

Os cientistas da Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa, na sigla em inglês) conseguiram recuperar na noite do último domingo (21/08) uma sonda de investigação solar que estava perdida há quase dois anos.

A sonda Stereo-B, projetada para trabalhar em conjunto com outra similar realizando observações do Sol, deixou de comunicar com a Terra no dia 1º de outubro de 2014. Durante 22 meses, a equipe responsável da missão esteve tentando restabelecer contato.

O contato foi estabelecido pelo observatório Deep Space Network, que vigia as comunicações de missões espaciais.

Segundo a Nasa, a prioridade agora é "ampliar o processo de recuperação para avaliar a saúde da sonda, restabelecer o controle e avaliar todos os subsistemas e instrumentos".

A comunicação com a sonda espacial se perdeu após reiniciar os sistemas da nave para preparar uma das fases mais delicadas da missão, quando o equipamento ficava oculto pelo Sol.

O reinício dos sistemas não ocorreu de maneira adequada e a sonda ficou oculta pelo Sol. Depois, a Nasa não soube mais dela.

Os cientistas tinham ainda mais dificuldade para localizar a sonda porque não sabiam em que parte da órbita ela estava exatamente. Alguns pesquisadores consideravam que uma falha em um dos sistemas que detectam a velocidade levou o equipamento a se movimentar fora de controle.

As duas sondas Stereo foram pensadas para realizar uma missão de dois anos que levaria para observar a atividade do Sol a partir das faces opostas que não podem ser observadas desde a Terra.

Fonte: Portal Terra

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Nasa apresenta robô humanoide 'astronauta'.


Especialistas da Universidade de Edimburgo, na Escócia, estão desenvolvendo para a Nasa um robô mais "humano".

O humanoide foi batizado como Valkyrie, mede 1,8 metro e pesa 125 quilos.

A máquina já consegue andar em duas pernas e fazer movimentos básicos, mas a equipe quer desenvolver novas habilidades.

A intenção é que as melhorias façam com quem o robô possa trabalhar lado a lado com astronautas no espaço.

Fonte: Globo.com

sábado, 23 de abril de 2016

Nasa divulga nova imagem de cratera luminosa do planeta-anão Ceres.

A Nasa divulgou, na última terça-feira (19), uma imagem inédita de uma das crateras que compõe os misteriosos pontos brilhantes vistos na superfície do planeta-anão Ceres. As imagens, feitas pela câmera da sonda Dawn, da agência espacial americana, revelaram detalhes da cratéria Haulani, que tem 34 km de diâmetro.

"A cratera Haulani apresenta perfeitamente as propriedades que esperaríamos de um impacto recente na superfície de Ceres. O chão da cratera é livre de impactos, e contrasta nas cores com as outras partes da superfície", disse o pesquisador Martin Hoffmann, do Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar em Göttingen, na Alemanha, que faz parte da equipe da sonda Dawn.

Pontos de luz misteriosos
A presença dos pontos luminosos no planeta-anão Ceres intrigou cientistas desde que a sonda Dawn começou a se aproximar do corpo celeste e a fazer imagens de sua superfície em março de 2015. Em dezembro, um estudo publicado na revista "Nature" finalmente revelou o que estava por trás das luzes misteriosas.

Segundo a Nasa, Ceres tem mais de 130 pontos luminosos. Análises das imagens revelaram que essas regiões são compostas muito provavelmente por um tipo de sal: sulfato de magnésio. Os pesquisadores acreditam que essas áreas ricas em sal foram formadas quando, no passado, impactos de asteroides revelaram uma mistura de gelo e sal que estava em uma camada inferior do solo. A sublimação desse gelo deixou apenas o sulfato de magnésio no local.

Fonte: Globo.com

quinta-feira, 10 de março de 2016

Nasa adia lançamento de missão para Marte em dois anos.

A Nasa, agência espacial norte-americana, confirmou ontem, quarta-feira (9), que a missão Insight, que exploraria a superfície de Marte, foi adiada para 2018. Segundo comunicado, o lançamento do equipamento será realizado no dia 5 de maio daquele ano e a aterrissagem está programada para o dia 26 de novembro de 2018.

Em dezembro do ano passado, os norte-americanos já haviam avisado que o envio iria atrasar.

A missão espacial deveria ter sido inicializada neste mês, mas foi suspensa por problemas na reparação de um dos instrumentos da sona, o "seismometer" - um tipo de sismógrafo como os que revelam ondas sísmicas dos terremotos em nosso planeta. A peça foi construída pelo Centro Espacial Francês e agora será consertada pelo Jet Propulsion Laboratory, que fica em Pasadena, nos Estados Unidos. O instituto também será o responsável para verificar o instrumento, enquanto os especialistas franceses farão o teste de integração à sonda, em processo que deve ser finalizado em 2017. As duas agências farão revisões temporárias, a cada seis meses, para avaliar os avanços técnicas.

O custo desse atraso será ainda divulgado, com uma estimativa que será anunciada em agosto. O chefe da divisão planetária da Nasa, Jim Green, afirmou ainda que a agência espacial norte-americana está avaliando outros cinco projetos exploradores - incluindo uma missão a Vênus - e que serão desenvolvidos, concomitantemente, até 2020.

Fonte: Portal Terra

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Vídeo da Nasa mostra vista de Marte em 360 graus.

A região retratada no vídeo é conhecida como Duna Namib. O local faz parte de um banco de dunas de areia preta conhecida como Dunas Bagnold, ao longo do flanco noroeste do Monte Sharp.

O vídeo foi gravado em 18 de dezembro do ano passado, por uma câmera acoplada à Curiosity, um jipe robô usado na missão de exploração de Marte.

Imagens registradas da órbita indicam que as dunas no campo de Bagnold se movem 1 metro a cada ano da Terra.

Segundo a Nasa, foi feito um ajuste de cor aproximando-o ao balanço de branco, para que as rochas e a areia tivessem uma coloração aproximada à encontrada na Terra quando iluminadas pelo Sol.

A análise das dunas do campo de Bagnold é o primeiro olhar sobre dunas de areia fora da Terra, informou a agência espacial americana.

Curiosity
O rover Curiosity é um jipe robô destinado a explorar a superfície de Marte como parte da missão Mars Science Laboratory.

O veículo opera desde agosto, quando pousou com sucesso numa região conhecida como Aeolis Palus, na cratera Gale.

Desde então, vem ajudando os cientistas a decifrar o Planeta Vermelho; em setembro passado ele detectou a presença de água.

Em fevereiro de 2015, a Curiosity apresentou um defeito técnico e parou de funcionar, preocupando a comunidade científica. Um curto circuito desencadeou alertas de segurança a bordo.

Segundo a Nasa, a causa mais provável foi um curto intermitente na broca de perfuração de rochas, que chegou a se desprender do braço do robô. No entanto, o problema foi solucionado e a ferramenta reinstalada. A Curiosity voltou a funcionar em março.

Fonte: BBC / NASA

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Nasa confirma que asteroide passará “raspando” na Terra no Dia das Bruxas.

Doces ou travessuras? A pergunta que é basicamente uma marca registrada do Halloween pode ganhar significado maior em todo o mundo na data desse ano. O tradicional Dia das Bruxas, no próximo dia 31, ficará marcado pela passagem de um asteroide bem próximo da Terra.

Para se ter ideia, o diâmetro do corpo celestial é de nada menos do que 2,5 quilômetros. A Nasa (agência espacial americana) noticiou a passagem do asteroide no início da semana e causou pânico na internet por conta de informações falsas que começaram a ser criadas por usuários do mundo inteiro.

Apesar de ter se impressionado com o tamanho do asteroide, a agência nega que ele traga qualquer perigo para a Terra. Ele será veloz e um eventual impacto causaria um grande estrago no planeta, mas não será dessa vez que o apocalipse irá acontecer.

A negativa da Nasa, no entanto, não faz com que as teorias da conspiração desapareçam. E a “culpada” por isso é justamente a agência dos Estados Unidos. Tudo porque a notícia sobre o asteroide, nomeado como TB145, surgiu de uma hora para outra, o que não é praxe nesse tipo de caso.

Em comparação a outros casos de passagem de asteroides “próximos” à Terra, a Nasa realmente demorou. Mas, segundo a agência, isso não faz com que a rota do asteroide se modifique e possa causar qualquer tipo de dano na Terra. A passagem do TB145, porém, será “recordista” de qualquer modo.
Isso porque desde 1999 que um asteroide não passa tão “perto” da Terra. Serão 7,403,00 quilômetros, aproximadamente três vezes a distância de nosso planeta para a Lua. Muitos quilômetros, mas, de qualquer modo, uma passagem histórica. Quem quiser presenciar o asteroide “das Bruxas” terá que usar telescópios, já que ele não será visto a olho nu.

Alerta para 2017.

Não é só o TB145 que se aproxima da Terra. Uma astrônoma alertou que um asteroide do tamanho da Estátua da Liberdade (em Nova York, nos EUA) está em direção à Terra e pode colidir com o planeta em outubro de 2017.

De acordo com Judit Györgyey-Ries, do Observatório McDonald da Universidade do Texas (EUA), a pedra gigante poderá trazer um impacto maior do que aquele causado pelo meteoro que atingiu a pequena cidade de Chelyabinsk, na Rússia, em fevereiro de 2013, quando mais de 1,2 mil pessoas tiveram de ser hospitalizadas. “O tamanho é estimado pelo seu brilho, mas não sabemos exatamente a refletividade. Assim, pode ser maior ou menor do que esperamos, tendo entre 10 e 40 metros”, afirmou Judit.

Fonte: Jornal O Sul (Daily Mail)

terça-feira, 29 de abril de 2014

Gêmeos astronautas irão se separar pela ciência.

A partir de março de 2015, Scott Kelly irá passar um ano na Estação Espacial Internacional (EEI). Enquanto isso, seu irmão gêmeo, Mark Kelly, ficará na Terra. A ideia é que, durante a estadia de Scott no espaço, as condições físicas dos dois sejam comparadas através de exames médicos constantes, para verificar quais são os efeitos do espaço no corpo humano.

Como Scott e Mark têm organismos extremamente parecidos, é mais cabível comparar a diferença entre eles do que entre um astronauta e outros voluntários - já que ele não tem, geneticamente, nada a ver com outras pessoas.

Sabe-se que uma longa estadia no espaço pode afetar a massa muscular e óssea, e que a exposição à radiação pode aumentar o risco de câncer. A Nasa espera que esse experimento também esclareça o que pode acontecer com o sistema imunológico em ambiente espacial. Para isso, um dos testes previstos inclui a administração de uma vacina contra a gripe em ambos os irmãos. Outros exames incluem análises sanguíneas, ultrassons e análise de urina.

A pesquisa é importante após o anúncio de que a Nasa pretende enviar humanos para Marte em 2030. Como a ideia é que os pioneiros que participarão da missão fiquem muito tempo no espaço, é importante saber quais são os efeitos que seus corpos podem sentir.

Fonte: Galileu/Globo.com

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Nasa marca voo inaugural da nave Orion para setembro de 2014.

O primeiro voo não tripulado da nave espacial americana Orion, sucessora do ônibus espacial e capaz de transportar astronautas para além da órbita da Terra, será realizado em setembro do ano que vem, informou a Nasa nesta terça-feira.

"Um grande progresso está sendo feito no avanço do programa Orion, o que permitirá um voo de teste da cápsula em setembro de 2014", segundo o previsto, disse durante coletiva de imprensa William Gerstenmaier, administrador associado da agência espacial americana, encarregado da exploração espacial tripulada.

A Orion só transportará astronautas depois de 2021. A cápsula espacial, que será lançada da base aérea de Cabo Cañaveral, na Flórida (sudeste dos Estados Unidos), dará duas voltas ao redor da Terra antes de retornar à atmosfera em alta velocidade.

Este voo tem como objetivo principal testar o escudo térmico da nave de cerca de duas toneladas e o sistema de paraquedas para o pouso previsto no Oceano Pacífico, ao longo da costa da Califórnia, disse Gerstenmaier.

Para este primeiro voo, a Orion será transportada a bordo de um foguete Delta IV, já que seu sistema de lançamento (Space Launch System, SLS) ainda não está pronto.

Mas ainda assim "foram feitos avanços muito importantes em muito pouco tempo", graças aos quais o "SLS está 70% concluído", disse o encarregado da Nasa.

A Orion, que poderá transportar de quatro a seis astronautas, será lançado pelo SLS na primeira missão espacial ao redor da Lua, em 2017. A cápsula não tripulada será colocada em uma órbita de 75.000 quilômetros sobre a superfície lunar para um voo de 21 dias, destinado a certificar esta nave com peso de 70 toneladas para missões tripuladas além da órbita terrestre.

Esta órbita tem a particularidade de ser muito estável, já que os objetos podem permanecer um século sem perder altura ou cair, explicou Gerstenmaier.

"Vamos levar a Orion a esta região ao redor da Lua e ver como podemos usar a gravidade lunar para colocá-la nesta órbita e tirá-la para voltar à Terra", explicou.

"Começaremos, assim, a operar no espaço e usar a gravidade da Lua para ir a diferentes destinos no sistema solar", disse Gerstenmaier.




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Fonte: Portal Terra/ GEUC/RS