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domingo, 17 de setembro de 2023

Múmias!!!!

Por mais que o assunto não tenha relação com a ufologia, se faz necessário esclarecer algumas questões sobre as múmias, principalmente quando alguém afirma sobre a existência de MÚMIAS EXTRATERRESTRES.

1) Múmias não são exclusividades do Egito.

2) Elas estão espalhadas por todo o globo e existem em várias culturas.

3) Os processos de mumificação podem se dar por meio natural (por questões climáticas e condições de solo, por exemplo) ou por meio proposital/artificial , conhecido como processo de mumificação que é um processo de embalsamamento.


Alguns exemplos de múmias e suas caraterísticas:

1) O Homem de Tollund ( Dinamarca) - Mumificação natural se deu pela acidez e o baixo nível de oxigênio das turfeiras (compostas de camadas acumuladas de musgo morto).

2) Múmias de Guanajuato (México) - O fenômeno aconteceu devido ao clima do local. Sendo este quente e árido, os corpos começaram o processo de mumificação por si próprios.

3) Ramsés II (Egito) - Um dos mais importantes faraós foi mumificado com técnicas de embalsamamento.

4) Múmias de Xiaohe (China) - Mumificadas de maneira natural, graças ao clima árido e frio, e frequentemente enterradas em ataúdes de madeira em formato de barco.

5) A Senhora de Ampato ou Juanita (Peru) - Essa múmia é um dos corpos mais bem conservados já encontrados, devido ao congelamento de sua carne pelo frio no Monte Ampato .

Então fica claro que estes "dois seres" nestas duas imagens abaixo são apenas fraudes.

 

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

iUFO


A aproximadamente dois meses atrás a Shenzhen UFO Power Technology lançou seu "Disco Voador" na cidade de Shenzhen. 


Na realidade é um protótipo de um eVTOL ,abreviatura de Electric Vertical Take-Off and Landing, ou numa tradução simples, "aeronave elétrica com capacidade de pousar e decolar na vertical". 


A Shenzhen UFO Power Technology atua na área de energia limpa, desenvolvendo equipamentos como baterias elétricas solares para casas, empresas, carregadores para carros elétricos e outros sistemas de força. Na prática o iUFO é um grande "Drone" tripulado.



Fonte: CNN / Shenzhen UFO Power Technology / JustAs it is

quinta-feira, 4 de maio de 2023

Airbus LOOP

A multinacional europeia Airbus divulgou uma proposta para uma nova estação espacial.

A proposta da Airbus

Desde 2000, os astronautas vivem e trabalham a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS). A ISS foi projetada para uma vida útil de 15 anos e a sua saída de órbita está prevista para o final desta década.


Combinando uma vasta experiência em voos espaciais tripulados com a engenhosidade e o espírito inovador de suas equipes, a Airbus está pronta para dar o próximo passo em direção à Estação Espacial do futuro: com o Airbus LOOP, um módulo orbital multifuncional. Ele deve possui três andares e foi projetado para dar mais conforto aos astronautas.

O visual proposto para as instalações do modulo nos permite lembrar vagamente do conceito estabelecido no excelente filme (e clássico) de ficção cientifica, de 1979, Alien .
Um dos ambientes da famosa nave USCSS Nostromo do filme Alien.

Fonte: Airbus / 4K Archives

segunda-feira, 3 de abril de 2023

Encontraremos alienígenas em até 20 anos.

Em até 20 anos, instrumentos de exploração espacial como o Telescópio Espacial James Webb devem descobrir vida alienígena em mundos distantes. É o que afirma Sasha Hinkley, professor associado de astrofísica na Universidade de Exeter, na Inglaterra.

Sasha Hinkley

A matéria completa pode ser lida AQUI.

Fonte: Universidade de Exeter / TERRA


quinta-feira, 16 de março de 2023

Nasa divulga traje que será usado por astronautas para ir à Lua em 2025.

O protótipo do novo traje espacial que a tripulação da missão Artemis 3 usará na superfície lunar, foi apresentado nesta quarta-feira (15) com melhorias significativas em relação aos usados no programa Apollo, que levou astronautas à Lua entre 1969 e 1972 . Prevista para até o final de 2025, a missão Artemis 3 incluirá a primeira mulher a pisar no satélite da Terra.

Fonte: GZH

quarta-feira, 1 de março de 2023

O Turismo Espacial

O Turismo Espacial é uma realidade sem volta. Desde de 2001 até o presente ano, mais de uma dúzia de pessoas já experimentou esta milionária aventura que é viajar ao espaço (ou muito próximo dele). Muitas empresas, algumas gigantes, competem por este promissor e  bilionário mercado. Blue Origen, Virgin Galactic e SpaceX são algumas delas. Até este momento todas as viagens foram realizadas com aeronaves ou foguetes como meio de transporte. Tentando reduzir custos e permitir que outros mortais possam, no futuro, usufruir do turismo fora do nosso planeta, algumas Startups tem se dedicado a encontrar outras alternativas que permitam levar pessoas ao espaço. A poucos dias atrás a japonesa Iwaya Giken, divulgou o lançamento do seu projeto de turismo espacial utilizando balões de Hélio. Sustentada pelo balão de hélio estará o "cabine" - T-10 Earther. A previsão dos primeiros vôos comercias é para o final deste ano.

( a T-10 Earther da Iwaya Giken )

Outras empresas também seguem o mesmo raciocínio em desenvolver opções baratas e acessíveis ao mercado do turismo espacial, como por exemplo a espanhola Zero2Infinity, as americanas Space Perspective  e World View. Elas apresentam conceitos semelhantes ao da Iwaya Giken utilizando balões como meio de transporte.


( a Bloon da Zero2Infinity )

( a Neptune da Space Perspective )



( a World View Explorer da World View )


Fonte:  Iwaya Giken, Zero2Infinity, Space Perspective, World View.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

PNEUMO PLANET

    A NASA planeja levar humanos novamente à Lua com o programa Artemis. Artemis é um programa de voo espacial tripulado desenvolvido pela NASA e parceiros internacionais, com o objetivo de pousar a primeira mulher e o próximo homem na Lua (entre os anos de 2025 e 2026), além de facilitar as viagens de astronautas e também para que eles possam ficar no local realizando pesquisas científicas. Sendo assim, a empresa austríaca PneumoCell, através de financiamento da Agência espacial Europeia (Esa), desenvolveu um projeto chamado PneumoPlanet, que destina construir bases lunares constituídas de 16 estufas que podem comportar até 32 astronautas.


Fonte: OLHAR DIGITAL/NASA/PNEUMOCELL

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Os manequins da Artemis.


A Artemis 1, primeira missão do projeto Artemis, que levará a humanidade de volta à Lua foi lançada recentemente e seu primeiro voo serviu como forma de testar equipamento, entre eles a espaçonave Orion. Para isso, três manequins foram enviados junto com outras cargas úteis para a órbita lunar para testar se a espaçonave está pronta para ter humanos como tripulantes.

Os manequins receberam o nome de Campos, Helga e Zohar e chegaram de volta à Terra no dia 11 de dezembro, quando a Orion caiu na costa da Califórnia. Após isso, a espaçonave foi encaminhada para o Kennedy Space Center da NASA na Flórida.


Helga e Zohar
Como o programa terá missões tripuladas, a maior prioridade é garantir a segurança dos astronautas, principalmente contra a radiação espacial.
É aí que entra o experimento Matroshka AstroRad Radiation Experiment (MARE). Liderado pela agência espacial alemã (DLR) e executado junto de parceiros, este foi o primeiro experimento a medir a exposição do corpo humano feminino à radiação além da órbita da Estação Espacial Internacional.
Os manequins Helga e Zohar ajudam na investigação do MARE com sensores que coletam dados da exposição à radiação. Zohar usava um colete protetor AstroRed vermelho, e Helga foi sem a proteção.


Campos
Já o manequim Campos, além de sensores duplos de radiação, também estava equipado com sensores de aceleração sob o assento e encosto da cabeça. 
Esses sensores oferecerão dados sobre a carga de gravidade de lançamento, pouso e outras etapas da viagem.
Fonte: OLHAR DIGITAL/NASA


domingo, 30 de outubro de 2022

De que planeta?

 

Respondendo a pergunta: É do planeta Terra mesmo. 

Trata-se da foto do "rosto" de uma formiga do gênero Camponatus (Camponotus sp) ampliada por uma lente objetiva pelo fotógrafo lituano Eugenijus Kavaliauskas. 

Imagem ilustrativa de uma formiga do gênero Camponotus sp


A imagem foi uma das contempladas no concurso de Fotomicrografia do Nikon Small World Photomicrography na categoria "imagens de distinção".

Fonte: ZH / NIKON SMALL WORD/ INSETOLOGIA

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Alienígena?

 

Bem....quase isso...essa é Teuthowenia pellucida, mais conhecida como Lula de Vidro (de olhos arregalados), um molusco (cefalópodes) da familia Cranchiidae. Esta lula ocorre em profundidades de 1600 a 2500 metros, quando adulta. Elas têm pele semi-transparente que é usada como uma camuflagem para protegê-las de predadores e também ajudá-las a capturar suas presas. Possuem órgãos luminosos dentro dos olhos esbugalhados. Quando ameaçadas, essas lulas normalmente estreitas, inflam com água. Se a ameaça persistir, elas retraem a cabeça e os tentáculos e, se isso for insuficiente, enchem a cavidade do corpo com tinta, fazendo com que aparentemente desapareçam na escuridão. Elas vêm em uma variedade notável de formas e algumas são tão frágeis que são muito difíceis, se não impossíveis, de capturar intactas por meios convencionais e, portanto, são pouco estudadas, mas as observações dos animais em seus habitats naturais estão adicionando dados valiosos.

Existem cerca de 60 diferentes espécies conhecidas da família Cranchiidae.


Por sua raridade e dificuldade de ser estudada, pode ser considerada quase uma "alienígena".

Fonte: Cronodon / Wikipédia/ D
eep-Sea Photography.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Gêmeos astronautas irão se separar pela ciência.

A partir de março de 2015, Scott Kelly irá passar um ano na Estação Espacial Internacional (EEI). Enquanto isso, seu irmão gêmeo, Mark Kelly, ficará na Terra. A ideia é que, durante a estadia de Scott no espaço, as condições físicas dos dois sejam comparadas através de exames médicos constantes, para verificar quais são os efeitos do espaço no corpo humano.

Como Scott e Mark têm organismos extremamente parecidos, é mais cabível comparar a diferença entre eles do que entre um astronauta e outros voluntários - já que ele não tem, geneticamente, nada a ver com outras pessoas.

Sabe-se que uma longa estadia no espaço pode afetar a massa muscular e óssea, e que a exposição à radiação pode aumentar o risco de câncer. A Nasa espera que esse experimento também esclareça o que pode acontecer com o sistema imunológico em ambiente espacial. Para isso, um dos testes previstos inclui a administração de uma vacina contra a gripe em ambos os irmãos. Outros exames incluem análises sanguíneas, ultrassons e análise de urina.

A pesquisa é importante após o anúncio de que a Nasa pretende enviar humanos para Marte em 2030. Como a ideia é que os pioneiros que participarão da missão fiquem muito tempo no espaço, é importante saber quais são os efeitos que seus corpos podem sentir.

Fonte: Galileu/Globo.com

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Missão Planck: instrumento termina análise da radiação do Big Bang.

O Instrumento de Alta Frequência (HFI, na sigla em inglês) da missão Planck terminou sua análise dos resquícios da radiação do Big Bang, a grande explosão que teria dado origem ao universo. Tal como era esperado, o refrigerante do equipamento esgotou-se no sábado, o que impossibilita que ele detecte esta tênue radiação.

"Foi uma missão incrível. A nave e os instrumentos tiveram desempenhos extraordinários, recolhendo dados científicos preciosos, no qual agora podemos trabalhar", disse Jan Tauber, cientista de projeto da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).

Menos de meio milhão de anos depois da criação do universo pelo Big Bang, há 13,7 mil milhões de anos, ficou no céu uma luz brilhante e visível. À medida que o universo foi se expandindo, esta luz foi enfraquecendo e transformou-se em comprimentos de onda. Estudando os padrões impressos nesta luz hoje, os cientistas esperam compreender o Big Bang e o universo jovem, muito antes das estrelas e galáxias terem se formado.

O Planck tem medido estes padrões, analisando o céu inteiro com o seu Instrumento de Alta Frequência (HFI) e o seu Instrumento de Baixa Frequência (LFI). Os dois em conjunto permitem que o telescópio Planck faça uma cobertura nunca feita antes em termos de comprimento de onda e da capacidade de determinar os pormenores mais tênues.

O telescópio
Lançado em maio de 2009, a missão Planck tinha como metas realizar duas pesquisas completas do céu. O telescópio acabou por exceder as expectativas, funcionando ao longo de 30 meses - cerca de duas vezes mais do que o esperado - tempo suficiente para completar cinco estudos completos do céu, com os dois instrumentos.

Com capacidade de trabalhar a temperaturas ligeiramente mais elevadas do que o HFI, o LFI continuará a analisar o céu durante boa parte de 2012, fornecendo dados para melhorar a qualidade dos resultados finais.

Resultados
Os resultados preliminares do Planck foram anunciados no ano passado e incluem descobertas de aglomerados de galáxias no universo longínquo, muitas das quais nunca tinham sido vistas.

Entre os resultados preliminares da missão, vale destacar a melhor medição já obtida em todo o céu da radiação infravermelha de fundo, produzida pelas estrelas em formação no universo jovem. Estes dados mostraram como algumas das primeiras galáxias produziam mil vezes mais estrelas do que a nossa própria galáxia produz atualmente.

No próximo mês serão anunciados mais resultados, mas os primeiros resultados sobre o Big Bang e o universo primitivo só estarão disponíveis no próximo ano. Há uma grande expectativa em torno destes resultados, pois, apesar de já terem existido duas missões espaciais para mapear esta radiação, continuam a existir muitas ideias contraditórias acerca do que aconteceu durante o Big Bang.

Fonte: Portal Terra

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Nasa anuncia novas descobertas do observatório espacial Kepler.

A Nasa anunciará nesta segunda-feira as descobertas mais recentes do observatório espacial Kepler, que percorre a galáxia em busca de planetas nos quais possa existir água líquida e, portanto, vida.

Desde que foi lançado em 2009, o Kepler está detectando planetas e possíveis candidatos com uma ampla variedade de tamanhos e em distâncias de órbitas também muito distintas para ajudar os cientistas a entender melhor qual é nosso lugar na galáxia.

A Nasa deve conceder uma entrevista coletiva às 14h (horário de Brasília) na qual apresentará os dados estatísticos atualizados dos achados do Kepler desde 1º de fevereiro e anunciará uma nova descoberta planetária, antecipou em comunicado.

Na entrevista participarão o diretor do Centro de Pesquisa Ames da Nasa, na Califórnia, Pete Worden; assim como o diretor do Instituto de Pesquisa de Inteligência Extraterrestre (SETI), Jill Tarter.

Também estarão presentes a subdiretora da equipe de cientistas do Kepler no Centro Ames, Natalie Batalha e o principal pesquisador do observatório espacial no Ames, Bill Borucki.

Após a entrevista coletiva, será aberta uma conferência científica sobre o Kepler que reunirá de 5 a 9 de dezembro mais de 100 especialistas de diversas áreas como astrofísica e ciências planetárias, que analisarão os avanços realizados graças ao observatório espacial.

Esta é a primeira missão da Nasa capaz de encontrar planetas do tamanho da Terra perto da chamada "zona habitável", a região em um sistema planetário onde pode existir água líquida na superfície do planeta em órbita.

Só no ano passado o observatório espacial descobriu um sistema solar com seis planetas e um planeta com dois sóis, o que fascinou a comunidade científica.

Fonte: Portal Terra

domingo, 20 de dezembro de 2009

Acelerador que estuda o "Big Bang" bate novo recorde


O experimento do "Big Bang" na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern) bateu novos recordes de colisão de partículas esta semana e agora ficará fechado por dois meses a fim de se preparar para uma atividade com energia ainda maior, informou o centro de pesquisa na sexta-feira.
As atividades do Grande Colisor de Hádrons (LHC) são parte de uma experiência para recriar as condições existentes imediatamente após o Big Bang, que deu origem ao universo, para compreender a natureza da matéria.
"Este primeiro período de atividade serviu a seu propósito: testando todos os sistemas do LHC, proporcionando dados de calibragem para os experimentos e mostrando o que precisa ser feito para preparar a máquina para um período sustentado de atividade sob uma energia maior", disse o diretor-geral do Cern, Rolf Heuer.
"Não podíamos ter pedido um jeito melhor de encerrar 2009", acrescentou num comunicado.
Os cientistas do Cern provocaram a colisão de feixes a 2,36 trilhões de elétrons-volt (TeV), um novo recorde, coroando as operações do acelerador de partículas mais potente do mundo, desde que foi reativado em novembro.
Um TeV é aproximadamente a energia usada por uma mosca num vôo, mas quando ela está concentrada numa única partícula subatômica, ela é muito mais potente.
O Cern havia estabelecido o recorde anterior em 30 de novembro, após circular os primeiros feixes em 23 de novembro ao redor do seu túnel de 27 quilômetros sob a fronteira entre a França e a Suíça, perto de Genebra.
Isso derrubou o recorde de 1,96 TeV para uma colisão, estabelecido por um colisor do Fermi National Accelerator Laboratory, nos Estados Unidos.
Fonte: UOL

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Erupção de cometa maior lançou 'minicometas' no espaço

Como um cogumelo atirando esporos, um conhecido cometa foi visto disparando múltiplos "minicometas" que viajaram a 451 km por hora, anunciaram astrônomos. Os fragmentos foram recentemente revelados em imagens de alta resolução do cometa Holmes, um corpo relativamente pequeno descoberto em 1892 que misteriosamente explodiu em 2007.

Ao longo de vários dias, astrônomos usando o telescópio Canadá-França-Havaí em Mauna Kea assistiram à nuvem de poeira de 3,5 km de diâmetro ao redor do cometa inchar e se tornar maior do que o Sol. Posteriormente, uma observação mais detalhada das imagens de alta resolução revelou que o cometa também lançou fragmentos, cada um com sua própria nuvem de poeira e cauda glacial, que se afastaram do corpo principal. Junto, o material extra fez com que o cometa brilhasse um milhão de vezes mais em menos de 24 horas, produzindo a maior erupção cometária da história.

"Normalmente, é preciso um grande telescópio para ver o cometa Holmes, mas durante a explosão ele ficou visível a olho nu", disse um dos membros da equipe, Rachel Stevenson, da Universidade da Califórnia, Los Angeles.

Pressão Interna do Cometa
Holmes é um dos chamados cometas da Família Júpiter, cuja órbita cruza tão perto da de Júpiter que o cometa é afetado pela gravidade massiva do planeta. A maioria de tais cometas está condenada a se partir ou se chocar com um planeta ou o Sol.

Por exemplo, o cometa Shoemaker-Levy 9 se partiu em 1994 e seus pedaços se chocaram com Júpiter. Pelo menos outro cometa, Kushida-Muramatsu, foi brevemente capturado pelo gigante gasoso em 1949 e se tornou uma lua jupteriana por 12 anos.

Em outubro de 2007, um astrônomo amador relatou pela primeira vez que o cometa Holmes havia brilhado inesperadamente. Ao ouvir a notícia, Stevenson e seus colegas rapidamente direcionaram o telescópio Canadá-França-Havaí para o objeto em erupção.

Com base no que observou, a equipe acredita que a explosão tenha começado provavelmente cinco meses antes de ser vista, quando a órbita elíptica do cometa o aproximou ao máximo do sol, ficando a cerca de 300 milhões de quilômetros de distância.

"Acreditamos que o interior do cometa tenha sido aquecido, evaporando o gelo e criando um acúmulo de gás pressurizado internamente", Stevenson disse. Em outubro, a pressão se tornou tão grande que o cometa explodiu, lançando seu gás de uma vez só.

Stevenson apresentou as descobertas da equipe no recente Congresso Europeu de Ciência Planetária de 2009, em Potsdam, Alemanha. Apesar do drama, o cometa sobreviveu à explosão, Stevenson acrescentou, e agora voltou a rumar em direção a Júpiter. Ele se aproximará novamente do sol em 2014.

Fonte: Portal Terra

Asteroide está bem perto da Terra, diz astrônomo

Asteróide de quase mil metros de diâmetro está a cerca de 600 mil quilômetros da Terra, distância equivalente a menos de duas vezes a que separa a Terra da Lua. "É a menor distância já constatada no que diz respeito a um asteroide", disse o astrônomo espanhol Josep Maria Bosch em entrevista ao jornal espanhol El País.

O corpo celeste acompanha a Terra por uma órbita paralela. Ele foi batizado por cientistas como 2009 ST19, e vai acompanhar a Terra por mais uma semana, até que suas órbitas se separem. O astro foi observado pela primeira vez no dia 16 de setembro e foi incluído na lista de asteroides potencialmente perigosos, cujas órbitas se cruzam com a da Terra.

Os primeiros cálculos indicam que a aproximação mais perigosa do ST19, que dá uma volta pelo Sol a cada 3,6 anos, se produzirá aproximadamente em 2038. O registro foi feito pelo Centro de Observación del Universo de Ager, em Lérida, na Catalunha (Espanha).

A Nasa , agência espacial americana , não tem verba para observar todos os asteroides que rondam a Terra, segundo relatório da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

O Congresso dos Estados Unidos nunca aprovou o financiamento para a construção dos telescópios necessários ao monitoramento dos corpos celestes, que podem causar catástrofes caso atinjam a Terra. Os asteroides deveriam ser identificados até 2020.

Fonte: Portal Terra

*Obs UCA: Segundo opinião de outros astrônomos, na realidade, a distância em relação a terra deve ser muito maior que 600.000 km.

domingo, 20 de setembro de 2009

Descoberta pode explicar origens de meteoritos e Sistema Solar.


Imagens obtidas no deserto australiano podem trazer novas pistas sobre as origens de meteoritos

Um raro meteorito que pode ter nascido em local próximo à Terra foi encontrado por um novo observatório australiano e poderia trazer novas pistas sobre as origens de alguns meteoritos em diferentes partes da nossa galáxia. Segundo os cientistas, a descoberta deste corpo cósmico pode ajudar os especialistas a compreenderem a formação do Sistema Solar. As informações são do site New Scientist.

"Tentar interpretar o que aconteceu no início do Sistema Solar sem saber de onde surgiram os meteoritos é como tentar analisar a geologia da Grã-Bretanha a partir de rochas encontradas no próprio jardim", disse Phil Bland, do Imperial College de Londres.

A equipe de Bland deu início à pesquisa no deserto da Austrália em 2006, constituindo uma rede experimental com quatro câmeras robóticas, distribuídas por cerca de 250 mil km², com tecnologia que expõe a película fotográfica a céu claro durante a noite. Se as câmeras conseguem registrar um meteoro brilhante, ou uma bola de fogo, caindo através da atmosfera da Terra, os cientistas podem calcular sua trajetória por triangulação, determinando o destino provável do corpo cósmico para então tentar localizá-lo.

Pequeno parentesco


A primeira observação de uma bola de fogo foi realizada em 20 de julho de 2007 com o corpo cósmico batizado de "Bunburra Rockhole". Entre 2008 e 2009, grupos de busca encontraram três fragmentos deste meteorito. Basicamente as rochas espaciais são feitas de basalto, um tipo mais comum de lava solidificada na Terra.

Os cientistas acreditam que os meteoritos basálticos sejam pedaços vindos de um asteroide gigante chamado Vesta. Este asteroide é tão grande - cerca de 530 km de diâmetro - que a gravidade em seu interior fazem seus componentes materiais se estabelecerem em diferentes camadas, formando novas rochas espaciais.

Rocha derretida


Cálculos orbitais sugerem que o asteroide pai, o Vesta, orbitava o Cinturão de Asteroides entre Marte e Júpiter até que uma colisão desprendeu o "Bunburra Rockhole" há 20 milhões de anos.

Os cientistas pensam que este tipo de asteroide represente parte do material que se agrupou à composição da Terra no início de sua formação. "A questão é: quais foram as rochas que contribuíram para a construção dos planetas? O 'Bunburra Rockhole' nos deixa um pouco mais perto desse conhecimento", conclui Phil Bland.


Fonte:Portal Terra


segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Agência europeia divulga imagem panorâmica da Via-Láctea.


‘Astrofotógrafo’ usou como base observatórios no Chile e nas Canárias.
Imagem resulta da composição de 1.200 fotos.


A Organização Europeia para Pesquisa Astronômica no Hemisfério Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgou nesta segunda-feira (14) um panorama do céu obtido pelo projeto GigaGalaxy Zoom , por meio de observatórios no Chile, especialmente La Silla e Paranal (“os mais produtivos do mundo”, afirma a ESO).

A imagem, de 360°, cobre toda a esfera celeste.

A foto é resultado de parceria entre a ESO, o ‘astrofotógrafo’ francês Serge Brunier e seu colega Frederic Tapissier. Brunier gastou semanas captando imagens, entre agosto de 2008 e fevereiro de 2009.

Durante uma semana o trabalho foi deslocado para La Palma, uma das ilhas Canárias. A imagem resultante é composta por mais de 300 campos, cada um fotografado por Brunier quatro vezes.

O total de imagens usadas na composição é de aproximadamente 1.200.


Fonte: G1



terça-feira, 28 de julho de 2009

Orçamento "extrapolado" pode atrasar robô que viajará a Marte.

O Laboratório de Ciências de Marte (MSL, na sigla em inglês), um robô de exploração aperfeiçoado da Nasa, agência espacial americana, que pesa 1 t e tem previsão de lançamento para 2011, precisa de ainda mais dinheiro. O mais recente estouro de orçamento pode pela primeira vez atrasar outras missões da divisão de ciências planetárias da agência, que anda carente de dinheiro.

Os gastos com o robô já alcançam US$ 2,286 bilhões - 40% a mais do que a estimativa oficial de US$ 1,63 bilhão em 2006. Mas mesmo isso não é o suficiente. Em um "relatório de extrapolação" a ser entregue ao Congresso americano no final de julho, a Nasa dirá que a problemática missão, agora também chamada de Curiosity (curiosidade), precisa de US$ 15 milhões a US$ 115 milhões a mais do que a estimativa de US$ 2,286 bilhões.

A NASA até agora evitou atrasos e cancelamentos de outras missões atacando os fundos de desenvolvimento de tecnologia do programa para Marte. Mas oficiais agora estudam atrasos em duas missões planejadas à Lua. "O tempo para decisões difíceis é este", disse o chefe de ciências da Nasa, Ed Weiler. Ele deu a notícia a cientistas planetários em um encontro do comitê consultivo no dia 9 de julho, na sede da Nasa em Washington, D.C., ao lado de Jim Green, diretor da divisão de ciências planetárias, e do chefe do programa de Marte Doug McCuistion.

Questão escorregadia
O motivo do último estouro orçamentário está relacionado a motores, transmissões e controles aviônicos. Após mudarem de um lubrificante seco para outro líquido, engenheiros encontraram dificuldades para verificar a confiabilidade dos motores do braço robótico do laboratório de exploração.

Além disso, explica McCuistion, um novo problema foi recentemente descoberto: alguns dos instrumentos mais importantes - o conjunto de instrumentos para Coleta de Amostras em Marte - vão exigir o dobro da energia esperada, o que significa que o robô vai precisar carregar baterias maiores.

McCuistion afirma que não terá certeza do valor dessas últimas necessidades do robô antes de novembro, quando uma estimativa de custos independente for finalizada. Se os custos adicionais ficarem em torno dos US$ 15 milhões, McCuistion e Green acreditam que poderão manter a agonia restrita ao programa de Marte, cortando dinheiro de missões futuras a Marte em 2016, 2018 e 2020.

Mas se os custos extras tenderem mais para os US$ 155 milhões, a agência talvez precise atrasar o Explorador de Ambiente de Poeira e Atmosfera Lunar, um pequeno satélite com lançamento previsto para 2012, e a Rede Lunar Internacional, um sistema de estações robóticas de pesquisa lunar.

A agência também pode atrasar os trabalhos com o Novas Fronteiras, um programa de US$ 870 milhões que planeja missões para muitos locais do Sistema Solar e que há pouco abriu para propostas de concorrência. "Onde isso vai acabar?", pergunta Clive Neal, cientista planetário da Universidade de Notre Dame em Indiana e chefe do Grupo de Análise de Exploração Lunar da NASA. "Tudo está sendo prejudicado por causa de uma missão. Não estou nem um pouco satisfeito."

Grande demais para fracassar
Como tantos grandes empenhos científicos, entretanto, o MSL talvez seja grande demais para fracassar. Em janeiro, após a Nasa decidir atrasar o lançamento do robô de 2009 para 2011, o comitê consultivo de ciências planetárias recebeu um excedente orçamentário de US$ 400 milhões, chocante e considerado definitivo. O comitê recomendou que a NASA prosseguisse com a missão e tentasse limitar os cortes ao programa para Marte.

No Laboratório de Propulsão a Jato, em Pasadena, Califórnia, o gerente de projeto Richard Cook foi substituído por Peter Theisinger, o antigo gerente de projeto para os robôs marcianos Spirit e Opportunity. McCuistion diz que vai ordenar em 2010 uma investigação independente sobre as "lições aprendidas".

Até lá, talvez a extensão dos danos nos planos de longo prazo da Nasa seja revelada. Weiler afirma que aparentemente a agência não conseguirá arcar com o lançamento de uma importante missão para a lua Europa, de Júpiter, prevista para 2020. Com o orçamento de tecnologia para Marte dizimado, uma missão de Retorno de Amostras de Marte sofrerá ainda mais atrasos. Tal missão, que custaria entre US$ 6 bilhões e US$ 8 bilhões, provavelmente não começaria antes de 2024, afirma Weiler.

Fonte: Portal Terra