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terça-feira, 5 de novembro de 2019

Sonda Voyager 2 chega ao espaço interestelar.

A Voyager 2 se juntou à sua "irmã mais velha", a sonda Voyager 1. Em 2012, a primeira versão da nave espacial ultrapassou a heliosfera – região do universo com influência dos ventos solares. Nesta segunda-feira (4), um novo estudo publicado na “Nature Astronomy” aponta que a segunda versão também passou para o meio interestelar.

A história das naves Voyager tem mais de 40 anos. Elas são destinadas a estudar os planetas do Sistema Solar. Como diz o colunista de astronomia do G1, Cássio Barbosa, elas são "icônicas": por mais de 20 anos, quando se falava em explorar o nosso sistema, lembrava-se das duas sondas.

O projeto é financiado pela agência espacial norte-americana (Nasa).

A Voyager 1 chegou perto do que seria a "fronteira" do Sistema Solar em 2010. Ela havia sido lançada há 33 anos e estava a 17,4 bilhões de quilômetros de casa - o objeto feito pelo homem mais distante da Terra. Em 12 de setembro de 2013, os cientistas confirmaram a chegada ao espaço interestelar, que ocorreu em 2012.

A irmã mais nova, a Voyager 2, atingiu o mesmo feito em 5 de novembro de 2018, mas a confirmação chegou apenas em pesquisa publicada nesta segunda-feira. Um instrumento observou uma mudança definitiva na densidade do plasma, descrita em pesquisa dos cientistas da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos.

Don Gurnett faz pela segunda vez o comunicado de chegada ao espaço interestelar. Professor do departamento de física e astronomia da universidade americana, ele também foi o autor do estudo publicado na revista Science em 2013 que confirmou a saída da Voyager 1.

"A velha ideia de que os ventos solares são reduzidos gradualmente à medida que avançamos em direção ao espaço interestelar não é verdadeira", disse Gurnett. "Mostramos com a Voyager 2, e antes com a Voyager 1, que existe um limite. É simplesmente surpreendente como plasmas formam limites".

Os ventos solares são um fluxo de partículas que sai constantemente do Sol. Essas partículas, basicamente prótons e elétrons, têm uma energia cinética (velocidade) muito grande. Os cientistas ainda têm muitas dúvidas sobre o assunto e, por isso, enviaram a missão Parker Solar Probe em agosto de 2018 até o Sol.

A Voyager 2 ultrapassou o limite do nosso Sistema a 18 bilhões de quilômetros do Sol. As naves foram lançadas com uma diferença de poucas semanas em 1977, mas chegaram ao espaço interestelar em uma distância basicamente igual, de acordo com a pesquisa.

"Isso mostra que a heliosfera [região com a influencia do Sol] é simétrica, pelo menos nos dois pontos onde as sondas cruzaram", disse Bill Kurth, co-autor do estudo.

Além das descobertas científicas incontáveis – Urano e Netuno, por exemplo, nunca mais foram visitados – as sondas também carregam mensagens para uma possível vida inteligente. Discos de ouro foram lançados ao espaço e levaram mais de 100 fotografias, músicas e informações sobre a Terra e a humanidade.

Fonte: Globo.com

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Índia perde contato com sonda que deveria pousar na Lua.

O sonho de se tornar o quarto país do mundo a pousar na Lua terminou, pelo menos por enquanto, para a Índia. O país perdeu, na noite desta sexta-feira (6), a comunicação com a sonda que enviou rumo à Lua. O sinal não foi mais detectado pouco antes do horário previsto de pouso. As informações são da agência espacial indiana.

— A descida do Vikram estava em andamento conforme o planejado e foi observado um desempenho normal. Posteriormente, a comunicação da sonda com a estação terrestre foi perdida. Os dados estão sendo analisados. — disse o presidente da Organização Indiana de Pesquisa Espacial (Isro), K. Sivan, na sala de controle.

O Vikram era uma das peças da missão lunar Chandrayaan-2, cujo lançamento ocorreu no sul da Índia em 22 de julho. Com ela, a Índia esperava tornar-se o quarto país do mundo a concluir um pouso no satélite terrestre, depois dos programas espaciais soviéticos, americanos e chineses.

A meta seria explorar o polo sul lunar, cuja análise do gelo ali presente poderia contribuir para calcular a incidência de terremotos. Também poderia vir dali informações sobre os materiais para a produção de combustíveis para veículos espaciais.

O primeiro-ministro do país, Narendra Modi , que foi ao centro espacial de Bangalore para acompanhar o pouso, disse aos cientistas que eles "fizeram (até agora) não é um pequeno avanço".

— Altos e baixos acontecem na vida. Seu trabalho duro nos ensinou muito e toda a nação tem orgulho de vocês — acrescentou. — Se a comunicação (com a sonda) retornar... vamos torcer pelo melhor... Nossa jornada continuará. Sejam fortes. Eu estou com vocês.

Fonte: CLICRBS

sexta-feira, 12 de abril de 2019

O que aconteceu com a sonda israelense que falhou ao tentar pousar na Lua.

A tentativa israelense de enviar uma sonda à Lua fracassou no último momento ao cair na superfície lunar após sofrer uma falha de motor durante o processo de alunissagem.

— Não conseguimos, mas definitivamente tentamos — disse o impulsor do projeto, Morris Kahn, em um vídeo desde o centro de controle perto de Tel Aviv.

Se a alunissagem desta sonda, a primeira desenvolvida por uma organização privada, tivesse sido concretizada, Israel teria se tornado o quarto país a conseguir isso, após Rússia, Estados Unidos e China.

—Acredito que a conquista de ter chegado aonde chegamos é realmente tremenda, acredito que podemos estar orgulhosos — disse Kahn.

Durante a transmissão, foi possível escutar o pessoal de controle dizendo que os motores para desacelerar a descida da nave e permitir um pouso suave tinham falhado e o contato com a sonda havia sido perdido.

— Se você não consegue de primeira, tente de novo — disse o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, na sala de controle, onde observou o processo junto com o embaixador dos Estados Unidos em Israel, David Friedman.

Denominada Bereshit (Gênesis, em hebraico), esta sonda que se parecia com uma enorme aranha de cinco patas, de 585 kg, se tornou um motivo de orgulho para Israel.

A sonda foi realizada por uma organização privada, SpaceIL, que trabalhou associada com a empresa aeroespacial israelense Aerospace Industries (IAI), uma das maiores grandes empresas de defesa israelenses.

O aparelho foi lançado em 22 de fevereiro da base americana de Cabo Canaveral, na Flórida, com um foguete Falcon 9 da empresa americana SpaceX, fundada pelo empresário Elon Musk.

Para Israel, a alunissagem era a missão principal, embora um instrumento científico tenha sido enviado para medir o minúsculo campo magnético lunar, cuja origem é diferente da do campo terrestre.


"Um grande passo para Israel"

A sonda continha uma cápsula com discos digitais que armazenavam desenhos de crianças, canções e imagens de símbolos israelenses, lembranças de um sobrevivente do Holocausto e uma Bíblia.

— É um grande passo para Israel, e é um grande passo para a tecnologia israelense — declarou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante o lançamento, parafraseando Neil Armstrong, primeiro humano a caminhar na Lua.

— Os verdadeiros combustíveis deste aparelho são a audácia e o gênio israelenses — afirmou. E apesar do pequeno tamanho de Israel, país de pouco mais de 8 milhões de habitantes, "somos gigantes", completou.

No projeto participavam outros sócios internacionais: SpaceIL se comunicava com a sonda graças às antenas de uma empresa sueca, a Swedish Space Corporation.

A Agência espacial americana, a Nasa, pôs à disposição sua Deep Space Network para enviar à Terra dados recolhidos por Bereshit e instalou um retrorrefletor laser na sonda para testar sua utilização para a navegação espacial.

O projeto começou no âmbito do Google Lunar XPrize que, em 2010, queria recompensar com US$ 30 milhões o primeiro aparelho privado que alunissasse antes de março de 2018.

Nenhum candidato fez isso a tempo, mas a equipe israelense continuou o processo e comprou um lugar no foguete SpaceX.

Previsto inicialmente em US$ 10 milhões, o custo foi finalmente de US$ 100 milhões, mas "é o aparelho menos caro" com o qual se tentou este tipo de missão, insistiu o grupo IAI.

O empresário e filantropo Morris Kahn financiou o desenvolvimento do robô.

Fonte: CLICRBS

terça-feira, 14 de março de 2017

China planeja enviar sondas espaciais a 3 asteroides.

As autoridades da China planejam enviar sondas espaciais para estudar os movimentos de três asteroides e aterrissar em um deles para recolher amostras, informou no início do mês a imprensa oficial do país asiático.

O pesquisador do Observatório Montanha Púrpura da Academia Chinesa de Ciências Ji Jianghui revelou esses planos, com os quais os cientistas pretendem conhecer melhor as características dos asteroides e estudar seu formação e evolução para compreender as origens do sistema solar e da vida na Terra.

"O plano dos especialistas é que uma sonda voe perto de um asteroide, voe junto a outro asteroide durante um tempo, e aterrisse em um terceiro para realizar análise de amostras da superfície", disse Ji, em declarações citadas por vários veículos de imprensa oficiais.

A prioridade dos cientistas nessas missões será detectar asteroides próximos da Terra para calcular as probabilidades de colisão com nosso planeta.

"A China enviará a sonda lunar Chang E-5 à Lua e trará outra vez amostras este ano. Se esta missão tiver sucesso, significaria que a China, assim como o Japão, seria capaz de recolher amostras de asteroides para estudá-las em laboratórios na Terra", disse Ji.

A China espera enviar outra sonda ao hemisfério oculto da Lua em 2018 e também deve realizar em 2020 sua primeira missão de exploração de Marte, que aterrissará no planeta vermelho e recolherá amostras geológicas no terreno, que depois serão trazidas à Terra.

Além disso, as autoridades do país asiático planejam que, para 2022, sua própria estação espacial permanente esteja operacional.

Fonte: Portal Terra

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Sonda Juno captura imagens da sétima 'pérola de colar' de Júpiter.

A câmera da sonda Juno capturou a sétima “pérola do colar” de Júpiter, segundo divulgou a Nasa. O planeta tem oito “pérolas” - tempestades no sentido anti-horário que aparecem na superfície em forma oval branca.

Desde 1986, essas tempestades variam de número - de seis para nove. Hoje, são oito visíveis. A imagem da sétima delas foi feita em 11 de dezembro, às 12h27 (15h27, horário de Brasília), no terceiro voo rasante da sonda Juno. A nave estava a cerca de 24.600 quilômetros do planeta.

A missão Juno
Após 5 anos de viagem, a sonda Juno chegou à órbita de Júpiter no dia 5 de julho deste ano.

A sonda se aproximou sobre o pólo-norte do planeta, mostrando uma perspectiva inédita do sistema de Júpiter - incluindo as suas quatro grandes luas. Um laboratório da Nasa localizado em Pasadena, na Califórnia, administra a missão Juno, chefiado pelo pesquisador Scott Bolton, que também ajudou a levar uma sonda a Saturno.

Lançada em 5 de agosto de 2011, a sonda percorreu 716 milhões de quilômetros - quase 18 mil voltas na Terra - até o planeta. Se nada der errado, a missão deve ser encerrada em fevereiro de 2018.

Fonte: Globo.com

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Após 12 anos de missão, sonda Rosetta desce em direção a cometa.

A contagem regressiva já começou para a Rosetta: a sonda europeia inicia nesta quinta-feira (29) uma lenta descida em direção ao cometa 67P, o que permitirá observá-lo muito de perto, antes do impacto final com o corpo celeste.

Esse desfecho espetacular colocará um ponto final em uma odisseia espacial de mais de 12 anos, concluída com 26 meses de observação, acompanhando o cometa 67P/Churiumov-Guerasimenko em seu périplo ao redor do Sol.

Primeira missão a orbitar e pousar em um cometa, a Rosetta foi aprovada em 1993 pela Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) para explorar as origens e a evolução do nosso Sistema Solar.

A manobra de aproximação começará na quinta-feira, às 17h50 (horário de Brasília), quando o centro de controle de Darmstadt (sudoeste da Alemanha) enviar, da Terra, a mais de 700 milhões de km de distância, as instruções para que a Rosetta comece sua descida.

Após percorrer os 19 km de distância que a separam deste cometa de cerca de quatro quilômetros de diâmetro, a sonda colidirá com o corpo celeste na sexta-feira por volta das 9h20 (horário de Brasília), a uma velocidade de 90 cm/s, a mesma de uma pessoa caminhando.

Uma oportunidade única
Durante o trajeto, fará fotografias em alta definição com sua câmera Osiris e realizará observações - inéditas em um cometa a uma distância tão curta - antes de "aterrissar".

"A oportunidade de estudar um cometa a uma distância tão pequena faz que a fase de descida seja uma das mais emocionantes de toda a missão", indicou a ESA em um comunicado.

As imagens e os dados coletados sobre a poeira e os gases que saem do 67P são importantes para continuar avançando na compreensão do processo de formação dos cometas e do nosso Sistema Solar.

No cometa já se encontra Philae, o robô que pousou em novembro de 2014 e enviou observações valiosas para a Terra.

Philae está inerte desde julho de 2015, quando suas baterias se esgotaram e não puderam ser recarregadas porque seus painéis estão mal orientados e com pouca exposição solar.

O cometa 67P se dirige atualmente em direção à órbita de Júpiter. Continuará se afastando do Sol na sua trajetória elíptica, até cerca de 850 milhões de quilômetros de distância do nosso Astro Rei.

Rosetta também perderá completamente a capacidade de armazenar energia solar suficiente para continuar operando seus instrumentos de observação e transmissão de dados para a Terra por ondas de rádio.

Por isso, a ESA decidiu dar por concluída sua missão. Vai parar de emitir por completo, conforme os tratados internacionais que regem o espaço exterior, para evitar contaminá-lo com sinais inúteis que possam interferir em outras missões.

Buracos misteriosos
Após dez anos de viagem como passageiro da sonda Rosetta, Philae havia conseguido um marco histórico ao pousar no 67P em 2014.

No entanto, a manobra foi muito abrupta, e Philae quicou duas vezes na superfície. O imprevisto fez que o robô ficasse parado em uma zona de relevo acidentado e de pouca exposição à luz solar.

Se tudo sair conforme o previsto, Rosetta chegará a um lugar relativamente distante do Philae, em uma pequena planície rodeada de buracos, através dos quais o cometa projeta jorros de gás e poeira. A sonda também tentará observá-los em seus últimos minutos de vida.

"Esperamos poder observar estruturas nas paredes dos buracos que podem remontar à época da formação do cometa", disse à AFP Jean-Pierre Bibring, um dos responsáveis do programa Philae.

A ESA não descarta imprevistos nessa manobra final, incluindo a possibilidade de perder contato com a Rosetta antes do planejado.

Após o impacto final, os restos da Rosetta - e os do Philae - acompanharão para sempre o corpo celeste, pondo fim a uma aventura sem precedentes na história da conquista espacial.

Fonte: Globo.com

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Nasa recupera contato com sonda solar que estava perdida há quase 2 anos.

Os cientistas da Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa, na sigla em inglês) conseguiram recuperar na noite do último domingo (21/08) uma sonda de investigação solar que estava perdida há quase dois anos.

A sonda Stereo-B, projetada para trabalhar em conjunto com outra similar realizando observações do Sol, deixou de comunicar com a Terra no dia 1º de outubro de 2014. Durante 22 meses, a equipe responsável da missão esteve tentando restabelecer contato.

O contato foi estabelecido pelo observatório Deep Space Network, que vigia as comunicações de missões espaciais.

Segundo a Nasa, a prioridade agora é "ampliar o processo de recuperação para avaliar a saúde da sonda, restabelecer o controle e avaliar todos os subsistemas e instrumentos".

A comunicação com a sonda espacial se perdeu após reiniciar os sistemas da nave para preparar uma das fases mais delicadas da missão, quando o equipamento ficava oculto pelo Sol.

O reinício dos sistemas não ocorreu de maneira adequada e a sonda ficou oculta pelo Sol. Depois, a Nasa não soube mais dela.

Os cientistas tinham ainda mais dificuldade para localizar a sonda porque não sabiam em que parte da órbita ela estava exatamente. Alguns pesquisadores consideravam que uma falha em um dos sistemas que detectam a velocidade levou o equipamento a se movimentar fora de controle.

As duas sondas Stereo foram pensadas para realizar uma missão de dois anos que levaria para observar a atividade do Sol a partir das faces opostas que não podem ser observadas desde a Terra.

Fonte: Portal Terra

sábado, 2 de julho de 2016

Sonda espacial concluirá missão de 12 anos com pouso em cometa.

A sonda europeia Rosetta terminará sua missão no dia 30 de setembro pousando no cometa 67P, ao término de 12 anos de uma viagem espacial que permitiu avanços no conhecimento destes corpos celestes, anunciou nesta quinta-feira (30) a Agência Espacial Europeia (ESA).

A Rosetta pousará no cometa onde já se encontra seu robô Philae, inativo desde o ano passado por falta de energia.

"Para ambos será o fim da missão mais bela que se pode imaginar, com a possibilidade de realizar novas medições e imagens o mais próximo possível do cometa, fornecendo novos dados para a comunidade científica", disse Jean-Yves Le Gall, presidente do programa espacial francês CNES.

Os dados obtidos através da Rosetta e do Philae continuarão a ser analisados durante os próximos anos, oferecendo possíveis novas descobertas.

Após 12 anos de viagem interplanetária, incluindo os dois últimos no entorno imediato do cometa, a Rosetta tentará concluir sua missão "de maneira magistral", indicou a ESA.

O cometa atualmente está se afastando do Sol, e seguirá nesta rota até alcançar 850 milhões de quilômetros de distância.

A partir dos 600 milhões de quilômetros, a Rosetta, que acompanha o cometa em seu périplo ao redor do Sol, perderá a capacidade de armazenar energia suficiente para continuar operando seus instrumentos de observação e transmissão de dados para a Terra por ondas de rádio.

Por isso, a ESA decidiu concluir sua missão.

Robô dorminhoco
Em 12 de novembro de 2014, a Rosetta aterrizou o Philae, de 100 quilos e carregado com 11 instrumentos de observação, na superfície do cometa.

O pouso acabou sendo abrupto demais, o que fez o robô ricochetear duas vezes, antes de ficar imobilizado sobre o cometa de formato irregular e quatro quilômetros de diâmetro.

Devido ao imprevisto, o Philae ficou pousado em uma zona de relevo acidentado e escassa exposição à luz solar. Após gastar o que restava das suas baterias enviando o resultado de 60 horas de observação para a Rosetta, o robô 'adormeceu'.

Conforme o 67P se aproximou do Sol, o Philae voltou a despertar em junho de 2015, e mandou uma mensagem de dois minutos através da Rosetta, gerando expectativas na Terra.

Mas em julho de 2015, após oito comunicações intermitentes, o robô deixou de dar sinal de vida.

No caso da Rosetta, a aproximação será realizada a 50 centímetros por segundo, uma velocidade duas vezes menor que a do Philae.

Oportunidade única
Durante o trajeto, a sonda registrará imagens de alta resolução em tempo real e fará medições científicas "totalmente inéditas", disse a ESA. Os cientistas na Terra terão a oportunidade de recolher dados que só podem ser oferecidos por um encontro próximo.

Uma vez em contato com a superfície do cometa, as comunicações e as operações da Rosetta serão interrompidas.

Em agosto, serão feitos ajustes da trajetória de navegação da sonda que orbita o cometa, levando-a progressivamente para mais perto da sua superfície. Ainda não foi decidido em que lugar do corpo celeste a Rosetta aterrizará.

O pouso vai colocar um fim a uma aventura sem precedentes na história da conquista espacial, que ofereceu dados capazes de aumentar nossos conhecimentos sobre o aparecimento da vida na Terra.

Projetada há mais de 20 anos, a missão histórica busca compreender melhor o Sistema Solar desde seu nascimento, já que se considera que os cometas são vestígios da sua matéria primitiva.

A Rosetta registrou imagens inéditas do cometa, analisou gases que saem da sua superfície e examinou seu interior. Com a missão, aprendemos que os cometas contêm moléculas orgânicas, que são a base da vida.

Fonte: Globo.com

Sonda Juno se aproxima de Júpiter para iniciar missão orbital.

A sonda Juno se aproxima sem problemas de Júpiter, após ter entrado em seu campo magnético e está preparada para começar orbitar o planeta a partir do dia 4 de julho, informou a Nasa.

O Juno ingressou nesta sexta-feira (1º) na área influída pelo campo magnético de Júpiter, que retarda o vento procedente do sol, explicou a agência espacial americana.

Os cientistas da missão mostraram um vídeo no qual se pode escutar o trânsito da nave, que na próxima segunda-feira (4) começará sua missão orbital para analisar o maior planeta do Sistema Solar.

"Só esse som indica que chegaremos em poucos dias em Júpiter", afirmou em entrevista coletiva Scott Bolton, chefe principal da missão e pesquisador do Southwest Research Institute de San Antonio (Texas).

Bolton acrescentou que os dados que já foram enviados pelo Juno para a Terra ajudam os cientistas não só para determinar com mais precisão a estrutura do planeta, incluído se Júpiter tem núcleo, mas fornecer mais chaves sobre as origens do Sistema Solar.

Fonte: Globo.com/NASA

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Sonda da Nasa detecta asteroide nos arredores da Terra



O telescópio espacial Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE), lançado em dezembro de 2009, detectou o primeiro asteroide de centenas que a Nasa, agência espacial americana, espera encontrar nos arredores da Terra nos próximos anos. A Nasa informou que o recém-batizado 2010 AB78, descoberto em 12 de dezembro passado, não apresenta nenhum risco de colisão com o planeta.
Atualmente, o objeto de aproximadamente 1 km de diâmetro está a cerca de 158 milhões de km da Terra. Segundo a Nasa, o asteroide tem a órbita elíptica e chega perto do Sol como a Terra, mas por causa de sua trajetória inclinada, não deve se aproximar por muitos séculos. Apesar de não causar riscos, os cientistas continuarão monitorando a rocha espacial.
Centenas de asteroides e cometas passam relativamente próximos à Terra anualmente - alguns com tamanho reduzido ingressam na órbita terrestre, mas acabam se desintegrando ao atingir a atmosfera. Em casos raros de impacto com um objeto de maior proporção, o dano na superfície da Terra pode ser catastrófico. A teoria mais aceita diz que um asteroide com cerca de 10 km de largura mergulhou no planeta há 65 milhões de anos, matando todos os dinossauros e provocando um cataclisma mundial.
A sonda Wise, responsável por fazer o mapeamento fotográfico do cosmos, foi colocada em órbita por um foguete Delta II, a uma distância de 525 km da Terra.
Fonte: Portal Terra